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Sem parar de sonhar
Lair Rennó fala de sua empolgação com o “Encontro com Fátima Bernardes” e faz planos para o futuro
12:18   06 de Janeiro, 2017 - Fonte: Carta Z

O sotaque mineiro e a fala delicada de Lair Rennó, em um primeiro momento, podem esconder a personalidade determinada do apresentador. Atrás do jeito quieto, ele mostra certo determinismo e fala com propriedade sobre sua carreira. Com mais de 10 anos de Globo - os últimos quatro no “Encontro com Fátima Bernardes” -, ele descarta voltar para o jornalismo tradicional que fez na emissora e na GloboNews. “Agora que estou liberado para ser um Lair mais leve, não quero voltar para o protocolo”, afirma. Apesar de familiarizado com a dinâmica do programa, o jornalista se prepara para assumi-lo, ao lado de Ana Furtado, durante as férias de Fátima Bernardes. “A responsabilidade aumenta, não posso deixar a peteca cair”, diz, com bom humor.

                Apesar de satisfeito no “Encontro”, Lair não para de fazer planos para sua carreira. “Tenho vontade de voltar para a tevê fechada. Vim de lá e gosto muito do tipo de produção. Mas agora, participando de um programa ao vivo e diário, é impossível”, avalia. Ter um programa para chamar de seu, por enquanto, é inviável. Mas, por outro lado, Lair fará shows em 2017, relembrando o seu sonho de menino: ser cantor. “Vou mostrar um lado mais artístico meu. Vou fazer uma série de shows com minhas histórias e, claro, também vou cantar”, conta, empolgado.

P – Em 2017, você completa cinco anos no “Encontro com Fátima Bernardes”. Como renova sua vontade de estar no programa?

R – O programa não tem uma rotina, ele se modifica a cada dia. Não é uma rotina convencional de um trabalho qualquer. Todo dia tem um fato novo, uma história surpreendente para alimentar você. A inspiração vai crescendo de acordo com as histórias que a gente vai encontrando pelo caminho. 

P – Em janeiro, Fátima Bernardes sai de férias e você assume a coapresentação ao lado de Ana Furtado. O que muda para você nesse contexto?

R – Só a ausência da Fátima já é uma coisa que o público percebe de cara. Mas o programa tem um DNA muito forte, que mistura o entretenimento e o jornalismo. O que muda é a responsabilidade. Quando a Fátima está, eu fico o tempo todo ligado nela, mas é ela quem conduz. Nas férias dela, sou eu. Isso me deixa com a sensação de fazer essa substituição com mais atenção e responsabilidade para não deixar a peteca cair. Na primeira vez, foi diferente, a gente ainda estava buscando o formato. Hoje me sinto mais seguro. Tenho mais noção do que é o programa. Participo ativamente das reuniões, dou pitaco.

P – Estar ao vivo é estimulante para você?

R – Sempre gostei muito. Fazer ao vivo não é fácil. Mas me sinto muito tranquilo. Me sinto muito mais à vontade ao vivo do que gravando programa. Acho que é bom para o cérebro estar sempre ligado. No programa gravado, perde-se um pouco dessa emoção.

P – Como são feitas as pautas do “Encontro”?

R – Todo dia tem reunião. De segunda a sexta. Ou para discutir a semana inteira ou um programa específico. Quando acaba o programa, a gente almoça com a Fátima. Aí já repercutimos o dia, o que a gente gostou e o que não gostou. E, depois do almoço, a gente emenda  em uma reunião. O tempo inteiro a gente está pensando nisso. Porque não pode cair na mesmice.

P – Você é “cria” do “hardnews”. Sente falta desse tipo de jornalismo na sua carreira?

R – Tenho 17 anos de carreira, já fiz muito isso. Acho que esse caminho já preenchi. Agora quero caminhar para o lado mais livre. No jornal, você fica muito aprisionado. Agora que estou liberado para ser um Lair mais leve, não quero voltar para o protocolo. Quero continuar isso por toda minha carreira.

 

"Encontro com Fátima Bernardes" – Globo – De segunda a sexta, às 10 h.

 
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