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Desejo antigo
No ar em “Os Dias Eram Assim”, Letícia Spiller fala sobre estrear em uma trama das onze
10:53   23 de Junho, 2017

Anna Bittencourt
TV Press

Para Letícia Spiller, trabalhar é a melhor forma de se manter em movimento. E disso, ela entende. Desde que apareceu na tevê como a paquita Pituxa Pastel, em 1989, no “Xou da Xuxa”, ela não parou mais de trabalhar. Com quase 20 novelas no currículo desde então, ela afirma que é movida por bons personagens e pela chance de reciclar e fazer coisas diferentes na teledramaturgia. Por isso, não hesitou antes de aceitar o convite para viver a decidida Monique, de “Os Dias Eram Assim” - ainda que tenha emendado as gravações da novela com o fim de “Sol Nascente”, onde deu vida a Lenita. “A vontade de estar em uma história das onze era antiga. Acho que esse tipo de folhetim apresenta uma linguagem nova, diferente, mais direta”, justifica ela, dizendo que o período mais curto desse tipo de produção - cerca de 90 capítulos - também foi um diferencial. “Depois disso vou tirar férias. Mas só até o final do ano. Gosto muito de estar na tevê”, jura. 
    Na história de Ângela Chaves e Alessandra Poggi, Monique é ex-miss Arpoador e leva uma vida leve ao lado do marido Toni, interpretado por Marcos Palmeira. “Ela tem uma leveza muito grande, mas acaba ficando refém das escolhas que fez. E, por ser muito vanguardista, acaba rompendo com tudo”, conta. Insatisfeita com a inércia de Toni, ela larga tudo e cai no mundo e nos braços de Chico, defendido por José Loreto. “Ela quer um tempo para respirar e conhecer novas culturas. Tanto que volta querendo retomar a relação”, defende Letícia. 
Apesar de “Os Dias Eram Assim” retratar um período triste na história do Brasil - a ditadura militar -, a atriz ressalta a importância desse tema ser abordado por uma novela. “Sofremos, até hoje, o reflexo do que passamos naquela época. A disparidade social, a falta de educação, o descaso com a saúde, tudo vem daí”, acredita. Ainda que esteja no pano de fundo da história, ela defende tocar em assuntos que permeavam a época. “A mulher tinha um papel muito coadjuvante. Foi naquele momento que elas foram se apropriando do lugar delas na sociedade”, ressalta.
Em sua primeira novela das onze, Letícia conta que não se assustou com o tom mais sensual das tramas desse horário. Pelo contrário, ela jura ter achado bom a densidade real de um relacionamento maduro. “Achei um barato fazer. Foi superadulto e com uma elegância que deu gosto de ver”, defende a atriz. Dona de um corpo invejável às vésperas de completar 44 anos, Letícia comemora a maturidade. “Estou na melhor fase da vida. Os 40 dão poder de escolha, saber o que quer da vida e o corpo está todo em cima. Mas espero aceitar a velhice na boa. Imagino que serei uma velhinha ativa”, diverte-se. 

 

Sem parar

Natural do Rio de Janeiro, Letícia está fazendo uma novela por ano desde “Salve Jorge”, de 2012. Ela garante que se acostumou a estar sempre no ar e admite que estranha quando está longe da rotina de gravações. Além disso, para ela, fazer tevê possibilita que ela possa abraçar outras áreas de sua carreira. “Vivo um momento em que acho que preciso abraçar todas as oportunidades, porque uma coisa gera a outra. E a tevê me dá respaldo para produzir cinema e teatro, que eu adoro”, confessa.
Mesmo atribulada com as gravações de “Os Dias Eram Assim”, ela acha espaço para se envolver em outras funções. Recentemente, ela reestreou a peça “Dorotéia”, desta vez, em São Paulo. “E também estou produzindo um filme, em fase de captação, e coproduzindo outro, que começo a rodar ano que vem. Vou sempre tocando várias coisas ao mesmo tempo”, diz, orgulhosa.

Instantâneas 

# Além de “Os Dias Eram Assim”, Letícia também pode ser vista na reprise de “Senhora do Destino”, no “Vale a Pena Ver de Novo”.
# Para manter o corpo no lugar, ela faz ioga e musculação. 
# A primeira novela de Letícia na tevê foi “Quatro por Quatro”, de 1994.
# Para a atual novela das onze, Letícia realçou o louro e platinou o cabelo.

 

 
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