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Secretário apela ao governo para mudanças do Hospital Regional ser postergada para 2018
População teme ficar desassistida com mudanças na forma de atendimento do hospital
12:25   10 de Novembro, 2017

Reportagem
Mato Grosso do Norte

A mudança no sistema de atendimento nos hospitais regionais já entrou em vigor desde o dia 9 de novembro. Com a mudança feita pelo governo estadual, o paciente que procurar o hospital regional só será atendido ser tiver sido classificado e encaminhado por uma Unidade de Saúde. 
A orientação é que a população procurem as Unidades de Saúde para serem atendidas. Segundo informações da direção do Hospital, em média são atendidas de 100 a 110 pessoas por dia e, desse total, de 5% a 10% são da emergência. A maior parte é de usuários da atenção primária. E com o município assumindo o pronto-atendimento, na argumentação do governo, é esse número seria reduzido e o hospital teria condições de fazer os atendimento que a Atenção Básica não consegue resolver.
“A população deve procurar as Unidades Básicas de Saúde. E quando houver necessidade, as pessoas serão encaminhadas para os Hospitais, em caso de emergência e urgência, a unidade do Corpo de Bombeiros Militar deve ser acionada e será direcionada ao Hospital Regional", afirma Cassiano Falleiros, subsecretário estadual de Saúde. 
Os primeiros atendimentos [a atenção primária] serão da responsabilidade das prefeituras. Apenas as pessoas encaminhadas por outros hospitais, ambulatórios de especialidades, Unidades Básicas e serviços de resgate serão atendidos na emergência dos Hospitais Regionais.

O hospital regional de Alta Floresta atende a seis municípios da região e em média, realiza 450 internações e 240 cirurgias por mês. 

A medida do governo visa a economia de recursos e diminuir a superlotação nos hospitais regionais. “Na verdade, o hospital regional está pedindo que a Atenção Básica faça a regulação dos pacientes. Uma febre e uma gripe, que não são doenças graves, não justifica ser atendido no hospital regional”, diz Adonis Pacheco, secretário de Saúde de Alta Floresta.
Apesar do clima de apreensão por parte dos moradores, o secretário de Saúde de Alta Floresta, afirma que a prefeitura não vai deixar a população desassistida. Segundo ele, todas as Unidades Básicas de Saúde do município estão funcionando com equipes. No entanto, as Unidade funcionam apenas até às 18hs.
“Vamos ter que ver como fazer, mas o atendimento será garantido. A solução mais viável seria terminar a UPA- Unidade de Pronto Atendimento- que passaria a atender a população”, disse.
Adonis, entretanto, afirma que protocolou um oficio no governo estadual, pedindo que o governo mude o sistema de atendimento somente a partir do ano que vem. Ele disse que a mudança começou por força da Portaria do governo, mas que está negociando para postergar a decisão. “Estou em Cuiabá, negociando com o governo para o adiamento. Se começar no ano que vem, temos tempo de concluir a UPA”, disse na manhã desta quinta-feira.
O secretário observa, no entanto, que há recursos dos municípios da região e de Alta Floresta, para custear os atendimentos feitos no hospital regional. “Os repasses do governo federal e estadual tem a participação de Alta Floresta e região”.

 
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