Jornal MT Norte claudia_xavier1976@hotmail.com

Gislaine Aparecida Rodrigues– SME/AF

Email: gi-gaof@hotmail.com

Tailaine de Oliveira Fagundes

Email: thay-alice@hotmail.com

Luciana Gomes Domingues de Andrade

Email: luecarlos2007@hotmail.com

                     

Resumo: Esse artigo constitui-se de uma pesquisa bibliográfica com objetivo refletir acerca das Dificuldades de Aprendizagens no Ensino Fundamental e saber quais as contribuições da família para supera-las. Para tanto, Foram analisados artigos em livros, revistas e internet sobre a D.A. Constatou-se que os estudantes apresentam dificuldades de aprendizagem, como reconhecimento preciso de palavras e na capacidade de decodificação, e, a ausência da família nesse processo dificulta cada vez mais o processo de aprendizagem no Ensino Fundamental.

Palavras chaves:Estudantes. Dificuldades de Aprendizagem. Família.

 

  1. INTRODUÇÃO

 

O objetivo desta pesquisa foi fazer uma análise por meio de fontes bibliográficas acerca das Dificuldades de Aprendizagens no Ensino Fundamental e saber quais as contribuições da família para supera-las. Entende-se que o apoio da família é indispensável para superar tais dificuldades, tendo em vista à formação do sujeito crítico, requerendo assim por meio da escola materiais significativos para determinados grupos de estudantes. Estes materiais devem centrar, num primeiro momento, na realidade local do estudante, considerando suas peculiaridades, para posteriormente levá-lo a conhecer outras realidades.

Sabe-se que a família é a célula básica da sociedade, cabe observar que dela vem o sucesso de seus filhos, principalmente em se tratando de dificuldades de aprendizagem. Porque é no ambiente familiar que se educa, limita, incentiva e transmite segurança para a criança. Contudo, para que isso aconteça é necessário que a família perceba a dificuldade de seu filho e procure ajuda-lo.

Nota-se quão complexo o nível cultural das famílias, mas com consciência das dificuldades e confiança no potencial da criança certamente facilitará o processo de superação das suas limitações dos estudantes.

 Na realidade o que tem se observado é que as famílias estão perdidas, sem saber lidar com situações novas, pais que passam o dia todo ausente trabalhando para dar alimentos para seus filhos, pais desempregados, pais analfabetos, pais separados, desvenças familares, drogas, enfim, essas situaçoes familiares repercutindo na aprendizagem dos estudantes, e, muitas famílias acabam por transferir suas responsabilidades para a escola. Levando então, ao desencontro entre as expectativas em aprender e a realidade que os alunos enfrentam para estudar.

Por conta disso, vivenciamos gerações cada vez mais dependentes, e a escola tendo que desviar de suas funções para suprir essas necessidades, e tentando ajudar a superaros problemas de aprendizagem enfrentados por professores ao lecionar no Ensino Fundamental. Esses devaneios vêm ocorrendo principalmente nas escolas públicas, devido a um conjunto de fatores, dentre eles, falta de preparação profissional, falta de material didático adequado e atrativo que introduza a reflexão sobre temas presentes na sociedade, permanecendo ainda nos vícios dos livros didáticos, o que certamente muitos conteúdos propostos, pouco, ou nada têm a ver com a realidade dos estudantes, consequentemente desestimulando o aprendizado dos educandos.

Deve-se pensar que a aprendizagem não submerge apenas estruturas cognitivas, mas sim alguns elementos subjetivos para a formação e sucesso do sujeito. Pois, é ao refletir sobre esta demanda, é imprescindível analisar outros fatores tais como os aspectos familiares, econômicos, sociais, uma vez que são de suma importância para o processo de ensinoaprendizagem.

A aprendizagem das Séries Iniciais do Ensino Fundamental é de extrema e fundamental importância para o crescimento e inserção do ser humano no mundo globalizado em que vivemos. Caso essa aprendizagem não ocorra, o insucesso escolar acontecerá na vida dos estudantes.

E nós como educadores compartilhamos dessa culpa, contudo, não podemos assumir a responsabilidade da família, pois é missão da escola oferecer aos estudantes ensino de qualidade com respeito e equidade, garantindo participação ativa por meio de um trabalho realizado com ética e inovação no ambiente escolar.

Dessa forma, torna-se relevante essa pesquisa, porque vem se percebendo que a cada dia se apresenta mais dificuldades de aprendizagem pela a ausência da família.

 

  1. DIFICULLDADE DE APRENDIZAGEM

 

Antigamente para definir “Dificuldade de aprendizagem”, usava-se o termo “atraso mental”, mas hoje esse termo é considerado ofensivo. A dificuldade de aprendizagem é uma deficiência vitalícia que prejudica a capacidade de aprender. Elas podem acontecer por meio de fatores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros, considerados fatores que também desmotivam o aprendizado, porque em nosso país visualizamos com frequência esse tipo de problema e acabamos nos isolando do restante do mundo.

As dificuldades de aprendizagens constituem um problema da atualidade. Existem vários tipos de dificuldades de aprendizagens que variam de acordo com o nivel de cada uma, Como Piaget cita algumas delas: suaves; moderadas; graves e profundas. Assim define Piaget (1975, p. 14),

A origem do desenvolvimento cognitivo dá-se de dentro para fora, ocorrendo em função da maturidade do sujeito. Este autor considera que o ambiente poderá influenciar no desenvolvimento cognitivo, porém sua ênfase recai no aspecto biológico, ressaltando a maturidade do desenvolvimento, ou seja, o desenvolvimento cognitivo inicia quando nascemos e termina na idade adulta, assim como o crescimento orgânico, que se equilibra após a maturidade dos órgãos.

 

Durante muitos anos alguns pesquisadores vêm apresentando uma maior preocupação a respeito desse tipo de dificuldade de aprendizagem, e, principalmente no Ensino Fundamental.

Segundo Paiget (1975), a cada 100 (cem) pessoas 03 (três) tem uma dificuldade de aprendizagem, e este índice tende a aumentar daí à necessidade do apoio familiar para superar o problema. A “dificuldade de aprendizagem” tem uma grande variação devido ao nível sócio cultural de cada família, onde muitas vezes o estudante não aprende para diversos motivos, como rótulos, estigmas, enfatizando em sua memória que ele é o “problema” gerando desinteresse, negativismo, hiperatividade.

Strick e Smith (2001) ressaltam que o ambiente familiar exerce um importante papel para determinar se qualquer criança aprende bem ou mal. As crianças que recebem um incentivo carinhoso durante toda a vida tendem a ter atitudes positivas, tanto sobre a aprendizagem quanto sobre si mesmas. Essas crianças buscam e encontram modos de contornar as dificuldades, mesmo quando são bastante graves. Esses fatores não dependem exclusivamente do estudante, mas sim das múltiplas situações, onde estão inseridos nos diferentes níveis sócios cultuais.

O estudante com este problema vem de muitas situações: socioeconômicas, famílias desestruturadas, professores não preparados o grande enfoque sempre estão na disfunção psiconeurológica, onde os processamentos de informação não alcançam os níveis desejados, mas por causa dessas consequências o aluno sempre sai perdendo.

A escola tem que saber distinguir o problema ver realmente se o estudante vem experimentando problemas de aprendizagem por razões de desvantagens culturais e de níveis socioeconômico, de inadequada integração pedagógica, ou de deficiência diagnosticada cientificamente.

Dessa forma, a escola é um dos agentes responsáveis pela integração da criança na sociedade, além da família. É um componente capaz de contribuir para o bom desenvolvimento de uma socialização adequada da criança.

Vários pesquisadores não concordam que as causas das dificuldades não possam ser resolvidas se as causas são primarias e subsequente. Estes enfatizam que são devidas as explorações psicodinâmicas, reforçando o papel das relações interpessoais.  São varias concepções em relação à (D.A), onde muitas vezes se torna dificultosa por ineficácia dos serviços educativos, em explicações encantatórias, e afetivas piedosas.

Nesse processo o que entre em jogo e o ser que necessita desse atendimento, nesta perspectiva científica, pedagógica e interacionista (aluno – professor, programa - escola), vêm nos alertar sobre uma investigação mais profunda nesse setor, para assim termos conclusões científicas, e não pelos seus interesses ideológicos. Segundo (PERENOUD, 2001.P. 28).

A dificuldade de aprendizagem D.A pode acontecer com qualquer um de nós, esse fator pode estar vinculado ao sistema que estamos inseridos e não simplesmente no aluno. Qualquer ser pensante independente da classe social e de nível econômico pode sentir inseguro, ameaçado, confuso, muitas vezes pelas próprias exigências da escola. Ou por outro lado perturbações familiares acabam se tornando umas da D.A.

Dessa forma, o estudante não deve ser está privado de suas necessidades básicas, e, cabe à família estimulá-lo e não privá-lo de informações, de modo que não impeça aproximação de aptidões multissensoriaispsicomotoras, psicolinguísticas necessárias às aprendizagens escolares. Se a família o privar desses estímulos, de carinho e afeto, não oportunizando e incentivando a ter comportamento e desenvolvimento harmonioso será mais um motivo para dificultar sua aprendizagem. Uma vez que a apoio familiar adequado e qualitativamente estimulado, é sem dúvida um grande aliado para desenvolver aptidões importantíssimas no processo de aprendizagem dos estudantes.

Por outro lado, se não houver um ambiente familiar agradável, estimulador, pode acontecer que frustração seja ainda maior. Assim, é imprescindível que o estudante tenha esse apoio em casa para superar o processo disléxico e de dificuldades de aprendizagem.

Ainda conforme Perrenoud (2001), a dificuldade de aprendizagem pode ser considerada em dois níveis: endógeno e exógeno. Endógenos enfatizam os fatores hereditários, E exógenos, vem à questão das experiências multissensoriais, em relevância aos afetos lúdicos e a maturidade para assim adquirir a independência e a autonomia. Esse insucesso afeta tanto a família quanto a escola, o fracasso escolar muitas vezes vem do próprio stress emocional, e esse insucesso emocional acaba causando o insucesso no meio social na sociedade. Este pode gerar por falha do professor que não está preparado para tal situação, e ai a rotulação por parte da família onde a criança e taxada de “burro”.

 Mas se nos primeiros 4(quatro) anos de vida  não houve essa interação, a maturidade e emocional e o desenvolvimento cognitivo, por sua vez a criança carregará dificuldades e limitações linguísticas fonéticas semânticas e sintáxicas afetando a sua maturidade neurológica nas áreas associativas do cérebro. Onde tardiamente a escola acaba descobrindo o problema secundários, ai as frustrações, agressões, ansiedades, depressão, ai entra mais uma vez o apoio familiar, uma longo e verdadeiro e verdadeiroaprendizado de  sentimentos, neste a criança adquire confiança, maturidade emocional indispensável para as pré-aptidões das aprendizagens escolares. Esse amor, segurança, confiança, encorajamento e sucessos são indispensáveis à personalidade da criança. Porque esta criança carrega consigo a vivencia familiar, uma história de vida, e se isso não foi trabalhado como base no seu grupo primário a família com certeza a escola terá problemas de D.A com esse aluno.

Segundo Oliveira (2013), os estudantes com distúrbio de aprendizagem não são deficientes mentais, apenas possuem falhas no sistema nervoso central, como é o caso da dislexia, assunto tratado neste presente estudo, que dificulta a leitura e a escrita, porém não compromete as demais áreas de seu desenvolvimento.

 

  1. A LEITURA E A ESCRITA E SUA IMPORTÂNCIA NAS D.A

 

No que diz respeito à leitura e a escrita, seus conceitos não é algo tão simples, pois exige mais que o ensino, é preciso que ocorra, também, a aprendizagem para que o processo se complete. Ler e escrever em sentido comum são o ensino das técnicas, e que depende muito do incentivo do professor e da família.   Como define (ÁVILA, 1982, p. 26). 

Na leitura e a escrita são apenas instrumentos para a formação humana, constituindo parte do processo educativo tomado como um todo, este termo tem hoje um sentido mais amplo e funcional, abrangendo a soma de conhecimentos, habilidades, hábitos e atitudes que permitem ao individuo não só apossar-se dos elementos culturais entesourados pela humanidade através da linguagem escrita, mais, sobre tudo, participar de maneira mais consciente e efetiva da vida comunitária. 

 

A sociedade atual impõe a leitura e a escrita como uma condição para o individuo ter uma vida com a sociedade de forma ampla, sincera, honesta e ser autônomo na sua tomada de decisão. Não podemos duvidar de que o desenvolvimento cultural do ser humano se da pelo número de alfabetizados. Ler é sem dúvida, importantíssimo para o desenvolvimento de nossa vida cotidiana. Isso não influencia somente nos exames e vestibulares, mas sim como forma de apreciar o que se escreve, e consequentemente averiguar o nível de aprendizagem do estudante. O que permite que a leitura e a escrita possuam múltiplos significados, desde dar sentido numa acepção como o ato de simples decodificação.

Nesse seguimento, o exercício da leitura o estudante pode se encontrar no mundo e no meio social de forma mais ampla com postura diferente, com uma nova visão de mundo, pois a leitura esta ligada ao meio cultural em que vivemos.

Em nossa sociedade contemporânea necessitamos dessa cultura da linguagem ampla satisfatória para assim desenvolvermos qualquer tipo de atividade social. Temos vários exemplos como à leitura de imagens, símbolos, livros e a leitura de mundo, da mesma forma e o ato de escrever podem ser apenas com letras como também as mais variadas produções culturais. No século atual o professor tem que se basear em atividades onde possa mostrar ao aluno os diferentes significados da leitura e a escrita, onde num mundo imaginário possam pensar registrar e conhecer o mundo real por meio da leitura e da escrita.

O educador deverá buscar se informar quanto ao nível de conhecimento dos estudantesem relação à leitura: os que gostam de ler os que só leem por obrigação, descobrindo isso poderão desenvolver atividades como roda de leitura assim tornando as aulas mais atrativas. Cantinho da leitura na própria sala de aula, deixar esse espaço livre, sem obrigar o estudantea ler, dessa forma poderá também propiciar momentos de leituras com textos coletivos com os mais variados tipos de textos: como jornais, textos literários, noticiam de revistas, texto informativo.

Outro fator que não pode ficar de fora é a avaliação diagnóstica, de modo individual e o nível sócio cultural do educando, dessa forma saberá quais as hipóteses de escrita e a realidade que o sujeito se encontra. 

À vista disso, trabalhar com a realidade do estudante, como escrever uma carta para alguém distante, texto de informativo, literário etc. Embora muitas crianças tenham facilidade em aprender a ler e a escrever, para outras o processo é lento e apresentam muitas dificuldades de se alcançar com muitas barreiras a ultrapassar.

Segundo (FONSECA, 2004 P.138), “o insucesso na aprendizagem da leitura e da escrita, condiciona frequentemente, a aprendizagem em outras áreas disciplinares em que o domínio da linguagem escrita, e em especial da leitura é fundamental.”

O que nota-se que é por meio da linguagem escrita, a criança poderá expressar seus sentimentos suas angustias, uma vez que os vários tipos de textos nos cercam no dia- a dia dela. E àquelas que não sabem ler se deparam continuamente com diversas situações que envolvam no mundo letrado.

Com as diversas linguagens que a criança se depara quando chega á escola, isso se defronta com conhecimentos adquiridos pelo seu grupo primário, ou seja, a família, sua hipótese sobre a língua em que tem em mente que num determinado produto de embalagens esta escrito pelo menos o nome do produto, também não podemos esquecer os livros de história infantis. Portanto, a prática com a leitura e a escrita amplia os conhecimentos da criança sobre a língua materna. Ela pode ler um texto de diversas formas, e cada vez que ler se defronta com novas realidades, buscando entender sua função na sociedade.

A análise linguística é um trabalho com a língua, no qual é dialógico entre o interlocutor/locutor e o autor/ouvinte, constitui-se da própria linguagem da pessoa enquanto sujeito na sua evolução no processo de aprendizagem a linguagem permanente esta em constante evolução, por meio de um processo inacabado.

Assim o educador deve-se atentar-se aos diferentes espaços que o sujeito esta inserido, devido a isso as diversas variações do contexto porque cada indivíduo possui características próprias.  Porque o educando por sua vez já possuem um amplo repertório, mas com imensas capacidades pela frente. Este tipo de trabalho deve dar oportunidades ao estudante de conhecer novos horizontes e ampliar seu espaço de interlocução.

Temos que nos alertar em relação o fato de que o ensino de uma língua não pode deixar de considerar as duas instâncias em que se realizam as enunciações dos sujeitos: as instâncias públicas e as instâncias privadas do uso da linguagem: Segundo (GERALDI 1991, p.7).

Não é a linguagem que antes de as crianças irem para escola era privada (restrita ao seu grupo familiar e de amigo) e que se torna pública quando entram na escola. Essas instâncias (públicas da linguagem) implicam diferentes estratégias e implicam também a presença de outras variedades linguísticas, uma vez que as inteirações não se darão mais somente no interior do mesmo grupo social, mais também com sujeito de outros grupos sociais.

No entanto, temos exemplo, outros grupos sociais construíram também historicamente outras categorias de compreensão da realidade. A aprendizagem desta não se dará sem contradições, concomitantemente à aprendizagem da linguagem utilizada em tais instâncias. E por meio da escola onde chamamos de espaço de interlocução, o individuo busca oportunidade de buscar novos conhecimentos, e compartilhar vários textos, tanto orais quanto escritos, visando às características linguísticas, dessa forma priorizando o ser humano em todos seus aspectos, da sua vida cotidiana etc.

A criança desde muito cedo já traz consigo a linguagem escrita, mas é na escola que ela vai sistematizar e ampliar esse repertório que traz da família, dos amigos, enfim, da linguagem do seu grupo primário e secundário. Ler e escrever faz com que o sujeito possa buscar novas fontes e produzindo sentido á sua própria vida. Estes dois processos exigem do educando habilidades, que podem variar de acordo com o texto. Lendo e escrevendo os mais variados tipos de texto faz com o educando torna-se futuramente bons leitores e escritores.

Segundo (VIGOTSKY 1993, p.109)

Diferentes linguagens mobilizam diferentes formas de pensar. E a linguagem escrita exige um alto grau de abstração. Primeiro, porque é a fala em pensamento e em imagens, carecendo de qualidades musicais, expressivas e de entoação. Ao escrever, o sujeito tem de substituir as palavras por imagens de palavras, ou seja, deve simbolizar a imagem sonora da palavra em signos escritos.

Concordando com o autor, pois a linguagem mobiliza diversas formas de refletir e estimula o raciocínio dos estudantes. Segundo, porque ela é uma fala sem interlocutor direto, dirigida a uma pessoa ausente ou imaginada. Uma vez que quando a criança começa a aprender a escrever, por volta dos seis aos sete anos de idade, geralmente não sente essa necessidade; os motivos para escrever são mais distantes das suas necessidades imediatas. E a escrita exige um trabalho consciente em relação às palavras e à sua sequência, implicando uma tradução da fala interior que condensada, abreviada e compacta, passa para fala oral, que é extremamente detalhada. A escrita é ainda mais completa que a fala oral, pois, para ser inteligível, exige a explicação plena da situação da qual o sujeito está tratando.

Sabemos que a leitura e a escrita não são tão simples como imaginamos, por isso exige-se um processo gradual, sempre com ajuda dos pais dos professores, buscando sempre intervir para ajudar o aluno. Dessa forma fazendo com que o sujeito abra as portas da sua própria linguagem e assim aprendendo. A pessoa que consegue ler e escrever tem mais autonomia sobre si mesmo no mundo letrado em que vivemos, porque a pessoa que consegue ler apenas um bilhete, ou escrever seu nome não é suficiente para o mundo globalizado em vivemos, é necessário que o sujeito possa entender os mais diversos tipos de informações, para assim viver melhor e apreciar as mais variadas obras literárias, sabendo usar a linguagem escrita é mais uma forma de usufruir todas as possibilidades que ela possibilita.

 

  1. A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA MATERNA NO PARA SUPERAR AS D.A NO ESPAÇO ESCOLAR

 

Desde os primeiros meses de vida, boa parte de nossos sentidos já buscam as informações que mundo que nos acerca.Assim, define (ROCHA 2004 p.114),

O recém-nascido consegue segmentar os sons de qualquer língua nas unidades básicas dessa língua, tornando-se rapidamente apto para todas as línguas, contudo, permanece limitado aos sons da comunidade linguística em que vive. Ao aprender a capacidade de responder a qualquer linguagem, a criança vai ganhando em troca uma crescente aptidão para diferenciar os sons e as cadeias sonoras da língua que ouve no dia-a-dia, terminando a primeira infância, com a aquisição da linguagem, cerca dos dez anos de idade.

Por meio do processo de desenvolvimento, a criança adquiriu essa linguagem de maneira natural e espontânea, assim desde bebê já esta no mundo dos meios de comunicação. As primeiras palavrinhas acontecem por meio da família onde possibilita o desenvolvimento de uma primeira linguagem, com essas palavras a criança amplia seu repertório e aprende a falar corretamente. Dessa forma, os pais devem se policiar para cometer erros gravíssimos, onde podem ser grandes problemas futuros para o seu filho (a), por exemplo, a criança querer falar bola e diz “bo” e os irem pegar rapidamente para a criança dizer a você quer a “bo” ao invés de dizer você quer a “bola”, esse pequenos vícios fazem com a criança perca o interesse pela linguagem correta. Além de deixar a criança com preguiça de andar para busca o determinado objeto, ainda a deixa com palavras pela metade, e a criança aprende a falar errado.

Entende-se que na amplitude familiar, todos utilizarem a linguagem correta com certeza não terá problemas futuros com a criança no ato de comunicar. Essas repetições maternas facilitam a linguagem é bem mais engraçadinho, mas falar e reformular são importantes porque dá à criança, a chance de ver e comparar a estrutura correta da palavra que muitas vezes já tem consigo em seu repertório linguístico.

Contudo, nem sempre os pais percebem o grande erro que cometem com seu filho (a) sobre esse processo tão importante, que a fase da aquisição da linguagem, sendo nesta é que a criança tem a chance de ouvir uma língua falada e tentar reproduzir, é essencial para que ela possa falar essa língua. Independente da linguagem do ser humano, ele necessita dessa aquisição, pelas variações linguísticas e as variações geográficas em que se encontram. A linguagem materna é um fator primordial da identidade de um modo geral. Essa língua é a nossa língua de acolhimento e é de fundamental importância o seu acesso para ao conhecimento e o desenvolvimento da linguagem e no processo de ensino/aprendizagem, tendo o domínio desta, com certeza teremos uma maior aquisição da boa linguagem no exercício pleno da cidadania.  

 

 

 

 

 

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

Sabe-se que não existe uma fórmula mágica, uma receita pronta, quanto à maneira correta de ensinar, mas sim estratégias, na qual temos que por em prática, essa foi missão que escolhemos a de educar que é colocar para fora o potencial humano e oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades. Não há outra forma de contribuir com nossos estudantes que não seja a de desenvolver seu gosto por aprender sempre mais e melhor, tornando-se, lentamente, responsável por sua aprendizagem, que tem por base a persistência e a reflexão.

Os professores não devem esquecer que o amor, carinho, compreensão, dedicação, respeito e vontade, são fundamentais para que o aluno se sinta acolhido, e motivado para a sua aprendizagem, não esqueçamos que nós podemos fazer a diferença.

Porque os estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagens devem ter uma atenção especial por de nós educadores, principalmente na fase de alfabetização, pois esse distúrbio, esse transtorno na área da leitura pode fazer com que o estudante tenha mais dificuldades nesse período.

Assim, é imprescindível se encaminhar o estudante a equipe multiprofissional, para avaliar e diagnosticar a o déficit de aprendizagem. Dessa forma, cabe aos professores atuarem de forma a garantir que a alfabetização seja um ponto de referencia para a vida escolar da criança, do adolescente, do jovem e do adulto.Não se esquecendo do ponto chave que é família para superar o as dificuldades de aprendizagem e processo de dislexia na vida do estudante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

AVILA, Fernando Bastos. Pequena enciclopédia de moral e civismo. Brasília: MEC / FENAME, 1982.

 

BRASLAVSKY, B. Problemas e métodos no ensino da leitura. São Paulo: Melhoramentos, 1971.

 

BRASIL. Lei de diretrizes e base da educação nacional, no 9. 393/96.

 

BONDIOLI, Anna; MONTOVANI,Suzanna. Manual de educação no Ensino Fundamental :– uma abordagem reflexiva. Porto Alegre: Artmed, 1998.

 

CARMO, Aci Negri do. Aprenda a Ler. Vitória: Brasília , 1974.

 

CHALITA, Gabriel. Pedagogia do amor: a contribuição das historias universais para a formação de valores das novas gerações. São Paulo: Gente, 2005.

 

CHARTIER, Roger. A História da Linguagem :Entre práticas e representações.

 Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.

 

CURY, Augusto Jorge, Pais brilhantes, professores fascinantes. 3. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

 

COLL , Cezar. Psicologia e Currículo : Ensino, Aprendizagem e Discurso em Sala de Aula, Salvador : Ática,1990.

 

CURY, Augusto Jorge, 12 Semanas para mudar uma Vida. 2. ed. São Paulo, de janeiro, Sextante, 2006.

 

FERREIRO Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Arte Médica, 1996.

 

FONSECA, V. D.Dificuldades de Aprendizagem - abordagem neuro psicológica e psicopedagógica ao insucesso escolar 3º Ed. Lisboa: Âncora, 2004

 

FREIRE, Paulo.  Educação e mudança. São Paulo: Paz e Terra, 1987.

 

GERALDI, J. W Escrita, uso da escrita e avaliação. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

 

 

TIBA, Içami, Disciplina, limite na medida certa. 67ª Edição, Revisada e atualizada. São Paulo: Gente, 1996.

 

MICOTTI, M. C. de O. Piaget e o processo de alfabetização. São Paulo: Pioneira, 1987.

 

MORI, Nerli Nonato Ribeiro. Uma experiência de alfabetização com repententes. Porto Alegre: Kuarup, 1994.

REBELO, J. S.Dificuldades da leitura e da escrita em alunos do ensino básico, Coleção Horizontes da Didatica  ASA,1993.

PERRENOUD, Philippe. A pedagogianaescola das diferenças: fragmentos de umasociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed , 2001.

PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro-: Zahar, 1975.

PINHEIRO, Ângela Maria Vieira, Leitura e Escrita: Uma Abordagem Cognitiva, São Paulo: Psy II, 1994

ROCHA ,Antonio Carlos Zen -   Literatura Poética... Rio de Janeiro, Zahar, 2004.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins , 1993.

XAVIER, Filha, Constantina. A criança, a família e a Instituição Chamada “Escola” – Cuiabá UFMT, 2007.

KATO, Mary ª No mundo da escrita. Brasil: Atica, 1994.

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A CONTRIBUIÇÃO DA FAMÍLIA PARA SUPERAR AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMNETAL
18:40   04 de Janeiro, 2017 - Fonte: Jornal Mato Grosso do Norte

Claudia Xavier Claudino –SME/ AF

 

Email: claudia_xavier1976@hotmail.com

Gislaine Aparecida Rodrigues– SME/AF

Email: gi-gaof@hotmail.com

Tailaine de Oliveira Fagundes

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Luciana Gomes Domingues de Andrade

Email: luecarlos2007@hotmail.com

                     

Resumo: Esse artigo constitui-se de uma pesquisa bibliográfica com objetivo refletir acerca das Dificuldades de Aprendizagens no Ensino Fundamental e saber quais as contribuições da família para supera-las. Para tanto, Foram analisados artigos em livros, revistas e internet sobre a D.A. Constatou-se que os estudantes apresentam dificuldades de aprendizagem, como reconhecimento preciso de palavras e na capacidade de decodificação, e, a ausência da família nesse processo dificulta cada vez mais o processo de aprendizagem no Ensino Fundamental.

Palavras chaves:Estudantes. Dificuldades de Aprendizagem. Família.

 

  1. INTRODUÇÃO

 

O objetivo desta pesquisa foi fazer uma análise por meio de fontes bibliográficas acerca das Dificuldades de Aprendizagens no Ensino Fundamental e saber quais as contribuições da família para supera-las. Entende-se que o apoio da família é indispensável para superar tais dificuldades, tendo em vista à formação do sujeito crítico, requerendo assim por meio da escola materiais significativos para determinados grupos de estudantes. Estes materiais devem centrar, num primeiro momento, na realidade local do estudante, considerando suas peculiaridades, para posteriormente levá-lo a conhecer outras realidades.

Sabe-se que a família é a célula básica da sociedade, cabe observar que dela vem o sucesso de seus filhos, principalmente em se tratando de dificuldades de aprendizagem. Porque é no ambiente familiar que se educa, limita, incentiva e transmite segurança para a criança. Contudo, para que isso aconteça é necessário que a família perceba a dificuldade de seu filho e procure ajuda-lo.

Nota-se quão complexo o nível cultural das famílias, mas com consciência das dificuldades e confiança no potencial da criança certamente facilitará o processo de superação das suas limitações dos estudantes.

 Na realidade o que tem se observado é que as famílias estão perdidas, sem saber lidar com situações novas, pais que passam o dia todo ausente trabalhando para dar alimentos para seus filhos, pais desempregados, pais analfabetos, pais separados, desvenças familares, drogas, enfim, essas situaçoes familiares repercutindo na aprendizagem dos estudantes, e, muitas famílias acabam por transferir suas responsabilidades para a escola. Levando então, ao desencontro entre as expectativas em aprender e a realidade que os alunos enfrentam para estudar.

Por conta disso, vivenciamos gerações cada vez mais dependentes, e a escola tendo que desviar de suas funções para suprir essas necessidades, e tentando ajudar a superaros problemas de aprendizagem enfrentados por professores ao lecionar no Ensino Fundamental. Esses devaneios vêm ocorrendo principalmente nas escolas públicas, devido a um conjunto de fatores, dentre eles, falta de preparação profissional, falta de material didático adequado e atrativo que introduza a reflexão sobre temas presentes na sociedade, permanecendo ainda nos vícios dos livros didáticos, o que certamente muitos conteúdos propostos, pouco, ou nada têm a ver com a realidade dos estudantes, consequentemente desestimulando o aprendizado dos educandos.

Deve-se pensar que a aprendizagem não submerge apenas estruturas cognitivas, mas sim alguns elementos subjetivos para a formação e sucesso do sujeito. Pois, é ao refletir sobre esta demanda, é imprescindível analisar outros fatores tais como os aspectos familiares, econômicos, sociais, uma vez que são de suma importância para o processo de ensinoaprendizagem.

A aprendizagem das Séries Iniciais do Ensino Fundamental é de extrema e fundamental importância para o crescimento e inserção do ser humano no mundo globalizado em que vivemos. Caso essa aprendizagem não ocorra, o insucesso escolar acontecerá na vida dos estudantes.

E nós como educadores compartilhamos dessa culpa, contudo, não podemos assumir a responsabilidade da família, pois é missão da escola oferecer aos estudantes ensino de qualidade com respeito e equidade, garantindo participação ativa por meio de um trabalho realizado com ética e inovação no ambiente escolar.

Dessa forma, torna-se relevante essa pesquisa, porque vem se percebendo que a cada dia se apresenta mais dificuldades de aprendizagem pela a ausência da família.

 

  1. DIFICULLDADE DE APRENDIZAGEM

 

Antigamente para definir “Dificuldade de aprendizagem”, usava-se o termo “atraso mental”, mas hoje esse termo é considerado ofensivo. A dificuldade de aprendizagem é uma deficiência vitalícia que prejudica a capacidade de aprender. Elas podem acontecer por meio de fatores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros, considerados fatores que também desmotivam o aprendizado, porque em nosso país visualizamos com frequência esse tipo de problema e acabamos nos isolando do restante do mundo.

As dificuldades de aprendizagens constituem um problema da atualidade. Existem vários tipos de dificuldades de aprendizagens que variam de acordo com o nivel de cada uma, Como Piaget cita algumas delas: suaves; moderadas; graves e profundas. Assim define Piaget (1975, p. 14),

A origem do desenvolvimento cognitivo dá-se de dentro para fora, ocorrendo em função da maturidade do sujeito. Este autor considera que o ambiente poderá influenciar no desenvolvimento cognitivo, porém sua ênfase recai no aspecto biológico, ressaltando a maturidade do desenvolvimento, ou seja, o desenvolvimento cognitivo inicia quando nascemos e termina na idade adulta, assim como o crescimento orgânico, que se equilibra após a maturidade dos órgãos.

 

Durante muitos anos alguns pesquisadores vêm apresentando uma maior preocupação a respeito desse tipo de dificuldade de aprendizagem, e, principalmente no Ensino Fundamental.

Segundo Paiget (1975), a cada 100 (cem) pessoas 03 (três) tem uma dificuldade de aprendizagem, e este índice tende a aumentar daí à necessidade do apoio familiar para superar o problema. A “dificuldade de aprendizagem” tem uma grande variação devido ao nível sócio cultural de cada família, onde muitas vezes o estudante não aprende para diversos motivos, como rótulos, estigmas, enfatizando em sua memória que ele é o “problema” gerando desinteresse, negativismo, hiperatividade.

Strick e Smith (2001) ressaltam que o ambiente familiar exerce um importante papel para determinar se qualquer criança aprende bem ou mal. As crianças que recebem um incentivo carinhoso durante toda a vida tendem a ter atitudes positivas, tanto sobre a aprendizagem quanto sobre si mesmas. Essas crianças buscam e encontram modos de contornar as dificuldades, mesmo quando são bastante graves. Esses fatores não dependem exclusivamente do estudante, mas sim das múltiplas situações, onde estão inseridos nos diferentes níveis sócios cultuais.

O estudante com este problema vem de muitas situações: socioeconômicas, famílias desestruturadas, professores não preparados o grande enfoque sempre estão na disfunção psiconeurológica, onde os processamentos de informação não alcançam os níveis desejados, mas por causa dessas consequências o aluno sempre sai perdendo.

A escola tem que saber distinguir o problema ver realmente se o estudante vem experimentando problemas de aprendizagem por razões de desvantagens culturais e de níveis socioeconômico, de inadequada integração pedagógica, ou de deficiência diagnosticada cientificamente.

Dessa forma, a escola é um dos agentes responsáveis pela integração da criança na sociedade, além da família. É um componente capaz de contribuir para o bom desenvolvimento de uma socialização adequada da criança.

Vários pesquisadores não concordam que as causas das dificuldades não possam ser resolvidas se as causas são primarias e subsequente. Estes enfatizam que são devidas as explorações psicodinâmicas, reforçando o papel das relações interpessoais.  São varias concepções em relação à (D.A), onde muitas vezes se torna dificultosa por ineficácia dos serviços educativos, em explicações encantatórias, e afetivas piedosas.

Nesse processo o que entre em jogo e o ser que necessita desse atendimento, nesta perspectiva científica, pedagógica e interacionista (aluno – professor, programa - escola), vêm nos alertar sobre uma investigação mais profunda nesse setor, para assim termos conclusões científicas, e não pelos seus interesses ideológicos. Segundo (PERENOUD, 2001.P. 28).

A dificuldade de aprendizagem D.A pode acontecer com qualquer um de nós, esse fator pode estar vinculado ao sistema que estamos inseridos e não simplesmente no aluno. Qualquer ser pensante independente da classe social e de nível econômico pode sentir inseguro, ameaçado, confuso, muitas vezes pelas próprias exigências da escola. Ou por outro lado perturbações familiares acabam se tornando umas da D.A.

Dessa forma, o estudante não deve ser está privado de suas necessidades básicas, e, cabe à família estimulá-lo e não privá-lo de informações, de modo que não impeça aproximação de aptidões multissensoriaispsicomotoras, psicolinguísticas necessárias às aprendizagens escolares. Se a família o privar desses estímulos, de carinho e afeto, não oportunizando e incentivando a ter comportamento e desenvolvimento harmonioso será mais um motivo para dificultar sua aprendizagem. Uma vez que a apoio familiar adequado e qualitativamente estimulado, é sem dúvida um grande aliado para desenvolver aptidões importantíssimas no processo de aprendizagem dos estudantes.

Por outro lado, se não houver um ambiente familiar agradável, estimulador, pode acontecer que frustração seja ainda maior. Assim, é imprescindível que o estudante tenha esse apoio em casa para superar o processo disléxico e de dificuldades de aprendizagem.

Ainda conforme Perrenoud (2001), a dificuldade de aprendizagem pode ser considerada em dois níveis: endógeno e exógeno. Endógenos enfatizam os fatores hereditários, E exógenos, vem à questão das experiências multissensoriais, em relevância aos afetos lúdicos e a maturidade para assim adquirir a independência e a autonomia. Esse insucesso afeta tanto a família quanto a escola, o fracasso escolar muitas vezes vem do próprio stress emocional, e esse insucesso emocional acaba causando o insucesso no meio social na sociedade. Este pode gerar por falha do professor que não está preparado para tal situação, e ai a rotulação por parte da família onde a criança e taxada de “burro”.

 Mas se nos primeiros 4(quatro) anos de vida  não houve essa interação, a maturidade e emocional e o desenvolvimento cognitivo, por sua vez a criança carregará dificuldades e limitações linguísticas fonéticas semânticas e sintáxicas afetando a sua maturidade neurológica nas áreas associativas do cérebro. Onde tardiamente a escola acaba descobrindo o problema secundários, ai as frustrações, agressões, ansiedades, depressão, ai entra mais uma vez o apoio familiar, uma longo e verdadeiro e verdadeiroaprendizado de  sentimentos, neste a criança adquire confiança, maturidade emocional indispensável para as pré-aptidões das aprendizagens escolares. Esse amor, segurança, confiança, encorajamento e sucessos são indispensáveis à personalidade da criança. Porque esta criança carrega consigo a vivencia familiar, uma história de vida, e se isso não foi trabalhado como base no seu grupo primário a família com certeza a escola terá problemas de D.A com esse aluno.

Segundo Oliveira (2013), os estudantes com distúrbio de aprendizagem não são deficientes mentais, apenas possuem falhas no sistema nervoso central, como é o caso da dislexia, assunto tratado neste presente estudo, que dificulta a leitura e a escrita, porém não compromete as demais áreas de seu desenvolvimento.

 

  1. A LEITURA E A ESCRITA E SUA IMPORTÂNCIA NAS D.A

 

No que diz respeito à leitura e a escrita, seus conceitos não é algo tão simples, pois exige mais que o ensino, é preciso que ocorra, também, a aprendizagem para que o processo se complete. Ler e escrever em sentido comum são o ensino das técnicas, e que depende muito do incentivo do professor e da família.   Como define (ÁVILA, 1982, p. 26). 

Na leitura e a escrita são apenas instrumentos para a formação humana, constituindo parte do processo educativo tomado como um todo, este termo tem hoje um sentido mais amplo e funcional, abrangendo a soma de conhecimentos, habilidades, hábitos e atitudes que permitem ao individuo não só apossar-se dos elementos culturais entesourados pela humanidade através da linguagem escrita, mais, sobre tudo, participar de maneira mais consciente e efetiva da vida comunitária. 

 

A sociedade atual impõe a leitura e a escrita como uma condição para o individuo ter uma vida com a sociedade de forma ampla, sincera, honesta e ser autônomo na sua tomada de decisão. Não podemos duvidar de que o desenvolvimento cultural do ser humano se da pelo número de alfabetizados. Ler é sem dúvida, importantíssimo para o desenvolvimento de nossa vida cotidiana. Isso não influencia somente nos exames e vestibulares, mas sim como forma de apreciar o que se escreve, e consequentemente averiguar o nível de aprendizagem do estudante. O que permite que a leitura e a escrita possuam múltiplos significados, desde dar sentido numa acepção como o ato de simples decodificação.

Nesse seguimento, o exercício da leitura o estudante pode se encontrar no mundo e no meio social de forma mais ampla com postura diferente, com uma nova visão de mundo, pois a leitura esta ligada ao meio cultural em que vivemos.

Em nossa sociedade contemporânea necessitamos dessa cultura da linguagem ampla satisfatória para assim desenvolvermos qualquer tipo de atividade social. Temos vários exemplos como à leitura de imagens, símbolos, livros e a leitura de mundo, da mesma forma e o ato de escrever podem ser apenas com letras como também as mais variadas produções culturais. No século atual o professor tem que se basear em atividades onde possa mostrar ao aluno os diferentes significados da leitura e a escrita, onde num mundo imaginário possam pensar registrar e conhecer o mundo real por meio da leitura e da escrita.

O educador deverá buscar se informar quanto ao nível de conhecimento dos estudantesem relação à leitura: os que gostam de ler os que só leem por obrigação, descobrindo isso poderão desenvolver atividades como roda de leitura assim tornando as aulas mais atrativas. Cantinho da leitura na própria sala de aula, deixar esse espaço livre, sem obrigar o estudantea ler, dessa forma poderá também propiciar momentos de leituras com textos coletivos com os mais variados tipos de textos: como jornais, textos literários, noticiam de revistas, texto informativo.

Outro fator que não pode ficar de fora é a avaliação diagnóstica, de modo individual e o nível sócio cultural do educando, dessa forma saberá quais as hipóteses de escrita e a realidade que o sujeito se encontra. 

À vista disso, trabalhar com a realidade do estudante, como escrever uma carta para alguém distante, texto de informativo, literário etc. Embora muitas crianças tenham facilidade em aprender a ler e a escrever, para outras o processo é lento e apresentam muitas dificuldades de se alcançar com muitas barreiras a ultrapassar.

Segundo (FONSECA, 2004 P.138), “o insucesso na aprendizagem da leitura e da escrita, condiciona frequentemente, a aprendizagem em outras áreas disciplinares em que o domínio da linguagem escrita, e em especial da leitura é fundamental.”

O que nota-se que é por meio da linguagem escrita, a criança poderá expressar seus sentimentos suas angustias, uma vez que os vários tipos de textos nos cercam no dia- a dia dela. E àquelas que não sabem ler se deparam continuamente com diversas situações que envolvam no mundo letrado.

Com as diversas linguagens que a criança se depara quando chega á escola, isso se defronta com conhecimentos adquiridos pelo seu grupo primário, ou seja, a família, sua hipótese sobre a língua em que tem em mente que num determinado produto de embalagens esta escrito pelo menos o nome do produto, também não podemos esquecer os livros de história infantis. Portanto, a prática com a leitura e a escrita amplia os conhecimentos da criança sobre a língua materna. Ela pode ler um texto de diversas formas, e cada vez que ler se defronta com novas realidades, buscando entender sua função na sociedade.

A análise linguística é um trabalho com a língua, no qual é dialógico entre o interlocutor/locutor e o autor/ouvinte, constitui-se da própria linguagem da pessoa enquanto sujeito na sua evolução no processo de aprendizagem a linguagem permanente esta em constante evolução, por meio de um processo inacabado.

Assim o educador deve-se atentar-se aos diferentes espaços que o sujeito esta inserido, devido a isso as diversas variações do contexto porque cada indivíduo possui características próprias.  Porque o educando por sua vez já possuem um amplo repertório, mas com imensas capacidades pela frente. Este tipo de trabalho deve dar oportunidades ao estudante de conhecer novos horizontes e ampliar seu espaço de interlocução.

Temos que nos alertar em relação o fato de que o ensino de uma língua não pode deixar de considerar as duas instâncias em que se realizam as enunciações dos sujeitos: as instâncias públicas e as instâncias privadas do uso da linguagem: Segundo (GERALDI 1991, p.7).

Não é a linguagem que antes de as crianças irem para escola era privada (restrita ao seu grupo familiar e de amigo) e que se torna pública quando entram na escola. Essas instâncias (públicas da linguagem) implicam diferentes estratégias e implicam também a presença de outras variedades linguísticas, uma vez que as inteirações não se darão mais somente no interior do mesmo grupo social, mais também com sujeito de outros grupos sociais.

No entanto, temos exemplo, outros grupos sociais construíram também historicamente outras categorias de compreensão da realidade. A aprendizagem desta não se dará sem contradições, concomitantemente à aprendizagem da linguagem utilizada em tais instâncias. E por meio da escola onde chamamos de espaço de interlocução, o individuo busca oportunidade de buscar novos conhecimentos, e compartilhar vários textos, tanto orais quanto escritos, visando às características linguísticas, dessa forma priorizando o ser humano em todos seus aspectos, da sua vida cotidiana etc.

A criança desde muito cedo já traz consigo a linguagem escrita, mas é na escola que ela vai sistematizar e ampliar esse repertório que traz da família, dos amigos, enfim, da linguagem do seu grupo primário e secundário. Ler e escrever faz com que o sujeito possa buscar novas fontes e produzindo sentido á sua própria vida. Estes dois processos exigem do educando habilidades, que podem variar de acordo com o texto. Lendo e escrevendo os mais variados tipos de texto faz com o educando torna-se futuramente bons leitores e escritores.

Segundo (VIGOTSKY 1993, p.109)

Diferentes linguagens mobilizam diferentes formas de pensar. E a linguagem escrita exige um alto grau de abstração. Primeiro, porque é a fala em pensamento e em imagens, carecendo de qualidades musicais, expressivas e de entoação. Ao escrever, o sujeito tem de substituir as palavras por imagens de palavras, ou seja, deve simbolizar a imagem sonora da palavra em signos escritos.

Concordando com o autor, pois a linguagem mobiliza diversas formas de refletir e estimula o raciocínio dos estudantes. Segundo, porque ela é uma fala sem interlocutor direto, dirigida a uma pessoa ausente ou imaginada. Uma vez que quando a criança começa a aprender a escrever, por volta dos seis aos sete anos de idade, geralmente não sente essa necessidade; os motivos para escrever são mais distantes das suas necessidades imediatas. E a escrita exige um trabalho consciente em relação às palavras e à sua sequência, implicando uma tradução da fala interior que condensada, abreviada e compacta, passa para fala oral, que é extremamente detalhada. A escrita é ainda mais completa que a fala oral, pois, para ser inteligível, exige a explicação plena da situação da qual o sujeito está tratando.

Sabemos que a leitura e a escrita não são tão simples como imaginamos, por isso exige-se um processo gradual, sempre com ajuda dos pais dos professores, buscando sempre intervir para ajudar o aluno. Dessa forma fazendo com que o sujeito abra as portas da sua própria linguagem e assim aprendendo. A pessoa que consegue ler e escrever tem mais autonomia sobre si mesmo no mundo letrado em que vivemos, porque a pessoa que consegue ler apenas um bilhete, ou escrever seu nome não é suficiente para o mundo globalizado em vivemos, é necessário que o sujeito possa entender os mais diversos tipos de informações, para assim viver melhor e apreciar as mais variadas obras literárias, sabendo usar a linguagem escrita é mais uma forma de usufruir todas as possibilidades que ela possibilita.

 

  1. A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA MATERNA NO PARA SUPERAR AS D.A NO ESPAÇO ESCOLAR

 

Desde os primeiros meses de vida, boa parte de nossos sentidos já buscam as informações que mundo que nos acerca.Assim, define (ROCHA 2004 p.114),

O recém-nascido consegue segmentar os sons de qualquer língua nas unidades básicas dessa língua, tornando-se rapidamente apto para todas as línguas, contudo, permanece limitado aos sons da comunidade linguística em que vive. Ao aprender a capacidade de responder a qualquer linguagem, a criança vai ganhando em troca uma crescente aptidão para diferenciar os sons e as cadeias sonoras da língua que ouve no dia-a-dia, terminando a primeira infância, com a aquisição da linguagem, cerca dos dez anos de idade.

Por meio do processo de desenvolvimento, a criança adquiriu essa linguagem de maneira natural e espontânea, assim desde bebê já esta no mundo dos meios de comunicação. As primeiras palavrinhas acontecem por meio da família onde possibilita o desenvolvimento de uma primeira linguagem, com essas palavras a criança amplia seu repertório e aprende a falar corretamente. Dessa forma, os pais devem se policiar para cometer erros gravíssimos, onde podem ser grandes problemas futuros para o seu filho (a), por exemplo, a criança querer falar bola e diz “bo” e os irem pegar rapidamente para a criança dizer a você quer a “bo” ao invés de dizer você quer a “bola”, esse pequenos vícios fazem com a criança perca o interesse pela linguagem correta. Além de deixar a criança com preguiça de andar para busca o determinado objeto, ainda a deixa com palavras pela metade, e a criança aprende a falar errado.

Entende-se que na amplitude familiar, todos utilizarem a linguagem correta com certeza não terá problemas futuros com a criança no ato de comunicar. Essas repetições maternas facilitam a linguagem é bem mais engraçadinho, mas falar e reformular são importantes porque dá à criança, a chance de ver e comparar a estrutura correta da palavra que muitas vezes já tem consigo em seu repertório linguístico.

Contudo, nem sempre os pais percebem o grande erro que cometem com seu filho (a) sobre esse processo tão importante, que a fase da aquisição da linguagem, sendo nesta é que a criança tem a chance de ouvir uma língua falada e tentar reproduzir, é essencial para que ela possa falar essa língua. Independente da linguagem do ser humano, ele necessita dessa aquisição, pelas variações linguísticas e as variações geográficas em que se encontram. A linguagem materna é um fator primordial da identidade de um modo geral. Essa língua é a nossa língua de acolhimento e é de fundamental importância o seu acesso para ao conhecimento e o desenvolvimento da linguagem e no processo de ensino/aprendizagem, tendo o domínio desta, com certeza teremos uma maior aquisição da boa linguagem no exercício pleno da cidadania.  

 

 

 

 

 

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

Sabe-se que não existe uma fórmula mágica, uma receita pronta, quanto à maneira correta de ensinar, mas sim estratégias, na qual temos que por em prática, essa foi missão que escolhemos a de educar que é colocar para fora o potencial humano e oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades. Não há outra forma de contribuir com nossos estudantes que não seja a de desenvolver seu gosto por aprender sempre mais e melhor, tornando-se, lentamente, responsável por sua aprendizagem, que tem por base a persistência e a reflexão.

Os professores não devem esquecer que o amor, carinho, compreensão, dedicação, respeito e vontade, são fundamentais para que o aluno se sinta acolhido, e motivado para a sua aprendizagem, não esqueçamos que nós podemos fazer a diferença.

Porque os estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagens devem ter uma atenção especial por de nós educadores, principalmente na fase de alfabetização, pois esse distúrbio, esse transtorno na área da leitura pode fazer com que o estudante tenha mais dificuldades nesse período.

Assim, é imprescindível se encaminhar o estudante a equipe multiprofissional, para avaliar e diagnosticar a o déficit de aprendizagem. Dessa forma, cabe aos professores atuarem de forma a garantir que a alfabetização seja um ponto de referencia para a vida escolar da criança, do adolescente, do jovem e do adulto.Não se esquecendo do ponto chave que é família para superar o as dificuldades de aprendizagem e processo de dislexia na vida do estudante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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