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Além dos limites
Em "Sol Nascente", Juliana Alves aprende a mergulhar e a catar caranguejo para personagem
11:40   03 de Fevereiro, 2017 - Fonte: Carta Z

LUANA BORGES
TV PRESS

Juliana Alves enxerga cada personagem que interpreta como uma possibilidade de novos aprendizados. Mas, com a Dora, de "Sol Nascente", a atriz foi além. Afinal, precisou superar alguns medos para se preparar para o papel de uma caiçara. Ela, que não tinha o hábito de nadar, fez um treinamento de mergulho, já que, na novela, Dora é hábil na pesca com arpão. "Quando você não conhece ou não tem intimidade com alguma coisa, tende a ficar um pouco receosa. Mas foi melhor do que eu imaginava, me senti realizada", conta, animada.
Além disso, Juliana aprendeu a catar caranguejo no mangue. Experiência que lhe rendeu dois dedos rasgados durante as gravações. Ainda assim, se divertiu quando alguns bichos fugiram e ela precisou ir correndo buscá-los, junto com as colegas de núcleo. "Deu muito nervoso mexer com caranguejo. É o tipo de coisa que eu só faria por uma personagem mesmo", assegura.
Na história, Dora vive um momento delicado. É que a personagem se separou do marido, por quem sempre foi apaixonada, e passou por uma fase mais depressiva por ter perdido o filho. Nas ruas, Juliana percebe a repercussão junto ao público. "É uma personagem muito querida. As pessoas torcem para que ela consiga dar a volta por cima", conta. Diante do sofrimento, Dora acabou se "encontrando" na costura. A atriz, no entanto, não chegou a fazer um laboratório específico para esse aspecto. Mas lembrou de quando era mais nova e assistia à avó costurando na máquina. "E também o pessoal que faz a produção de arte da novela me ajuda com algumas dúvidas que surgem para que fique bem crível na cena", explica.
Aliás, antes do início das gravações de "Sol Nascente", Juliana participou da preparação de elenco oferecida pela Globo. Foi quando teve a primeira oportunidade de conhecer melhor as culturas italiana e japonesa, retratadas na novela, assim como o universo dos motoqueiros e de uma comunidade caiçara. "Foram três dias de vivência dessas culturas diferentes. No caso do meu núcleo, a gente procurou resgatar as características específicas das caiçaras porque é muito rico poder mostrar um universo que as pessoas não estão acostumadas a ver", avalia. 
"Sol Nascente" marca a primeira vez que Juliana interpreta um texto de Walther Negrão – atualmente, ele está afastado da trama por conta de problemas de saúde e os coautores Suzana Pires e Júlio Fischer tocam os capítulos. Mas, com o diretor Leonardo Nogueira, ela já havia tido a oportunidade de trabalhar antes. Como em "Caminho das Índias", quando interpretou Suellen. "Pelo que sei, a produtora de elenco me convidou e o Léo lembrou de mim para fazer a Dora. Eu adorei porque é uma personagem que contemplou uma expectativa minha de muitos anos de fazer algo totalmente diferente de tudo que eu já fiz. É uma personagem rica, que passa por momentos muito diferentes", destaca.

"Sol Nascente"  – Globo – De segunda a sábado, às 18h20.

 

Batucada de bamba

Juliana Alves adora Carnaval. E este ano, mais uma vez, ela desfila como rainha de bateria da Unidos da Tijuca. Para conciliar os ensaios com as gravações de "Sol Nascente", a atriz tem "cortado um dobrado". "Estou muito envolvida com a personagem. E tenho o cuidado de não deixar essa vibração do Carnaval interferir no trabalho da novela", explica.
Acostumada a ter uma refeição regrada e uma rotina de exercícios físicos, Juliana só deixa para intensificar a malhação em janeiro. "É quando a minha mente se volta mais para o Carnaval e quero me sentir leve e com condicionamento físico para dançar na frente da bateria", explica.

 

 

 
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