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Três dias após chacina no Compaj, apenas 38 corpos foram identificados, diz SSP
O balanço com o número de armas e outros objetos encontrados na unidade após revista feita na última segunda-feira (2) é uma incognita
19:02   04 de Janeiro, 2017

Luana CarvalhoManaus (AM)

Três dias após a chacina no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a Polícia Civil ainda não identificou todos os mortos e não divulgou lista com nome de foragidos do Compaj e do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). O balanço com o número de armas e outros objetos encontrados na unidade após revista feita na última segunda-feira (2) também é uma incognita. Na manhã desta quarta-feira (4) o número e corpos identificados ainda era 38, sendo que 14 já foram liberados do Instituto Médico Legal (IML). 

Em coletiva de imprensa na manhã de terça-feira (3), o secretário de segurança Sérgio Fontes informou aos jornalistas que, até o fim da tarde daquele mesmo dia, era possível que todos os corpos já tivessem sido identificados. 

No lnstituto Médico Legal (IML), há grupos de orações de diversas igrejas ajudando os familiares.Os familiares das vítimas contam que os que não foram identificados estão carbonizados, o que está dificultando a leitura das digitais. Ainda segundo informações dos parentes, 30 dos 38 corpos identificados foram decapitados.

A SSP informou apenas os nomes dos corpos liberados: Arthur Gomes Peres Júnior, Dheick dá Silva Castro, Errailson Ramos de Miranda, Francisco Pereira Pessoa Filho, Magaiwer Vieira Rodrigues, Rafael Brasão Gonçalves, Raijean dá Encarnação Medeiros, Felipe de Oliveira Carneiro, Rômulo Harley Da Silva, Edney Gomes Ferreira, Andrei Chaves de Moura Castro, Kevin Klive Silva Ramos, Paulo Henrique Santos Lagos e Carlos Augusto Nascimento Galucio.

Sem lista de foragidos

O nome dos 128 presos que fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) também não foram divulgados. Nesta manhã, deste total, 58 haviam sido recuperados, segundo informações da SSP. 

Sem balanço de revista 

Questionado de todas as autoridades nas coletivas de imprensa, o número de armas de fogo e brancas encontradas no Compaj durante a revista na última segunda-feira (2) é uma incógnita. 

Na terça-feira, em coletiva realizada na Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), o secretário de segurança Sérgio Fontes informou que a responsabilidade por esta divulgação seria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). 

Até o defensor público geral em exercício do Amazonas, Antônio Cavalcante, foi questionado se havia ciência de como as armas foram parar no presídio, mas informou que também não tinha essa informação. Na manhã desta quarta-feira (4), o delegado Ivo Fontes, também em coletiva de imprensa, informou que está sendo investigado. 

A Seap também foi questionada sobre o balanço da revista feita, mas não respondeu. Em fotos divulgadas por policiais militares, é possível ver dezenas de pistolas, facões, terçados e até escopetas.

 
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