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Beleza que chega
Em "Velho Chico", Luiza Brunet "quebra jejum" da teledramaturgia depois de três anos
11:24   09 de Setembro, 2016 - Fonte: Carta Z

Luana Borges

TV Press

      Luiza Brunet tem uma presença marcante. Seja como modelo, atriz ou madrinha de bateria no Carnaval, sua beleza e postura altiva sempre chamam atenção. Mas, na teledramaturgia, a figura forte de Luiza tem aparições bissextas. Na maioria das novelas de currículo, como "Ti-Ti-Ti", "Beleza Pura" e "Belíssima", entre outras, participou no papel de si mesma. O último trabalho em que encarnou uma personagem foi "Correio Feminino", série dirigida por Luiz Fernando Carvalho e exibida no "Fantástico". Três anos depois, ela volta a experimentar a atuação em "Velho Chico", na pele da prostituta Madá. Assim como trabalhar sob a batuta de Carvalho. "O que me fez aceitar esse convite foi o desejo de coisas novas e não perder oportunidades que a vida lança", ressalta ela, que estava há 19 anos sem interpretar um papel em folhetins – o último foi como a Tereza de "Anjo Mau".

      Em "Velho Chico", a personagem de Luiza é dona do cabaré mais famoso da cidade de Grotas do São Francisco, onde se passa a trama. Há anos, ela se relaciona com Afrânio, de Antonio Fagundes, e faz questão de demonstrar a paixão que sente pelo coronel. Nos bastidores, Luiza aproveita para pegar dicas com o ator veterano. "Já o conhecia, é um amigo querido e muito generoso. Ele me ajudou bastante, me deixando tranquila", conta, ela, que entrou para o elenco com a novela já em andamento, mas nem por isso ficou nervosa. "Não tive medo", avalia.

      No início do folhetim, Luiza chegou a fazer um teste. Mas acabou não entrando naquela época. "Depois, tive a felicidade de ser convidada pelo Luiz Fernando Carvalho para gravar no meio da novela", explica. Como não foi escalada junto com a maior parte do elenco, ela não teve a oportunidade de participar do intenso laboratório e das várias palestras promovidas no galpão do diretor. Mas, mesmo assim, teve acesso a professoras de expressão corporal e aulas de prosódia. "Tive pouco tempo para me preparar, mas me senti confortável", assegura.

      A caracterização também foi importante para Luiza entender o tom que deveria dar à personagem. Em cena, ela aparece com uma peruca loura "platinada" e vestidos repletos de bordados. "Amei a caracterização e achei a peruca a 'cereja do bolo'. A personagem é isso e não tem vergonha", ressalta.

      Depois de quase duas décadas sem atuar em uma novela, Luiza se sente bem mais segura hoje em dia. Na época de "Anjo Mau", ela não lidou tão bem com as críticas que recebeu. Mas agora não dedica a mesma importância ao que falam a seu respeito. "Tudo na vida tem o momento certo, inclusive para exorcizar o que tememos. Nesse momento, me senti segura em fazer a novela e acho que não agradamos a todos. Então, fazer o melhor é preciso. Porém, não vou sofrer se não agradar e receber críticas", ressalta.

 

Passado confrontado

      Em 1997, Luiza Brunet se aventurou mais uma vez pela interpretação em "Anjo Mau". Até então, ela já havia trabalhado como atriz em novelas como "O Mapa da Mina", de 1993, "Araponga", de 1990, e "Cambalacho", de 1986. Na pele de Tereza, contracenou com Mauro Mendonça, Alessandra Negrini e Emílio Orciollo Netto, entre outros nomes. Na época em uma personagem de destaque, Luiza recebeu muitas críticas por sua atuação. "Agora me sinto 100% mais segura", diz, aos risos.

      Atualmente, "Anjo Mau" é exibida pelo Viva. Quando pode, Luiza assiste aos capítulos. "Adoro a novela, é de grande sucesso. Sempre que possível, assisto à reprise e sinto que evoluí como pessoa e como atriz", constata.

 

Instantâneas

# Luiza Brunet ficou famosa no início dos anos 1980, quando se tornou modelo exclusiva das calças Dijon e posou para ensaios nus de revistas masculinas.

# Antes de se tornar modelo, trabalhou como babá, empregada doméstica, empacotadora e vendedora.

# A primeira aparição de Luiza em novelas aconteceu em "Elas Por Elas", exibida pela Globo em 1982.

# Luiza Brunet credita a boa forma aos 54 anos à genética privilegiada e cuidados com a saúde.

 

"Velho Chico"  – Globo – De segunda a sábado, às 21:20 h.

 
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