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Indea começa identificação da madeira em Cuiabá
13:07   24 de Julho, 2017

Reportagem\ Mato Grosso do Norte


O trabalho de identificação da madeira voltou a ocorrer na quarta-feira, 19, no posto do Distrito Industrial em Cuiabá. A reinauguração do local aconteceu na mesma data. A medida contraria as indústrias madeireiras de Mato Grosso e o próprio governo, que pretende revogar a determinação.

 O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone e o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, durante a inauguração, afirmaram que no âmbito estadual, tudo o que puder ser feito para reverter a identificação, será feito sob a análise de que a lei é antiga e não traz nenhum benefícios.

O governador Pedro Taques, segundo informações, tentou postergar o início da fiscalização, mas como a determinação é da justiça, nada pode ser feito.

O pleito do setor de base florestal feita ao governador, é para que a identificação seja optativa, como já foi manifestado ser o desejo dos madeireiros em reunião com o governador e deputados em maio deste ano.

Para empresários do setor madeireiro da região de Alta Floresta, representados pelo Simenorte- Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso, a classificação é um medida inócua, que somente acarretará em transtornos para os empresários e custos para o governo. A classificação é para identificar se o tipo de madeira que está na guia de transporte é a mesma que está na carga.  Mato Grosso é o único estado que tem a classificação da madeira, o que faz produto perder competitividade no mercado, alegam os empresários.

 Estas exposições foram feitas por madeireiros da região de Alta Floresta ao governador Pedro Taques, em reunião realizada no município no dia 12 de junho. Na oportunidade, diante das argumentações do empresários, Taques prometeu uma solução para o problema.

Além de não agregar valores e não ter eficiência, os madeireiros enfatizam também que a classificação causará transtornos, porque o Indea não tem estrutura para realizar com agilidade o serviço. As cargas de madeiras terão que ficar paradas por muitas horas em Cuiabá, aguardando a sua vez de passar pela fiscalização.  

 No primeiro dia de trabalho, o Sintap - Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso- recebeu a informação que, no local - apesar de o trabalho ter começado às 6h - até 10h30, nenhum policial militar estava de plantão no posto para dar suporte de segurança ao trabalho.

 Outro problema apontado é relativo à limpeza. O banheiro, nesse horário, já estava fedendo pelo uso. “Parece pouco, mas, em um posto que funciona 24h, é preocupante não ter informação de como será feita a limpeza, uma vez que os servidores não podem parar seu trabalho para fazer este que não lhes compete”, avaliou Francisco Borges, vice-presidente do Sintap.

 O responsável pelo posto será o Agente Fiscal Estadual de Defesa Agropecuária Florestal I (Afedaf), Valmon Lucas Dida. O grupo vai trabalhar em três turnos de duas pessoas cada e de três na madrugada. (Com informações da assessoria do Sintap). 

 
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