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A todo vapor
No "Melhor Pra Você", Celso Zucatelli combina jornalismo com entretenimento em rotina intensa de trabalho
11:54   24 de Fevereiro, 2017

por Luana Borges

TV Press

      O trabalho é o principal combustível de Celso Zucatelli. Apaixonado pelo jornalismo, o apresentador do "Melhor Pra Você", da RedeTV!, "respira" informação por quase 24 horas por dia. Mesmo quando está de folga, fica de olho no que está acontecendo nos noticiários. Afinal, apesar de integrar um programa de entretenimento, ele é a figura responsável por levar as notícias ao público de uma forma mais informal. Algo que já estava acostumado a fazer à frente do "Hoje em Dia", da Record, onde permaneceu por oito anos. "Acredito nesse formato de variedades. Acho que a melhor maneira de levar a notícia é de forma conversada. Facilita a compreensão da mensagem que você quer transmitir", avalia.

      Antes de ter o primeiro contato com o entretenimento na Record, Zucatelli se dedicou à cobertura de "hard news" em produtos como "Jornal da Noite", da Band, "Jornal da Cultura", da TV Cultura, e "SP Record". Mas a transição da linguagem formal do jornalismo tradicional para a de um programa mais leve foi tranquila. "Eu lutei por isso. Então, antes de mais nada, foi uma satisfação. Quando você faz uma mudança feliz, tudo é mais fácil", conta ele, que enxerga no trabalho uma possibilidade de aprendizado constante. "A melhor coisa da profissão é que todos os dias, depois de uma entrevista ou de uma cobertura, chego em casa com a sensação de que aprendi mais alguma coisa", anima-se.

P – Como funciona sua participação na elaboração de pautas do "Melhor Pra Você"?

R – A participação é fundamental porque o programa é muito conversado. Então, eu preciso saber tudo que tem no programa porque ele pode virar de cabeça para baixo, mudar completamente faltando cinco minutos para entrar no ar. Aliás, como já aconteceu algumas vezes. Participo da elaboração das pautas, dou sugestão de temas. É importante criar um envolvimento de todos nós. E gosto de trabalhar dessa forma, isso constrói melhor o conteúdo que estamos levando para as pessoas. Se eu estiver por dentro dos temas que são tratados, consequentemente vou ter mais condição de levar uma informação mais qualificada, esclarecer minhas próprias dúvidas e de ajudar no esclarecimento das dúvidas do telespectador.

P –  O formato do "Melhor Pra Você" é bem similar ao do "Hoje em Dia", da Record, onde você trabalhou por oito anos. Essa experiência anterior deixou você mais à vontade à frente do programa da RedeTV!?

R – Com certeza absoluta. Isso é uma construção que vem ao longo dos anos. Eu sempre defendi que a melhor maneira de levar a notícia é de forma conversada, através de um bate-papo com as pessoas. Acho que facilita a compreensão da mensagem que você quer transmitir. O que eu coloquei em prática no "Hoje em Dia" e já tinha colocado de certa forma em outros momentos na minha carreira, na Band e na Cultura. Obviamente, a migração para o "Hoje em Dia" foi um pouco mais radical porque saí do jornalismo para o entretenimento, embora eu carregue ainda esse papel de levar informação para as pessoas na entrevistas, nos blocos de notícias ou em coberturas especiais que a gente faz no programa. É uma fórmula que a gente foi melhorando e aprimorando durante os anos.

P – E como você encarou sua saída da Record, depois de tantos anos na emissora?

R – Foi uma decisão. Eu achei que era a melhor coisa a fazer naquele momento. A partir da mudança que foi feita na programação, entendi que eu tinha uma oportunidade melhor em outro lugar. As coisas são assim. Meu relacionamento com a Record é excelente, tive anos maravilhosos lá, vivi coisas maravilhosas. Fiz essa migração do jornalismo tradicional para o entretenimento na Record. Foi um período maravilhoso na minha vida, mas, naquele momento, as oportunidades estavam em outro lugar. E faz parte. Foi uma saída amigável, como eu sempre fiz na minha carreira. Ficou tudo bem.

P – Durante bastante tempo, você cobriu o "hard news". Sente falta de trabalhar nessa área?

R – Eu gosto muito do "hard news" e, de certa forma, eu não abandonei porque, embora eu faça entretenimento hoje, combino entretenimento com "hard news". Nos últimos programas, por exemplo, falamos do caso da dona Marisa, da eleição dos Estados Unidos, da crise da segurança pública do Espírito Santo, da prisão do Eike Batista... Se for preciso, interrompemos o programa e o fazemos inteiro de notícias. Vira um telejornal de certa forma, mas um telejornal conversado. Tem conteúdo de "hard news", tem uma apresentação, mas uma transmissão da mensagem de uma forma em que a comunicação, na minha opinião, fica mais leve e livre para a compreensão das pessoas. Eu gosto disso.

P – Qual foi a cobertura jornalística mais marcante para você ao longo da sua carreira?

R – Em 20 e tantos anos fazendo o que eu faço, foram muitas coberturas. Mas tenho uma recordação muito viva da eleição do Barack Obama nos Estados Unidos. E gosto de falar sobre esse tema especialmente agora, que a gente viveu uma outra eleição com uma característica tão diferente daquela. No dia da posse do Obama, as pessoas estavam fazendo uma festa enorme nas ruas. Era um sonho ser correspondente internacional. Realizei esse sonho e ainda tive a oportunidade de cobrir uma eleição histórica.

"Melhor Pra Você'' – RedeTV! – De segunda a sexta, às 10h.

 
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