Jornal MT Norte

 “Temos que mudar essa mentalidade. Aqui é um bairro igual aos outros.  Tem muita gente que vem do centro, visitar um amigo que mora aqui,  conhecer o bairro e ninguém mexe. É um bairro tranquilo, bom de morar  e formado pela maioria de pessoas decentes”, complementa. 
 Daiane conta que a associação também faz um trabalho social com os  moradores. “Sempre que alguém aqui do bairro precisa de alguma ajuda, de alimentos, remédios, parte financeira ou com doenças, nós da associação sempre procuramos resolver esses problemas dos moradores. A associação não é somente a estrutura da sede, quem faz parte da associação são os moradores”, disse a presidente.

“Apesar da discriminação que tem, eu gosto muito do bairro. Aqui todos se respeitam, os vizinhos se dão super bem. Um ajuda o outro, é raro quando alguém pedir ajuda fora, porque a gente procura resolver os problemas dos moradores aqui no bairro mesmo”, enfatiza. 

ÁREAS PÚBLICAS - A presidente cobra da administração municipal a limpeza das áreas públicas. “Todo mês a gente cobra da prefeitura a limpeza das áreas públicas. Acredito que a prefeitura deveria dar uma atenção melhor nesta área. A entrada do bairro está suja, mato e precisando de limpeza”, cobra a presidente
ASFALTO – Juntamentecom todos os moradores do bairro, a presidente comemora a vinda do asfalto. “O asfalto mudou o bairro. Não tem poeira, lama. O único problema são as avenidas que não tem quebra-molas e podem ocasionar acidentes, mas o bairro ficou muito melhor e harmonioso”, comemora. 
A presidente lembra que mesmo estando no projeto, parte da rua Orlândia ficou sem asfaltar. “Infelizmente ali vai dar trabalho. Porque se passar o rolo-compressor a casa do Gaúcho Poceiro não resiste e vai cair. Ainda não se tem uma definição de como vai ser resolvido esse problema. A prefeitura tem que verificar o que deverá ser feito para resolver esta situação”, conta Daiana.
“Pelo que a gente sabe, fica mais caro tirar aquela pedra e fazer uma casa para ele do que fazer o asfalto. O asfalto naquela rua não saiu por causa da casa do Gaúcho Poceiro. Os vizinhos tem medo de fazer o asfalto e cair a casa dele. Pode ser que não caia na hora, mas pode acontecer de dar rachaduras e a casa cair futuramente, é uma casa totalmente sem estrutura”, enfatiza. 

 

 Morador do bairro desde a fundação, José Francisco Praxedes, disse  que o Vila Nova é um ótimo bairro para morar. “Eu gosto daqui. Tem  muita gente que difama o bairro, mas pra mim não tem lugar melhor.  Não troco esse bairro por qualquer outro lugar na cidade”, disse o  morador.
 Na opinião do morador, o maior problema do bairro e a questão da  saúde. “Falta médico e os moradores tem que procurar a Policlínica  para conseguir remédios. Isso acaba sendo um grande transtorno para  a população. Outro problema, é a discriminação que o bairro tem na  cidade e esse preconceito tem que acabar”, finaliza José Francisco.

 

 

 

 

 O empresário André Lima de Souza, conta que o Mercado Moreira  começou as atividades no bairro Vila Nova no ano de 1991 e que a  partir deste primeiro empreendimento, no ano de 2010 foi inaugurado no  bairro Cidade Alta, a loja Moreira Magazine. 
 “O bairro Vila Nova sempre foi a minha casa. Desde os 7 anos de idade  que moro aqui, conheço todo mundo, tem muita gente boa. Na minha visão não é como as pessoas falam, que tudo o que acontece de ruim vem do bairro Vila Nova. Coisas erradas tem em todos os bairros, para mim este bairro é 100% e os moradores são decentes”, disse o empresário.
Para André, o bairro tem toda a infraestrutura. “Praticamente todo asfaltado, tem um comércio forte. Na minha visão, falta uma farmácia, acredito que se algum empresário montar uma farmácia no bairro teria boa clientela e daria um ótimo retorno”, finaliza. 

 

 

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Moradores do bairro Vila Nova reclamam de discriminação
Moradores comemoram a chegada do asfalto em todo o bairro: acabou poeira e a lama
11:03   17 de Março, 2017

Edemar Savariz e Cátia Brito
Mato Grosso do Norte

O bairro Vila Nova surgiu em consequência da invasão de duas áreas particulares, hoje bairros Jardim Imperial e Novo Horizonte. Estas invasões se deu porque os moradores não tinham como arcar com o preço do aluguel ou compra de uma área para construção de suas residências. 
Com isso o prefeito da época, fez a doação desta área aos moradores, que se encontrava longe do perímetro urbano. Assim em junho de 1988, há aproximadamente 29 anos, surgia o bairro Vila Nova, com nenhuma oferta de infraestrutura, pois não era fruto de um Projeto Habitacional. Em 2008, através da Lei nº 1.618/2008, o bairro foi denominado oficialmente como parte do perímetro urbano de Alta Floresta e desde então os moradores podem contar com suas propriedades legalizadas.
Daiane de Oliveira Pinheiro, presidente da Associação de Moradores, conta que vive no bairro há 27 anos e que está a pouco tempo à frente da associação. “Vai fazer dois meses que estou na presidência e desde que nasci eu vivo aqui no bairro. Para mim, é um ótimo bairro para morar, tem toda infraestrutura, mercado, padaria, loja de confecções, clube de mães, creche, escola e posto de saúde”, disse Daiane.
A presidente conta que um dos maiores problemas administrativo da associação é financeiro. “Assumi a associação com dívidas que giram em torno de 4 a 5 mil reais. Estamos lutando para pagar, todo mês a gente está pagando um pouquinho. Parece pouco, mas é bem alto para quem não tem nada em caixa”, complementa. 
Para a presidente, um dos maiores problemas da população do Vila Nova é a discriminação. “Nosso bairro não deveria ser discriminado. Aqui tem muita gente que trabalha, ganha seu dinheiro honestamente, paga suas contas em dia. Muitas coisas que acontecem na cidade a culpa cai sempre no Vila Nova e não é assim. Hoje a violência está em todos os bairros da cidade, não podemos discriminar somente o Vila Nova”, enfatiza.

 “Temos que mudar essa mentalidade. Aqui é um bairro igual aos outros.  Tem muita gente que vem do centro, visitar um amigo que mora aqui,  conhecer o bairro e ninguém mexe. É um bairro tranquilo, bom de morar  e formado pela maioria de pessoas decentes”, complementa. 
 Daiane conta que a associação também faz um trabalho social com os  moradores. “Sempre que alguém aqui do bairro precisa de alguma ajuda, de alimentos, remédios, parte financeira ou com doenças, nós da associação sempre procuramos resolver esses problemas dos moradores. A associação não é somente a estrutura da sede, quem faz parte da associação são os moradores”, disse a presidente.

“Apesar da discriminação que tem, eu gosto muito do bairro. Aqui todos se respeitam, os vizinhos se dão super bem. Um ajuda o outro, é raro quando alguém pedir ajuda fora, porque a gente procura resolver os problemas dos moradores aqui no bairro mesmo”, enfatiza. 

ÁREAS PÚBLICAS - A presidente cobra da administração municipal a limpeza das áreas públicas. “Todo mês a gente cobra da prefeitura a limpeza das áreas públicas. Acredito que a prefeitura deveria dar uma atenção melhor nesta área. A entrada do bairro está suja, mato e precisando de limpeza”, cobra a presidente
ASFALTO – Juntamentecom todos os moradores do bairro, a presidente comemora a vinda do asfalto. “O asfalto mudou o bairro. Não tem poeira, lama. O único problema são as avenidas que não tem quebra-molas e podem ocasionar acidentes, mas o bairro ficou muito melhor e harmonioso”, comemora. 
A presidente lembra que mesmo estando no projeto, parte da rua Orlândia ficou sem asfaltar. “Infelizmente ali vai dar trabalho. Porque se passar o rolo-compressor a casa do Gaúcho Poceiro não resiste e vai cair. Ainda não se tem uma definição de como vai ser resolvido esse problema. A prefeitura tem que verificar o que deverá ser feito para resolver esta situação”, conta Daiana.
“Pelo que a gente sabe, fica mais caro tirar aquela pedra e fazer uma casa para ele do que fazer o asfalto. O asfalto naquela rua não saiu por causa da casa do Gaúcho Poceiro. Os vizinhos tem medo de fazer o asfalto e cair a casa dele. Pode ser que não caia na hora, mas pode acontecer de dar rachaduras e a casa cair futuramente, é uma casa totalmente sem estrutura”, enfatiza. 

 

 Morador do bairro desde a fundação, José Francisco Praxedes, disse  que o Vila Nova é um ótimo bairro para morar. “Eu gosto daqui. Tem  muita gente que difama o bairro, mas pra mim não tem lugar melhor.  Não troco esse bairro por qualquer outro lugar na cidade”, disse o  morador.
 Na opinião do morador, o maior problema do bairro e a questão da  saúde. “Falta médico e os moradores tem que procurar a Policlínica  para conseguir remédios. Isso acaba sendo um grande transtorno para  a população. Outro problema, é a discriminação que o bairro tem na  cidade e esse preconceito tem que acabar”, finaliza José Francisco.

 

 

 

 

 O empresário André Lima de Souza, conta que o Mercado Moreira  começou as atividades no bairro Vila Nova no ano de 1991 e que a  partir deste primeiro empreendimento, no ano de 2010 foi inaugurado no  bairro Cidade Alta, a loja Moreira Magazine. 
 “O bairro Vila Nova sempre foi a minha casa. Desde os 7 anos de idade  que moro aqui, conheço todo mundo, tem muita gente boa. Na minha visão não é como as pessoas falam, que tudo o que acontece de ruim vem do bairro Vila Nova. Coisas erradas tem em todos os bairros, para mim este bairro é 100% e os moradores são decentes”, disse o empresário.
Para André, o bairro tem toda a infraestrutura. “Praticamente todo asfaltado, tem um comércio forte. Na minha visão, falta uma farmácia, acredito que se algum empresário montar uma farmácia no bairro teria boa clientela e daria um ótimo retorno”, finaliza. 

 

 

 
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