Jornal MT Norte
Publicidade
         
      
         
Mira certeira
No ar em “A Fórmula”, Luisa Arraes celebra sucessos em sua aparição esporádica na tevê
15:11   07 de Julho, 2017

Anna Bittencourt
TV Press

Luisa Arraes é uma figura bissexta na tevê. Com poucos e pontuais trabalhos, ela se orgulha de acumular papéis marcantes e pouco convencionais por onde passou - nas séries “Louco Por Elas” e “Justiça” e na novela “Babilônia”. Agora, espera repetir o mesmo sucesso na recém-estreada “A Fórmula”. “Bons projetos são bem-vindos independentemente do formato”, aposta. Na série de Marcelo Saback e Mauro Wilson, ela interpreta um personagem duplo. Nos anos 1980 é Angélica, personagem que será defendida por Drica Moraes na fase adulta. Depois, dá vida a Afrodite, alter ego de Angélica que nasce após um experimento científico. “Todo mundo, em algum momento, já pensou como seria se o tempo voltasse atrás, se surgisse uma nova versão de si mesmo, mais jovem. E vamos brincar com isso”, explica.
A comédia gira em torno dos ex-namorados Angélica e Ricardo, interpretado por Kléber Toledo e Fábio Assunção, que se conhecem na faculdade de Biologia e se afastam após terem planejado uma vida juntos. Trinta anos depois, eles se reencontram e ela se frustra por ver o desapontamento de Ricardo, que espera reencontrar a mesma mulher que ficou no seu imaginário. Angélica, então, decide ser cobaia do próprio experimento. “Nos anos 1980, é uma história romântica. E depois a Afrodite já tem todas as paranoias criadas pela Angélica. É uma outra mulher, que acaba se tornando rival da sua versão do futuro”, adianta. 
Gravados em pouco mais de dois meses, os oito episódios de “A Fórmula” tiveram uma preparação que começou bem antes. Luisa saiu na frente, quase sem querer. “Comecei a estudar a Drica quando decidi seguir a carreira de atriz. Ia nas peças dela. Quando soube que ia dividir com ela pensei: já pratico isso há anos”, conta, orgulhosa. Mas, assim que foi convidada pela diretora Flávia Lacerda, que divide a assinatura da produção com Patrícia Pedrosa, começou um trabalho de preparação junto com Drica. “Tudo que ela fazia, eu fazia. E vice-versa. Fomos pegando os trejeitos por osmose”, jura. 
Além da intensa convivência que fez com Drica, das leituras com os autores e do trabalho com as diretoras, Luisa também recorreu ao cinema para se preparar para viver a dobradinha de Angélica e Afrodite. Obras do cineasta espanhol Pedro Almodóvar e o filme estadunidense “A Morte Lhe Cai Bem”, de Robert Zemeckis, foram suas maiores referências. “Foi muito bom para pegar o tom da comédia que a gente queria”, analisa. Passado o momento de se integrar à atuação da parceira de cena, para Luisa, a maior dificuldade foi gravar em plano-sequência. “A equipe toda precisa estar bem atenta. E, se tiver algum erro, não podemos parar”, justifica.

 

Múltiplas vertentes

Natural do Rio de Janeiro, Luisa é filha do diretor Guel Arraes e da atriz Virgínia Cavendish. Por isso, a vontade de trabalhar com as câmeras cresceu junto com ela. Depois de algumas participações no cinema e na tevê, estreou na tevê em “Loucos Por Elas”, série exibida pela Globo. “Ao mesmo tempo que sempre tive esse desejo, ele também aconteceu de forma natural. Não procurei muito, as coisas sempre foram acontecendo”, diz, de maneira humilde. Apesar de ter estreado na tevê em 2012, a atriz se tornou conhecida do grande público ao interpretar a romântica Laís em “Babilônia”. Logo depois, veio o convite para “Justiça”. “Fiz personagens variados e isso me motiva muito. É bom que uma coisa dá descanso para a outra”, diverte-se.
Cada vez mais adepta de formatos diversos na tevê, Luisa garante que fazer novela teve um gosto especial na sua carreira. “Nunca me imaginei e, quando vi, estava lá. Ficou uma lembrança boa, de parcerias maravilhosas”, celebra. Apesar disso, ela não cogita largar os palcos. No próximo mês, estreia uma releitura de “Grande Sertão: Veredas”, de Bia Lessa, no Rio de Janeiro, e deve viajar pelo país em cartaz. “Amo teatro. É de onde vim e para onde vou”, jura.

Instantâneas

# Para “A Fórmula”, Luisa cortou os cabelos bem curtinhos.
# O primeiro trabalho dela no cinema foi em “Lisbela e O Prisioneiro”, de Guel Arraes.
# Luisa confessa que tem vontade de fazer parte de alguma produção na tevê fechada.
# Para o próximo ano, ela antecipa que estará em um folhetim. 

 

 

 

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte