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Em processo de construção
No ar em "Haja Coração", Gabriel Godoy vibra com destaque na televisão
11:16   07 de Outubro, 2016 - Fonte: Carta Z

por Caroline Borges

TV Press

      Gabriel Godoy, que interpreta o malandro Leozinho de ''Haja Coração'', é do tipo profissional aplicado. Tanto que, ao receber um novo projeto, gosta de estudar os desdobramentos de seus personagens a fundo. Porém, as novelas apresentaram uma nova forma de trabalho ao ator de 32 anos. Com o ritmo acelerado de gravações dos folhetins, ele percebeu que precisaria se adaptar ao texto e às cenas de forma mais ágil e sem grandes ensaios. ''Demorei a me encaixar na pressa da tevê. Um dia, tive uma sequência de duas páginas e não tinha estudado nada. Meu lado 'CDF' enlouqueceu. Mas, hoje, meu cérebro se acostumou melhor com essas dificuldades da tevê'', avalia.

      Na história de Daniel Ortiz, Leozinho é casado com Fedora, papel de Tatá Werneck, e engana a ''patricinha'' se passando por um herdeiro milionário. Inicialmente, o malandro se aproxima da filha de Aparício, de Alexandre Borges, na intenção de assassinar e roubar a personagem. Porém, ele acaba se apaixonado pela acionista do Grand Bazzar. ''O papel basicamente é de vilão. Mas, como é uma novela das sete, tem um tom mais leve. Então, a comédia é um traço muito forte da relação deles dois'', afirma.

P – Você estava escalado para "Êta Mundo Bom!". Como aconteceu essa mudança de planos?

R – O convite veio do próprio Daniel Ortiz. Ele fez essa estratégia dentro da emissora para me deslocar de uma produção para a outra. O Daniel falou com o Silvio de Abreu e os dois acharam que seria mais interessante para a minha carreira o papel em ''Haja Coração''. O próprio Walcyr (Carrasco) falou que seria melhor e me liberou. Então, fui transferido.

P – Na primeira versão de "Sassaricando", seu personagem foi interpretado por Diogo Vilela. Você chegou a pegar referências da trama original para compor o papel?

R – Eu vi a primeira versão, mas não me baseei. É tudo muito diferente. A própria direção não queria que a gente se influenciasse muito. Admiro muito o Diogo e acho que ele tem uma carreira muito bonita, mas acredito que o meu humor é muito diferente do dele. A direção queria que a gente fizesse nosso Léo e Fedora. No início da preparação, tivemos um ''workshop'' para começarmos a criar os personagens a partir do jogo de cena. Foi muito bom para o entrosamento de todo mundo.

 P – Na série "O Negócio", da HBO, o seu personagem também finge ser rico para aplicar golpes. Você fez algum trabalho para diferenciar os dois projetos?

R – Não tive uma preocupação muito forte com isso. O próprio texto e a concepção do personagem já marcavam as diferenças. O Leozinho tem um tom muito acima. É uma atuação mais alegórica e com um colorido maior. Já o Oscar, de "O Negócio'', tinha uma "pegada" mais natural e real. A própria estética cinematográfica da série pedia isso.

P – "Haja Coração" é seu segundo papel de destaque em novelas. Como você avalia seu trabalho na televisão até agora?

R – Estou aprendendo novas coisas. Aprendi muito em "Alta Astral" e, agora, em "Haja Coração'' também. Algumas vezes, eu sofro (risos). É tudo muito acelerado. Venho do teatro e das séries de tevê fechada. Lá, as coisas são mais calmas e podemos conversar mais sobre o trabalho. Ainda estou aprendendo a lidar com a tevê. Quando fizer outro personagem na televisão, outras dificuldades irão aparecer, mas é assim que a gente vai crescendo e amadurecendo.

P – "O Negócio" está em sua terceira temporada. Como é estar envolvido em um projeto por tanto tempo?

R – Comecei a série com 29 e agora estou com 32 anos. A cada temporada, cresço mais e tenho novas bagagens para agregar. De alguma forma, cresço com o personagem. Foi minha primeira série nacional. Adoro séries e acho que se deveria investir mais nesse formato. O público de série é muito fanático e fiel. ''O Negócio'' é um orgulho muito grande na minha carreira.

 

"Haja Coração'' – Globo – De segunda a sábado, às 19:30 h.

 
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