Publicidade
         
      
         
Programa viabilizou cadeia do mel em AF
Agricultores precisam de formação teórica e técnica para reproduzir as abelhas
10:00   27 de Fevereiro, 2017

Assessoria
Prefeitura de Alta Floresta

A criação de abelhas nativas sem ferrão da Amazônia começou com 33 caixas, hoje já são 300 caixas com 130 colmeias reproduzindo no Meliponário Municipal de Alta Floresta. A cada 03 a 04 meses são doadas 150 caixas de abelhas reproduzindo para os produtores cadastrados e capacitados.
 Cada produtor tem direito a 06 caixas, sendo que cada caixa equivale a R$ 250,00 em abelhas, e como contrapartida os produtores compram uma caixa que ainda não foi utilizada por cerca de R$ 50,00 e repassa ao Meliponário de Alta Floresta para continuar a reprodução das abelhas. A última doação aconteceu em dezembro de 2016 quando foram entregues mais de 60 caixas para os produtores da agricultura familiar.
Para José Alessando, coordenador Executivo do Projeto Olhos D’Água da Amazônia, o Meliponário Municipal tem a função de reproduzir e doar as abelhas para os agricultores familiares desde que esses agricultores participem de uma formação teórica e técnica sobre como reproduzir estas abelhas, porque nem todos os agricultores sabem como cuidar e como lidar com esta abelhas que são da Amazônia.
“Normalmente eles sabem lidar com abelhas com ferrão, as nossas abelhas são nativas da Amazônia e não tem ferrão e tem o diferencial de produzir um mel medicinal. Então, nós temos o técnico que faz a manutenção do Meliponário e a função principal é que estas caixas de abelhas vão para as áreas de restauração do Projeto Olhos D’Água da Amazônia para auxiliar na restauração das nascentes e elas têm um papel importantíssimo na ecologia e na reprodução das plantas”, explica.
 Para cada abelha tem três espécie de vegetais que tem dependência direta e se for eliminado uma espécie de abelha do sistema provavelmente irá desaparecer três espécies de vegetais.Além de ajudar na polinização das áreas de recuperação, elas tem a possibilidade de ajudar os agricultores a ter mais um alimento na sua mesa e mais uma fonte de renda a partir daquela área de preservação permanente recuperada.
Distribuição- Inicialmente o agricultor faz o cadastramento, quando tem interesse em adquirir a colmeia de abelha ele deve ir até a Secretaria Adjunta de Meio Ambiente, na prefeitura, deixa o nome, a partir daí a engenheira vai comunicar quando será realizado o curso.


 “Cada curso tem uma média de 30 produtores e depois de suas semanas a gente doa a caixa com abelhas para as pessoas que participaram do curso então ele poderá tocar sozinho porque recebeu instrução sobre a parte teórica e prática”, diz José Alessandro.

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte