Jornal MT Norte Eliane comenta que desde o ano de 2013 começaram aparecer emendas parlamentares, mas até o momento nada foi concretizado. “O grande sonho dos moradores do bairro é a questão do asfalto porque na época da seca nós temos um número muito alto de problemas respiratórios. E nessa época das chuvas o problema é com buracos, enxurradas, lamas e ruas intrafegáveis”, enfatiza.

A presidente disse que realizou uma marcação na rua da associação, informando onde estão os maiores buracos. “Este trabalho é para alertar os transeuntes, motoqueiros e condutores de veículos. Principalmente na hora que está chovendo, para evitar acidentes porque as ruas estão problemáticas”, disse. 

Eliane Malacarne informa que a última rua do bairro é a da escola Dom Bosco e toda a terra levada pelas chuvas é depositada nela. E logo abaixo passa um rio que já está todo assoreado. 
“Além de tudo nós temos um problema ambiental. Porque ali a gente poderia ter um parque ecológico, algo bonito, um rio bem preservado dentro do bairro, uma área verde bem cuidada. Hoje tem animais silvestres que moram ali e se nós não preservarmos vamos deixar o que para as próximas gerações?”, questiona.  

“Já fomos atrás de engenheiros, do pessoal da UNEMAT para fazer um projeto de preservação, mas tudo isso depende de uma boa obra de pavimentação asfáltica”, complementa.

“A secretaria de obras tem vindo no bairro e realizado alguns trabalhos, só que não resolve o nosso problema. Nós precisamos de uma canalização de água bem feita e que seja feita boca de lobo. Nosso problema é grave e esse trabalho da secretaria de obras é paliativo. Dois dias depois se vier uma forte chuva, toda a terra é levada para dentro do córrego que passa no bairro”, complementa.

SAÚDE – A presidente também enfatiza que outro problema do bairro é em relação a saúde. “Nós temos um problema que dura alguns anos que é a falta de agentes de saúde. No posto o médico atende duas vezes por semana, mas nossa maior carência é a falta de agentes que faça o acompanhamento da saúde nas famílias. Tem várias partes do bairro que não são atendidas pelos agentes”, disse Eliane.

“Outra questão que estamos conversando é transformar nosso postinho de saúde em PSF – Programa da Saúde da Família. Quem construiu esse postinho de saúde foi a própria população e toda a vez que precisa de algo é a própria comunidade que realiza porque não vem recursos para este posto de saúde. Hoje nós temos mais de 600 famílias assistidas e a solução deste problema é transformar o nosso posto em PSF”, complementa.

POLÍTICA – O Setor das Araras teve uma boa representatividade política. Na gestão de 2012 a 2016, o bairro teve três vereadores eleitos. Para Eliane, essa representatividade não gerou em benefícios para o bairro. 

“Não sei se por causa dos partidos políticos ou iniciativa pessoal. Não houve uma mobilização dos três vereadores de se unirem em prol do bairro. Nós tivemos bastante problemas com relação aos três vereadores, e quando precisávamos de algum socorro, a gente corria atrás dos secretários municipais. Os vereadores deixaram a desejar. Eles poderiam ter se unidos em prol do bairro. Acredito que eles foram muito individualistas”, disse Eliane.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES – Na sede da associação funciona diariamente, a escolinha de futebol do Grêmio, que atende crianças e adolescentes. Aulas de Zumba para as mulheres que funciona três vezes por semana. Jantares com grupo de caminhoneiros. Vários encontros dos moradores e grupo da terceira idade.  

LIDIS BATIROLA MORADORA DO BAIRRO

Moradora há 34 anos em Alta Floresta e a 6 anos no Jardim Araras, Lidis Batirola disse que os principais problemas do bairro é a questão do asfalto. “Aqui os buracos é o principal problema. Até a pé é perigoso andar por essas ruas. Foi realizado reuniões pedindo o apoio dos moradores para fazer as galerias, eu paguei mais de R$1.300,00 e o asfalto não saiu. Agora vai ter que ser feito tudo novamente”, disse a moradora.

O vereador Tuti parece que torce para o asfalto não sair 

A moradora comenta que outro problema gravíssimo é a questão da segurança. “Aqui era um dos bairros mais sossegados que existia. Hoje não é mais. A maioria dos moradores tem o quintal monitorado, mas não adianta. Roubo existe igual. Infelizmente tem mais leis para os delinquentes do que para as pessoas de bem. Segurança é o mínimo que o povo de Alta Floresta precisa”, enfatiza. 
O Araras teve três vereadores na última gestão. Mas para a moradora, mesmo com essa representatividade, o bairro não teve melhorias. “Graças a Deus, dois vereadores não se reelegeram e o que se elegeu não foi com o meu voto. Eu peguei raiva do Tuti porque ele disse que o asfalto não iria sair. A primeira vez que ele se elegeu eu votei nele, mas depois não, porque eu achei que ele estava torcendo contra nosso asfalto”, disse Lidis.  
“Antes não tem pai, depois de feito todos os políticos querem assumir como pai da obra e eu não gosto mais dele por causa disso. Mas ele está deixando a desejar e muito. Não está mais olhando para o nosso bairro. Olha as nossas ruas como estão! cada chuva é um transtorno”, finaliza a moradora.

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Moradores lutam há 16 anos por asfalto no Jardim Araras
O grande sonho dos moradores é o asfalto do bairro
17:27   06 de Março, 2017

Edemar Savariz
Mato Grosso do Norte

Dando sequência à série de reportagem sobre os bairros de Alta Floresta, Mato Grosso do Norte visitou o Jardim Araras. 

Moradora há 10 anos do bairro, Eliane Malacarne é atual presidente da Associação dos Moradores. Para a presidente a maior dificuldade e reivindicação dos moradores é em relação ao asfalto. 

“Desde 2013 que estou à frente da Associação de Moradores e as nossas maiores dificuldades é a questão das nossas ruas, principalmente sobre o asfalto que já virou uma novela. Desde quando assumi a associação que estamos lutando pela questão documental, mas analisando as atas da associação é possível verificar que desde o ano 2000 o bairro já vem lutando por este benefício”, disse Eliane.

Eliane comenta que desde o ano de 2013 começaram aparecer emendas parlamentares, mas até o momento nada foi concretizado. “O grande sonho dos moradores do bairro é a questão do asfalto porque na época da seca nós temos um número muito alto de problemas respiratórios. E nessa época das chuvas o problema é com buracos, enxurradas, lamas e ruas intrafegáveis”, enfatiza.

A presidente disse que realizou uma marcação na rua da associação, informando onde estão os maiores buracos. “Este trabalho é para alertar os transeuntes, motoqueiros e condutores de veículos. Principalmente na hora que está chovendo, para evitar acidentes porque as ruas estão problemáticas”, disse. 

Eliane Malacarne informa que a última rua do bairro é a da escola Dom Bosco e toda a terra levada pelas chuvas é depositada nela. E logo abaixo passa um rio que já está todo assoreado. 
“Além de tudo nós temos um problema ambiental. Porque ali a gente poderia ter um parque ecológico, algo bonito, um rio bem preservado dentro do bairro, uma área verde bem cuidada. Hoje tem animais silvestres que moram ali e se nós não preservarmos vamos deixar o que para as próximas gerações?”, questiona.  

“Já fomos atrás de engenheiros, do pessoal da UNEMAT para fazer um projeto de preservação, mas tudo isso depende de uma boa obra de pavimentação asfáltica”, complementa.

“A secretaria de obras tem vindo no bairro e realizado alguns trabalhos, só que não resolve o nosso problema. Nós precisamos de uma canalização de água bem feita e que seja feita boca de lobo. Nosso problema é grave e esse trabalho da secretaria de obras é paliativo. Dois dias depois se vier uma forte chuva, toda a terra é levada para dentro do córrego que passa no bairro”, complementa.

SAÚDE – A presidente também enfatiza que outro problema do bairro é em relação a saúde. “Nós temos um problema que dura alguns anos que é a falta de agentes de saúde. No posto o médico atende duas vezes por semana, mas nossa maior carência é a falta de agentes que faça o acompanhamento da saúde nas famílias. Tem várias partes do bairro que não são atendidas pelos agentes”, disse Eliane.

“Outra questão que estamos conversando é transformar nosso postinho de saúde em PSF – Programa da Saúde da Família. Quem construiu esse postinho de saúde foi a própria população e toda a vez que precisa de algo é a própria comunidade que realiza porque não vem recursos para este posto de saúde. Hoje nós temos mais de 600 famílias assistidas e a solução deste problema é transformar o nosso posto em PSF”, complementa.

POLÍTICA – O Setor das Araras teve uma boa representatividade política. Na gestão de 2012 a 2016, o bairro teve três vereadores eleitos. Para Eliane, essa representatividade não gerou em benefícios para o bairro. 

“Não sei se por causa dos partidos políticos ou iniciativa pessoal. Não houve uma mobilização dos três vereadores de se unirem em prol do bairro. Nós tivemos bastante problemas com relação aos três vereadores, e quando precisávamos de algum socorro, a gente corria atrás dos secretários municipais. Os vereadores deixaram a desejar. Eles poderiam ter se unidos em prol do bairro. Acredito que eles foram muito individualistas”, disse Eliane.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES – Na sede da associação funciona diariamente, a escolinha de futebol do Grêmio, que atende crianças e adolescentes. Aulas de Zumba para as mulheres que funciona três vezes por semana. Jantares com grupo de caminhoneiros. Vários encontros dos moradores e grupo da terceira idade.  

LIDIS BATIROLA MORADORA DO BAIRRO

Moradora há 34 anos em Alta Floresta e a 6 anos no Jardim Araras, Lidis Batirola disse que os principais problemas do bairro é a questão do asfalto. “Aqui os buracos é o principal problema. Até a pé é perigoso andar por essas ruas. Foi realizado reuniões pedindo o apoio dos moradores para fazer as galerias, eu paguei mais de R$1.300,00 e o asfalto não saiu. Agora vai ter que ser feito tudo novamente”, disse a moradora.

O vereador Tuti parece que torce para o asfalto não sair 

A moradora comenta que outro problema gravíssimo é a questão da segurança. “Aqui era um dos bairros mais sossegados que existia. Hoje não é mais. A maioria dos moradores tem o quintal monitorado, mas não adianta. Roubo existe igual. Infelizmente tem mais leis para os delinquentes do que para as pessoas de bem. Segurança é o mínimo que o povo de Alta Floresta precisa”, enfatiza. 
O Araras teve três vereadores na última gestão. Mas para a moradora, mesmo com essa representatividade, o bairro não teve melhorias. “Graças a Deus, dois vereadores não se reelegeram e o que se elegeu não foi com o meu voto. Eu peguei raiva do Tuti porque ele disse que o asfalto não iria sair. A primeira vez que ele se elegeu eu votei nele, mas depois não, porque eu achei que ele estava torcendo contra nosso asfalto”, disse Lidis.  
“Antes não tem pai, depois de feito todos os políticos querem assumir como pai da obra e eu não gosto mais dele por causa disso. Mas ele está deixando a desejar e muito. Não está mais olhando para o nosso bairro. Olha as nossas ruas como estão! cada chuva é um transtorno”, finaliza a moradora.

 
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