Jornal MT Norte
Publicidade
         
      
         
Profissionais da Educação cobram apoio contra ampliação de jornada
Profissionais não aceitam ampliação de jornada para 40 horas semanais
11:48   25 de Outubro, 2017

Reportagem
Mato Grosso do Norte

Trabalhadores da rede municipal de Educação de Alta Floresta, que lotaram a Câmara Municipal na sessão desta terça-feira, não aceitam a ampliação da jornada de trabalho da categoria de 30 para 40 horas semanais. A afirmação é da presidente em exercício da sub Sede do Sintep no município, Ilmarli Teixeira. 
De acordo com Ilmarli, na audiência pública realizada no dia 29 de setembro para a apresentação da LOA –Lei orçamentária Anual e apresentação da gestão orçamentária do segundo quadrimestre de 2017, o promotor de justiça da Comarca de Alta Floresta, Dr. Daniel Carvalho, sugeriu como uma das soluções possíveis para diminuir os gastos com a folha salarial, o retorno da jornada de 40 horas para os servidores.
A sindicalista explica que a jornada de 30 horas semanais é uma conquista da greve de 2015, tutelada pelo tribunal de Justiça de Mato Grosso. “Não vamos aceitar retrocesso de direitos dos trabalhadores adquiridos. Existem ainda na Educação uma minoria com jornada de 40 horas, mas o que o Ministério Público está propondo é um retrocesso que não aceitaremos”, frisou.

A presença dos profissionais da educação na Câmara Municipal nesta terça-feira, segundo Ilmarli, foi para cobrar apoio dos parlamentares para a manutenção dos direitos, principalmente com relação a jornada de trabalho.
“Protocolamos um oficio e tivemos a garantia de todos os vereadores que não vão votar nenhum projeto que reduza os direitos conquistados dos trabalhadores, sem antes dialogar conosco”, disse.
A ampliação da jornada dos trabalhadores da Educação só pode ser regulamentada através de projeto de lei do Executivo municipal, com aprovação da Câmara. 
Sobre a greve da categoria, Ilmarli assegura que tem trabalhadores da Educação que ainda não receberam o salário do mês de setembro. Para encerrar a greve, disse que a categoria quer saber como ficam o pagamento dos salários dos meses de outubro, novembro e dezembro.
“Sem estas respostas não iremos encerrar a greve. Recebemos um comunicado para uma reunião nesta quarta-feira às 8 horascom a vice-prefeita e vamos ver qual a resposta que teremos”, disse.
Ela reclama também da falta de respostas por parte da secretária de Educação, Maria Iunar e do próprio prefeito. 
“Não temos respostas dos documentos que protocolamos. Desde janeiro que tentamos marcar para conversar com o prefeito Asiel e ainda não conseguimos”, enfatiza. 

 
COMENTÁRIOS
© Copyright 2014 Jornal Mato Grosso do Norte