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Moradores do São José Operário reclamam da lama e da poeira
Moradores cobram asfalto, regularização fundiária e uma academia de ginástica
10:03   10 de Março, 2017

Edemar Savariz
Mato Grosso do Norte

O terceiro bairro de Alta Floresta visitado por Mato Grosso do Norte foi o São José Operário. Fundado há mais de 30 anos, o São José Operário é bastante conhecido por realizar diversas atividades esportivas e a festa dos trabalhadores. Tradicional evento que acontece no mês de maio.

Para o presidente do bairro, Leocir José Delani, uma das dificuldades em manter a Associação de Moradores é financeira.  “Eu morro no bairro há mais de 15 anos. Estou na terceira gestão como presidente da associação dos moradores. A dificuldade em manter a associação é financeira, porque ela não tem recursos para fazer o que deveria ser feito na sede. Nós temos um barracão que é muito velho e precisamos fazer um novo. Não podemos fazer eventos à noite porque o corpo de bombeiros interditou o local”,  disse Leocir.

Um dos principais eventos realizados pela associação de moradores é a tradicional festa dos trabalhadores. “Era uma festa tradicional, realizada no início de maio e se estendia de dois a três dias. O ano passado foi o primeiro ano que não fizemos em função de que o nosso barracão não oferecia as condições adequadas de segurança para as pessoas que frequentariam a festa”, relata o presidente.
Conforme ele, a grande reivindicação dos moradores é asfalto. “A maior reivindicação da população do São José Operário é o asfaltamento das ruas. Uma parte do bairro foi asfaltada e a outra, não. Nós já fizemos o pedido e fomos informados pelo secretário de infraestrutura, Elói Luiz Almeida, que este ano será feito o asfalto. A população espera que realmente a obra aconteça”, enfatiza. 
Outro problema no bairro são as chácaras que os moradores estão esperando a regularização fundiária e a documentação. “Isso tem tirado o sono da população que mora neste local. Essas são as principais reivindicações dos moradores do bairro, a regularização fundiária e o asfaltamento das ruas não pavimentadas”, informa o presidente.
Até mesmo a área onde está localizada a associação de moradores não tem documento. “É uma briga antiga a regularização da área onde fica a sede da associação. Até hoje nós não temos uma documentação definitiva, temos apenas uma provisória. Temos uma luta com a INDECO para fazer a doação da área, até para que possamos buscar recursos estadual e federal para fazer melhorias no local”, disse.
“A área em que hoje está a associação pertencia a Rádio Brás e foi devolvida para a INDECO. Estamos buscando junto a colonizadora, que seja feito um documento e a área passar em definitivo para a associação”, complementa. 

Rosenaite Faria Lima é moradora do bairro São José Operário há 12 anos e diz que o maior problema é em relação as ruas não pavimentadas. “Precisando com urgência que seja feito o asfalto. Quando chove é um transtorno para a população. O barro toma conta das ruas e das casas, a água corre dentro dos lotes e às vezes chega a invadir as casas dos moradores”, disse.
“ O bairro tem muitos moradores idosos, crianças e até mesmo os adultos que sofrem muitos problemas respiratórios na época da poeira. O asfalto é qualidade de vida, além de prevenir várias doenças”, enfatiza.
Ela diz que na saúde o atendimento está a contento dos moradores. “Algum tempo atrás estava faltando médicos e remédios no posto, mas agora melhorou. Antes não achava remédio nenhum, mas agora o atendimento está bom”, finaliza.

Para o Engenheiro Florestal, Flávio Rosa, morador há 16 anos do bairro São José Operário, é uma unanimidade a reivindicação do asfalto. “É um consenso de todos os moradores a reivindicação do asfalto. Terminar o asfaltamento das ruas que ficaram sem a pavimentação, que é uma promessa que vem vindo há mais de três anos, se renova a cada ano e até agora nada foi feito”, disse o morador. 
“Outro problema é a galeria de águas pluviais para escoamento das águas das chuvas, que segundo os engenheiros tem que fazer a rede de drenagem primeiro para depois fazer o asfalto. Principalmente neste período de chuva o bairro alaga, mas a gente espera que este problema seja resolvido. Estou aqui há 16 anos e esperando ansiosamente a chegada do asfalto”, complementa.
O morador explica que houve um aumento no fluxo de veículos passando pelo bairro. “Com o fechamento da rua que dava acesso ao parque de exposição, o número de veículos aumentou. Porque o acesso ao parque e as comunidades rurais é feita somente por aqui. O problema da poeira é gravíssimo neste lugar, a casa fica tomada e vêm os problemas respiratórios”, conta Flávio.
O engenheiro florestal faz um alerta sobre a questão da poeira e a medida paliativa encontrada pelos órgãos competentes que é molhar as ruas para amenizar o problema. “Não adianta na época da poeira ficar molhando as ruas. Às vezes molham de manhã, mas não a tarde. Isso não resolve. Lembrando o tema da Campanha da Fraternidade, que fala da preservação ambiental, imagina: a gente coletar água do rio para molhar as ruas, para que esta água evapore e volte para o lençol freático! Ambientalmente, isso é incorreto. É um contra-censo. O asfalto vai melhorar tudo, até esse problema de estar coletando água do leito dos rios”, enfatiza.
Para Flávio outra reivindicação dos moradores é uma ATI no bairro “Seria muito bem vinda uma academia da terceira idade, porque as pessoas daqui estão se dirigindo a outros bairros para fazerem atividades físicas”, finaliza

 

 

 

 

 
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