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Hospitais de Colíder e Alta Floresta irão diminuir demanda de atendimentos
Os os primeiros atendimentos serão feitos pelas prefeituras locais
13:25   06 de Outubro, 2017

Assessoria 
SES MT 

A partir de 9 de novembro, os serviços de prontos-socorros nos municípios de Colíder e Alta Floresta receberão os pacientes encaminhados, após serem classificados e regulados pelos Núcleos Internos de Regulação dos Hospitais Regionais. Os primeiros atendimentos serão da responsabilidade das prefeituras locais. 
Apenas pacientes encaminhados por outros hospitais, ambulatórios de especialidades, Unidades Básicas e serviços de resgate serão atendidos na emergência dos Hospitais Regionais.
Atualmente, as unidades funcionam dentro dos hospitais regionais das duas cidades. O prazo foi definido por meio da Portaria nº 140 da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que prorrogou em 90 dias o prazo fixado inicialmente a pedido dos prefeitos que pediram mais tempo para assumirem os atendimentos que devem ser referenciados pela atenção básica.

Com a medida, irá diminuir a superlotação nestes hospitais, que recebem usuários com pequenos machucados, febre, dores musculares, que deveriam ser atendidos na rede básica do município. Em Colíder, o diretor do hospital regional, Elisandro Nascimento, estima que nas horas de pico – início da manhã e final da tarde – entre 70% e 85% dos atendimentos são para usuários que poderiam ser atendidos na rede básica (Unidades básica da saúde, pronto-atendimento etc).
“O hospital atende a emergências do Corpo de Bombeiros e a moradores referenciados de seis municípios da região. Com o pronto-socorro funcionando fora da unidade, vai melhorar o fluxo da emergência e isso também irá significar uma economia de cerca de R$ 200 mil”, observou Nascimento.
Alta Floresta - No hospital regional de Alta Floresta a situação não é diferente de Colíder em relação ao atendimento de usuários que deveriam ser atendidos na rede básica do município. O regional atende a seis municípios da região, mais o Sul do Estado do Pará e realiza por mês, em média, 450 internações e 240 cirurgias.
“Em média são atendidas de 100 a 110 pessoas por dia e, desse total, de 5% a 10% são da emergência. A maior parte é de usuários da atenção primária. Com o município assumindo o pronto-atendimento, vamos nos dedicar a fazer melhor aquilo que é a vocação e a obrigação do hospital, que é fazer cirurgia e, com isso, a fila irá diminuir”, disse o diretor do hospital, José Marcos da Silva.
O foco dos Hospitais Regionais é nos atendimentos secundários, urgência e emergência, além de ofertar a capacidade de cirurgia eletivas e atendimentos no qual a Unidade Básica não conseguir resolver, e hoje estão sobrecarregados com atendimentos primários, não tendo a resolutividade necessária no sistema.
“Neste momento precisamos do apoio e a compreensão da população, para que procurem e usem as Unidades Básicas de Saúde, e, quando houver necessidade, as pessoas serão encaminhadas para os Hospitais, em caso de emergência e urgência, a unidade do Corpo de Bombeiros Militar deve ser acionada e será direcionada ao Hospital Regional. Não vamos deixar de prestar nossa assistência, não vamos atender menos, mas atender melhor", afirmou Cassiano Falleiros.

 
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