Jornal MT Norte
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Quatro dias após a eleição, motorista da prefeitura abastece caminhonete e tira nota no CNPJ de campanha de Edinho Paiva
Ex-candidato fala em armação e diz que objetivo foi lhe prejudicar na prestação de contas
10:50   10 de Abril, 2017

Reportagem
Mato Grosso do Norte

O fato inusitado, inerente a campanha eleitoral do ano passado, veio à tona na semana passada em Alta Floresta. O empresário Edinho Paiva, que foi candidato a prefeito pelo PSC, foi notificado pela Justiça Eleitoral a dar explicações sobre uma nota fiscal emitida no CNPJ de sua Candidatura, no dia 5 de outubro de 2016, quatro dias após a eleição. Antes de ser notificado pela justiça, ele alega que não tinha conhecimento da existência nota.
A nota é do posto Petrotelis Comércio de Petróleo Ltda- G-3. Localizado na rodovia MT-208, próximo a cidade de Carlinda, no valor de R$ 280,00, proveniente do abastecimento de 74 litros de diesel S10 em uma caminhante Triton, ano 2015, da secretaria municipal de Saúde da prefeitura de Alta Floresta, conduzida por um motorista identificado como Pedro.
O ex-candidato Edinho Paiva, indignado com o ocorrido, disse que irá exigir investigação para que esse fato seja esclarecido. Ele acredita que o objetivo foi lhe prejudicar. “Até agora não consigo entender porque esse cidadão, quatro dias depois da eleição, abasteceu esta caminhonete da secretaria de Saúde de Alta Floresta, pagou com seu cartão pessoal e usou o CNPJ de minha campanha. O que fica claro é que foi uma armação para me prejudicar na prestação de contas de minha campanha, para me deixar inelegível”, enfatiza Edinho.

O empresário disse que sempre deixou claro que tem um projeto político e sua candidatura a prefeito de Alta Floresta na eleição de 2016, seria apenas a primeira etapa deste projeto. E isto, pode ter despertado o interesse de pessoas ligadas à grupos políticos, de quererem inviabilizar sua pretensão. Para ele, o provável é que Pedro teve ajuda de alguém para cometer este ato, que se configura como um crime eleitoral.
“Após o ocorrido, passei por este mesmo posto e fiz um teste com o frentista que me atendeu. Depois de abastecer o meu carro, pedi que ele emitisse uma nota em nome da secretaria de Saúde da prefeitura de Alta Floresta. E o atendente respondeu que eu teria que ter identificações. Senão, não podia fazer a nota. Se não podia para mim, como pode para fazer no meu CNPJ, sem a minha autorização?”, questiona Edinho.
Em função disto, o empresário não descarta a possibilidade de Pedro ter sido usado por alguém da prefeitura de Alta Floresta e com a ajuda de alguém do próprio posto de combustível, para abastecer a caminhonete usando o CNPJ de sua campanha eleitoral. A funcionária que atendeu o motorista foi identificada como Ana Dazinger.  
Edinho assegura que fez a defesa para a justiça eleitoral, mas até agora suas contas de campanha estão paradas e ainda não foram aprovadas.  Para ele, quem armou esse fato, pretendeu induzir a justiça ao erro, com o fito de lhe prejudicar.   No entanto, ele espera que a interpretação do juiz eleitoral seja no sentido de que ele não iria produzir algo contra si mesmo, que traria consequência, e que poderia resultar na rejeição de suas contas de campanha.
“Provamos na minha defesa que não fiz isto. Identificamos o carro, sua propriedade, o motorista e o posto onde o fato aconteceu. Agora, vou exigir uma investigação para que esse cidadão possa falar perante as autoridades competentes, quem lhe mandou fazer isto, quem lhe ajudou e quais os motivos. Não podemos aceitar este tipo sujo de política em Alta Floresta, de armação para derrubar os outros! O motorista sabia o que estava fazendo!”, afirma

 
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