Jornal MT Norte
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Avançam negociações para construção de Hospital Universitário em AF
Terreno para construção já foi doado, agora só falta a aceitação por parte do Estado
12:32   17 de Novembro, 2017

Edemar Luiz Savariz
Reportagem MT do Norte

Aconteceu na última terça-feira, na Faculdade de Alta Floresta (FAF/FADAF), uma reunião da Comissão Pró-Costrução do Hospital Universitário de Alta Floresta. A reunião teve como objetivo informar como está o andamento do processo e reivindicar a aceitação por parte do Estado, da área onde será construído o hospital.
José Marcos, diretor do Hospital Regional de Alta Floresta e presidente da comissão, disse que a evolução dos trabalhos foi em relação ao terreno onde será construído o hospital. "O que nós evoluímos nesta campanha de construção do Hospital Universitário é em relação a doação do terreno onde será construído a obra, que será em frente ao condomínio Hamoa. O terreno conta com 55 mil metros quadrado", disse José Marcos.  
José Marcos informa que é preciso agilidade na transferência do terreno ao estado para que ele possa estar fazendo o projeto e, posteriormente, a construção do hospital. "É preciso que haja um planejamento do estado, juntamente com o Ministério da Saúde, porque em geral, as grandes construções cabem ao Ministério da Saúde, e o estado depois arca com a manutenção, como está sendo feito hoje", informa. 
Para José Marcos, após a construção do novo hospital, provavelmente o local onde hoje funciona o hospital regional, será devolvido para o município. "O local onde está o Hospital Regional está fora dos padrões para Hospitais Regionais. É necessário a construção desse novo hospital. O estado já tem essa atribuição, já faz parte da Secretaria de Estado de Saúde e tem orçamento previsto para os gastos do hospital, o que iria acontecer depois da construção do novo prédio é a mudança de onde funciona hoje o hospital regional para o novo local", disse José Marcos. 

O presidente da Comissão Pró-Construção do Hospital Universitário disse que a luta também é para que esse hospital esteja dentro dos padrões de um Hospital Universitário. "Outra questão é para que esse novo hospital tenha todos os requisitos para ser um Hospital Universitário. Vamos trabalhar em ter o melhor possível para a região, mas para que isso aconteça depende de se resolver uma série de pequenos entraves que são naturais e temos que enfrentar. Com a construção desse hospital ajudaria a habilitar mais facilmente o curso de medicina em Alta Floresta", conclui José Marcos.

DOAÇÃO DO TERRENO - Rodrigo Arpini, sócio-proprietário do Residencial Hamoa, disse que o grupo fez a doação do terreno para o estado e que espera uma resposta se ele vai aceitar ou não o terreno. "Nós fizemos a doação do terreno para a construção do Hospital Regional. Então, precisamos de uma definição se o estado vai aceitar este terreno. Pois, no início de 2018 iremos fazer nosso planejamento até 2019", disse Rodrigo. 
"A área que foi doada ao Estado para construção do hospital está diretamente ligada ao nosso planejamento por questão de localização. Essa indefinição afeta diretamente nosso planejamento, porque iremos definir o loteamento em frente ao Condomínio Hamoa onde está localizado esse terreno. Esperamos que se defina este entrave para que nós também tenhamos um norte a ser seguido”, enfatiza.
Rodrigo disse que depois desse processo, ainda teria o segundo passo que é a construção do Hospital Universitário e a definição dos prazos de término por parte do estado. 
FACULDADE DE MEDICINA EM ALTA FLORESTA - Outro assunto da reunião foi o Curso de Medicina em Alta Floresta. O diretor da FAF/FADAF, Professor Dr.º José Antônio Tobias, informou que está esperando abrir o edital para que o município possa se candidatar para estabelecer o Curso de Medicina.
“O MEC – Ministério da Educação –, abre a cada dois anos edital para municípios com mais de 50 mil habitantes, para que possam se candidatar para conseguir o curso de medicina. Depois desse processo, o MEC divulga os municípios que foram contemplados com o curso. Acontece que os dois últimos editais já fazem uns 5 anos. No Brasil inteiro, todos os municípios estão parados esperando abrir esse edital”, disse José Antônio Tobias.
O diretor da FAF/FADAF disse que outras cidades de Mato Grosso implantaram o curso de medicina. "As universidades Federais e Estaduais não precisam esperar abrir esse edital e fazerem parte deste processo, como ocorreu com os cursos que foram abertos em Sinop e Cáceres”, informa Tobias.

 
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