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Implantação de aterros sanitários é o grande desafio
Municípios que não fizerem o dever de casa poderão sofrer sanções em suas refeitas e inibir investimentos
11:35   15 de Fevereiro, 2017

O grande desafio para os atuais gestores na região norte de Mato Grosso é encontrar uma solução ambientalmente correta para a destinação dos lixos produzidos nas cidades. Praticamente todos os municípios destas cercanias não possuem aterro sanitário de acordo com as normas ambientais. 
O lixo coletado é despejado sem nenhum critério em lixões a céu aberto, sem passar por nenhuma seleção, permanecendo exposto ao meio ambiente e causando contaminações. Seus danos não se limitam apenas as consequências ambientais. Atingem também as populações, que podem ser afetadas e absolver doenças provenientes do fedor liberado na atmosfera e a contaminação do lençol freático. 
Muitos prefeitos ainda não se deram conta da dimensão deste problema e acreditam que conseguirão empurrá-lo para frente, adiando a solução. Todavia, a agenda ambiental das nações mais avançadas, que ditam as regras no planeta, é rigorosa com relação ao saneamento básico, e sobretudo, a destinação correta do lixo.
Municípios que não fizerem o dever de casa poderão sofrer sanções em suas receitas e inibir investimentos. 
O governo federal está sendo pressionado pela comunidade internacional e pelas próprias instituições de saúde, a regulamentar a implantação dos aterros sanitários, e dar um prazo para os municípios eliminarem os lixões à céu aberto. 
Os municípios vão ter que se adequar e implantar aterros sanitários, com controle da quantidade do lixo, sistema de proteção ao Meio Ambiente e monitoramento ambiental. 
Portanto, não é apenas a parte ambiental que está envolvida. Os lixões são também uma questão econômica e de saúde pública. Isto porque o mau cheiro e os produtos putrefatos multiplicam a possibilidade de contaminação do solo e da água subterrânea.  

A destinação correta do lixo não é barato e nem fácil de se equacionar. Mas é uma questão que deve ser encarada como prioridade e responsabilidade pela gestão pública. A tendência é que o gestor que não aderir a esta pauta, estará seguindo na contra mão de uma das principais agendas política neste início do século XXI.     
Todavia, o provável é que nos próximos quatro anos, em muitas cidades, o quadro permaneça o mesmo. Lixões à céu aberto e suas consequências à população e a natureza.  Isto porque, a maioria dos prefeitos tem uma visão caolha sobre a política de saneamento básico.
Acreditam que são ações que não dão visibilidade e nem retorno eleitoral. Por isso, priorizam obras de infraestrutura, como asfalto, que, além de importantes, são vistas pela comunidade. 
Entretanto, grande parte da população, até mesmo por questões culturais, não entende a importância do saneamento para a sua qualidade de vida. Mas esta ignorância social não exime a responsabilidade de prefeitos e dos governantes de fazer o que é melhor para a coletividade. 
Por outro lado, neste contexto, se insere também a responsabilidade com a preservação do Meio Ambiente, que deve ser adotada por todos, cidadãos, homens públicos ou não. Cabe a cada um de nós, sermos conscientes e evitarmos poluir, degradar e jogar lixo nas vias públicas. 
Assim como é dever de cada cidadão, cobrar do prefeito e vereadores, políticas públicas neste sentido, como a implantação da coleta seletiva do lixo, uso de sacolas retornáveis e viabilizar a implantação de empresas de reciclagens. Somente assim teremos cidades mais limpas e com qualidade de vida para seus habitantes. 

José Vieira do Nascimento é diretor e editor de Mato Grosso do Norte

 E-mail: mtnorte@terra.com.br

 
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