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Patrícia Poeta comemora boa fase na carreira e conta segredos da boa forma
Patrícia Poetadiz que não fica pensando no passado, no caso o ‘Jornal Nacional’, planeja aprender a tocar violão e garante ser boa de garfo
18:30   09 de Abril, 2017

GABRIEL SOBREIRA\ O Dia 

 Três anos depois de migrar do jornalismo para o entretenimento, Patrícia Poeta vive uma fase muito plena: ela tem um programa para chamar só dela, o ‘Caixa de Costura’, reality diário, às 19h, no GNT. “Não sou do tipo de pessoa que passou por algo e fica pensando naquilo. Pensando ou falando só do passado ou daquilo que quer fazer ou do que pode fazer. Curto o que estou fazendo, faço o possível e impossível. Sou dedicada desde a escola. Pego as duas mãos, fico muito focada no que estou fazendo. Não penso no que já fiz. Tenho orgulho. Penso: ‘Que bacana, já fiz isso e aquilo’. Não fico só pensando no passado ou no futuro. Penso no presente”, afirma a morena, quando perguntada se sente saudades da época que apresentou o ‘Jornal Nacional’, da Globo.

QUARENTONA

“Sou quarentona. Considero que estou em uma fase muito bacana, porque já tenho experiência no que faço, de vida. Ao mesmo tempo, bastante energia e vida pela frente. É uma combinação boa. Me sinto muito feliz. Tudo vem de dentro para fora”, comemora a gaúcha de São Jerônimo.

DINÂMICA DO PROGRAMA

Durante pouco mais de um mês, a jornalista precisou conciliar as gravações do ‘É de Casa’, da Globo, com a nova atração, que já finalizou. Em 20 episódios, Patrícia recebe em um ateliê três novos talentos da moda. O trio é desafiado em duas provas. A primeira é recriar peças clássicas e a segunda, criar uma peça do zero. E não bastasse isso tudo, os participantes ainda têm que correr contra o tempo e agradar o exigente gosto do júri profissional, formado pelos estilistas Isabela Capeto e André Lima. “Foi muito divertido conviver com o André e a Isabela. Cheguei a passar 12 horas praticamente confinada por causa das gravações. Tínhamos provas que demoravam de 1h30 até 3h de duração”, afirma.

Um dos diferenciais do ‘Caixa de Costura’ é que os episódios são individuais, ou seja, possuem início, meio e fim. O participante vencedor não segue para o episódio seguinte. “Se o telespectador não viu um episódio, não perde a ideia central do programa assistindo ao terceiro, depois o primeiro ou o último programa. E acho que é uma forma de mostrar mais talentos, já que estamos tentando ser uma vitrine de vários profissionais habilidosos”, defende.

EMOCIONADA

A apresentadora conta que se surpreendeu com o nível dos estilistas e também com as histórias que descobriu deles. Para ela, esse é um dos grandes baratos da profissão: conhecer histórias de vida. Além disso, Patrícia se emocionou diversas vezes. “Tivemos competidor que não terminou dentro do tempo e um outro competidor parou para ajudar. Eu fiquei emocionada! Quando vi que ele parou e cedeu a máquina porque a do outro tinha estragado, foi um gesto tão bonito. Aconteceu mais de uma vez. O comportamento lá dentro é também o comportamento no lado de fora”, acredita.

Ao longo dos 20 episódios temáticos, alguns chamaram a atenção de Patrícia, como o do baile de gala e fantasia. “O casamento também. Me surpreendeu muito ver as pessoas conseguirem em tão pouco tempo fazer um vestido de noiva”.

SEM DIFICULDADES

Pela primeira vez apresentando um reality show, a apresentadora conta que não sentiu dificuldades. Principalmente porque ela gosta de improviso, e isso ela pode exercitar muito durante o ‘Caixa de Costura’. “Gosto muito de falar de acordo com o que as pessoas falam comigo. O reality é um bom caminho, porque eu pergunto e, dependendo da resposta, rende uma pergunta, outro comentário. Desde o começo fizemos sem TP (teleprompter, aparelho em que o apresentador lê o roteiro do programa). Já sabia as regras, então o resto flui naturalmente”, diz.

FAMÍLIA E SURFE

A família tem um lugar muito importante na vida de Patrícia, que desde o fim do ano passado está separada do jornalista Amauri Soares, com quem se casou em 2001. Mãe de Felipe, de 15 anos, ela revela que aprendeu a surfar com o herdeiro. “Sempre fiz esporte com ele. Já jogamos futebol juntos, vôlei, tênis. O surfe nunca tinha praticado, e achei que só o faria na próxima vida. O Pipo (apelido de Felipe) é do tipo surfistão mesmo, acorda às cinco da manhã para pegar as ondas dele. Um dia, ele falou: ‘Mãe, tem que surfar comigo’”, recorda. Após o convite, Patrícia pensou na ideia e, como já estava malhando pesado, teve coragem de encarar o desafio. “Depois da primeira aula, o meu filho disse: ‘Sabe quanto tempo eu esperei por esse momento? Cinco anos para ver você surfando comigo’”, lembra. Agora, eles fazem viagens de surfe, e sempre que estão em alguma cidade para visita cultural aproveitam para pegar onda juntos. “Agora entendo por que ele gosta tanto de surfar. É uma sensação muito legal de ficar em pé na prancha”, vibra ela, que tem uma nova meta para realizar: “Ainda falta aprender a tocar violão”.

“Sou boa de garfo. Como bem. Tem que aprender o que e quanto comer de cada coisa. É uma lição”Patrícia Poeta

MAGRINHA

Para quem ainda estranha a silhueta fininha da apresentadora, ela dá a receita da boa forma: faz aulas de musculação três vezes por semana, além do surfe. A alimentação também é motivo de muita atenção. Há dois anos, ela passou por uma reeducação alimentar e garante que come de tudo, inclusive doces. Mas de forma equilibrada. “Sou boa de garfo. Como bem. Tem que aprender o que e quanto comer de cada coisa. É uma grande lição. Não deixo de comer o que tenho vontade. Sigo a lei da compensação, mas é proibido proibir. Se comi um doce aqui, dou uma maneirada ali”, indica ela, que faz suspense sobre o peso. “Pula essa”, ri.

CASA DOS OUTROS

Há dois anos no ar com o ‘É de Casa’, da Globo, onde divide a apresentação com Zeca Camargo, Cissa Guimarães e Ana Furtado, Patrícia faz um balanço positivo da atração. “É muito bacana. As coisas que mais curto é poder visitar a casa das pessoas. Adoro! São muito carinhosas com a gente e sempre preparam o café. Chego lá para falar sobre um assunto e conversamos sobre outros. Temos horário para chegar, mas não para sair. É uma festa só”, diverte-se. Em dose dupla no ar, Patrícia não sabe se o ‘Caixa de Costura’ terá uma segunda temporada. “Estou aqui para novos desafios, novos projetos, conhecer mais gente, outros lugar, ajudar pessoas e me sentir útil profissionalmente. Isso é o que me move”, atesta.

 

 
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