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Encontro mostra potencial de Alta Floresta como nova fronteira agrícola
Região conta com uma área de 6 milhões de hectares agricultáveis, com potencial para se transforma na maior fronteira de produção de grãos no Centro Oeste
13:20   06 de Outubro, 2017

Reportagem
Mato Grosso do Norte

Foi aberto na tarde de ontem em Alta Floresta, o 1º Encontro sobre a Expansão da Fronteira Agrícola no Extremo Norte Mato-grossense. O evento que é realizado pela prefeitura de Alta Floresta, acontece em uma tenda montada no pátio da prefeitura e a previsão é que seja encerrado no final desta sexta-feira. O objetivo é mostrar a expansão da produção de grãos no extremo norte do Estado. 
Diversas autoridades participaram da abertura do encontro. Estavam presentes o prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra, o presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, Emerson Machado, a prefeita de Carlinda, Carmem Martines, vereadores de Alta Floresta, secretários municipais, representantes dos municípios e de entidades ligadas ao setor agrícolas.
Em seu pronunciamento, o prefeito Asiel Bezerra, disse que a macroregião de Alta Floresta tem um grande potencial para produzir e se transformar na mais importante fronteira agrícola do Centro-Oeste. “Estamos realizando este primeiro encontro para mostrar para a população a importância que tem a grande região de Alta Floresta no cenário agrícola”, observou. 
“Temos 6 milhões de hectares agricultáveis e podemos expandir o agronegócio sem precisar agredir o Meio Ambiente. Também estamos mais próximos dos portos de Miritituba (PA) e nossas terras são boas. Tem áreas que produzem até 80 sacos de soja por hectares”, disse. 
“Ariosto da Riva escolheu esta região porque sabia que as terras eram boas e temos potencial para produzir alimentos para o mundo”, completa.    
O prefeito citou a ferrovia Ferrogrão, que visa consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte. A ferrovia conta com uma extensão de 1.142 km, conectando a região norte de Mato Grosso ao Estado do Pará, desembocando no Porto de Miritituba. Os investimentos previstos com empreendimento são de R$ 12,6 bilhões.
Segundo o prefeito, o Ministério da Agricultura anunciou que a ferrovia será leiloada até no final do ano e que têm várias grandes companhias interessadas em investir no projeto. 
Aliando à BR-163, conforme o prefeito, a ferrovia irá contribuir para tornar a produção da macrorregião de Alta Floresta, mais competitiva no mercado internacional.  

“O que precisamos é que o governo conclua o asfalto da BR-163, o trecho entre Carlinda e Guarantã do Norte com a ponte no Rio Teles Pires, para viabilizar a logística de escoamento da produção pelos portos do Pará”, observou o prefeito. 
O presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, Emerson Machado, disse que é bom ver o crescimento do município acontecendo, através da expansão na produção de grãos. Mas é preciso que o governo faça as obras de logística para o escoamento dos produtos. 
Nova fronteira agrícola - A nova fronteira agrícola de Mato Grosso e do Brasil possui uma área total ocupada por pastagens de mais de 6 milhões e 500 mil hectares, dos quais aproximadamente 2 milhões de hectares foram convertidos em áreas de pastagens cultivadas em Latossolo.
Um levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) mostra que a nova fronteira agrícola representa 7% da produção de soja do Estado de Mato Grosso e desponta com uma projeção de crescimento de 12% para a safra 2021/2022, representando um incremento de 100% na produção de soja na região Norte e de aproximadamente 55% na produção do grão na região Noroeste.
Como pólo regional, o município de Alta Floresta possui uma área de quase 300 mil hectares de agricultura e pastagem e outras duas áreas, que somadas totalizam 172 mil hectares de solo exposto e vegetação degradada, passíveis de preparação para reestabelecer a alta capacidade de produtividade.
O crescimento da área cultivada de uma safra para outra mostra o potencial de expansão da agricultura no município de Alta Floresta e isso tem motivado os agricultores a investir em tecnologia de ponta para atingir bons índices de produtividade.
Num comparativo feito pela Secretaria Municipal de Agricultura sobre a produtividade das safras 2015/2016 e 2016/2017, Alta Floresta apresentou um crescimento no plantio de grãos de 50%, totalizando uma área cultivada de mais de 16 mil hectares. O crescimento no plantio do arroz foi de 30%, enquanto o milho chegou a 173% de expansão. Em um ano a área plantada teve um aumento de quase 85%, saltando de 16 mil hectares na safra 2015/2016 para quase 28 mil hectares na safra seguinte.
Programação - Nesta sexta-feira, 6, a programação do encontro começará às 08h30min, com a recepção do público e das autoridades, e início da palestra sobre os desafios da fertilidade do solo de Alta Floresta para a nutrição adequada de plantas. A palestra será ministrada pelo engenheiro agrônomo, professor Dr. Gustavo Caione, da Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT).
Após o intervalo, o ciclo de palestra será retomado com a palestra sobre a expansão da agricultura em áreas de pecuária. O tema será explanado pelo engenheiro agrônomo e mestre em ciências e pastagens, Murilo Saraiva Guimarães.
O tema integração lavoura -pecuária será amplamente explanado na palestra do senhor Mário Wolf, da Fazenda Gamada de Alta Floresta.
O Secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, vai falar sobre políticas agrícolas, créditos, comercialização, seguro e logística na primeira palestra do período vespertino. E encerrando o ciclo de palestras do encontro, o Superintendente Regional do Banco do Brasil, Marcos Bankow, ministrará a palestra sobre soluções de crédito para o agronegócio. Os participantes poderão perguntar e debater o assunto.

 
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