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Empaer debate diretrizes para 2017
Encontro foi realizado em Alta Floresta na sexta-feira
09:03   20 de Março, 2017

Cátia Brito
Mato Grosso do Norte

Foi realizado na sexta-feira, 17, no auditório do Museu de História Natural de Alta Floresta, um encontro entre representantes da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural - Empaer e associados do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso - Sinterp-MT da região norte do estado, para debater as ações que serão realizadas em 2017.
O presidente, Layr Mota da Silva, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Engenheiro Florestal Rogério Monteiro Costa e coordenadores de municípios da região da Empaer, além do  presidente do Sinterp-MT, Gilmar Brunetto, estavam entre os presentes.
Leocir José Dellani, coordenador geral da Empaer na região norte, fez um breve relato das ações realizadas em 2016 na reunião e falou das perspectivas para 2017. “A nossa região é compostas por 14 escritórios distribuídos nos municípios. A nossa função é levar assistência e extensão rural ao pequeno produtor. Estamos aqui debatendo de que forma seremos mais objetivos, e como obteremos mais resultados. Este ano, tivemos a satisfação do governo federal estar nos autorizando a chamar mais 115 técnicos concursados para que possamos fortalecer nossa equipe. No  momento, estamos com dificuldades técnicas, mas segundo o presidente estas pessoas já serão chamadas na próxima semana e passarão por um treinamento de 30 dias para se integrar a equipe e começar a dar a assistência necessária”, disse Leocir.

O concurso para os técnicos foi realizado em 2014, em 2016 foram chamados 220 e em 2017 serão chamados mais 115 para compor o quadro de funcionário que estava defasado.
Para Gilmar Brunetto, presidente do Sinterp, o número ainda é insuficiente. “O governo autorizou chamar mais 115 aprovados do concurso realizado em 2010, nós precisamos chamar mais porque o estado tem 104 mil agricultores. Com os novos técnicos vamos ter quase 400 profissionais no campo, o que ainda é muito pouco, precisamos no mínimo de 800 profissionais para atendermos 70% dos agricultores familiares”, explica Gilmar.
Ele aproveita para explicar que o sindicato tem o entendimento que a Agricultura Familiar é um grande negócio, uma grande indústria. Porém envelhecida, mal remunerada, com serviços penosos. 
“Nosso sindicato entende que para a Agricultura Familiar ser sustentável e competitiva, tem que ser desenvolvida de forma associativa, não importa qual modelo, o associativismo deve ser entendido, e para isso, é preciso que a assistência técnica, a extensão rural e a pesquisa levem as informações com muita competência e com mais profissionais capacitados. Além disso, precisa agregar valor a produção, pois hoje individualmente poucos agricultores tem condições de montar sua própria agroindústria, por ser muito caro”, explica Gilmar.
Gilmar ainda explicou que estão sugerindo ao governo um informe publicitário, que ressalte a importância de se associar, de explorar coletivamente, de adquirir equipamento em conjunto para diminuir os custos. Desta forma, incentivar os filhos destes agricultores a permanecerem no campo. 
“Outro fato que estamos sugerindo é a discussão da agricultura familiar, pois a partir dela o consumidor adquire um produto limpo, além disso, nossos trabalhadores precisam ganhar um lucro real”, disse Gilmar.
Finalizando, o presidente do Sinterp fala das perspectivas da sindicato. “Queremos dialogar com os filiados, para que possamos com, as ideias de todos, tomar providências. Nossa esperança também é que o governo cumpra o acordo que fez conosco em 2010, que pague a inflação, e que continue dando condições para que a Empaer possa funcionar. Temos novidades interessantes, com o repasse do Fethab com o percentual de 7-10% nossa agricultura familiar vai ter quase 30 milhões, no qual cerca de 10 milhões são destinados a Empaer. Esperamos que o foi debatido aqui possa ser colocado em prática”, finaliza Gilmar.

 
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