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Governo Federal diz que asfaltará 60 quilômetros da BR-163 em 2017
Governo promete medidas emergenciais para a estrada se manter trafegável até no final da safra
09:30   06 de Março, 2017

Reportagem
Mato Grosso do Norte
     
O governo federal anunciou que deverá zerar a fila de caminhões na BR-163, no trecho do Pará por causa das intensas chuvas na região. Os ministros Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil) decidiram adotar medidas de curtíssimo prazo para manter a rodovia trafegável até o fim da safra de grãos. Foi criado o Grupo de Trabalho composto por representantes do Governo Federal e empresários do setor, além de Comitê Gestor para atuar no local danificado.

O Diretor Geral do DNIT, Valter Cassimiro, informou que “o trecho da BR-163 onde há pontos críticos devido à combinação de chuvas com tráfego intenso será pavimentado neste ano”. Ele disse que a meta é asfaltar 60 quilômetros, em 2017. No ano que vem, serão asfaltados mais 40.
Até a conclusão das obras, serão adotadas medidas emergenciais, como o controle de tráfego com o “pare” e “siga”, trabalho de drenagem para escoar água da estrada, dando passagem aos veículos da via, especialmente de caminhões com cargas mais pesadas.
O ministro Blairo Maggi disse, após reunião, que teve a participação de produtores rurais, que a ação do governo deverá evitar que a situação se repita. As Forças Armadas estão distribuindo 3 mil cestas básicas e 9 mil galões de cinco litros de água para caminhoneiros e familiares que estavam sitiados na região entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol.
O Comitê Gestor será composto por representantes da Casa Civil, Ministério da Agricultura, DNIT, PRF, Exército, Defesa Civil e empresas do setor. Desde o início da semana, o DNIT já vem trabalhando em conjunto com o Exército e a Polícia Rodoviária Federal em uma força-tarefa para dar trafegabilidade aos pontos de retenção na BR-163/PA e BR-230/PA.
As chuvas deram trégua e os trabalhos de recuperação dos trechos começaram e o tráfego está fluindo lentamente. Depois de liberar todos os veículos, as autoridades e empresas responsáveis pelo trecho vão fechar a rodovia por alguns dias para consertar os atoleiros e liberar novamente os caminhões para trafegar na região.
Aprosoja - A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e o Movimento Pró-Logística cobraram do o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) ações concretas e emergenciais para sanar os danos.
“É preciso empenho do Dnit, do Ministério dos Transportes e das empresas para que a situação se resolva de uma vez por todas. Não podemos admitir que isto ocorra novamente na próxima safra. A situação precisa ser corrigida rapidamente”, alertou EndrigoDalcin, presidente da Aprosoja.
Cerca de 30% das safras de soja e milho de Mato Grosso já saem do estado pelos portos da região Norte do país, uma opção logística mais barata do que enviar os caminhões carregados para o Sudeste e Sul.

 

 

 
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