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Meirelles diz que país já saiu da recessão mas povo ainda não teve essa sensação
Ministro da Fazenda também afirmou durante entrevista que pode concorrer à Presidência da República em 2018
22:51   30 de Novembro, 2017

O DIA

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o  Brasil já saiu da recessão, mas que a população ainda não teve essa "sensação". A declaração foi feita durante uma entrevista ao canal GloboNews, em que o ministro falou de sua trajetória política e também confirmou a possibilidade de se candidatar a Presidência em 2018. 

"Eu acho que (o Brasil) já saiu (da recessão). Ainda não há essa sensação, mas se nós considerarmos que o Brasil teve uma queda de produto de 3,6% no ano passado e ano que vem pode crescer até mais do que 3%, é uma recuperação extraordinária num período de tempo muito curto", disse Meirelles, que ainda afirmou que a criação de 70 mil empregos em um mês "é muita coisa" em uma economia que anteriormente "destruía milhares de empregos por mês".

Meirelles também reforçou a necessidade de aprovação da reforma da Previdência na forma como o novo texto foi formulado pelo governo e afirmou que a ideia da proposta é garantir que a aposentadoria dos sistemas público e privado seja igual "a partir de um certo momento". Sem as mudanças no sistema previdenciário, destacou, o País "quebra, não aguenta". O ministro não citou prazos para o trâmite da proposta no Congresso Nacional.

Eleição

Questionado sobre a intenção de ser candidato a presidente da República em 2018, o ministro mais uma vez falou que há essa possibilidade, mas ponderou que uma candidatura depende das circunstâncias. "É uma possibilidade. Mas, como eu já disse, uma Presidência da República é uma questão de oportunidade e destino, não é um objeto de desejo."

O ministro repetiu que está concentrado em seu trabalho na Fazenda e em colocar o Brasil no rumo de crescimento. Além disso, ele falou que a agenda de um "ajuste duro" na economia mostra que ele está preocupado em cumprir sua função, e não com seu futuro político.

 

Quando perguntado sobre qual seria sua primeira atitude se fosse eleito, o ministro se esquivou. "Vamos deixar para pensar isso na hora certa", declarou.

Trajetória

Cotado pelo seu partido, o PSD, e por outras legendas como provável candidato em 2018, Meirelles falou sobre sua trajetória política durante a entrevista com o jornalista Roberto D'Ávila. Ele citou desde seu envolvimento no movimento estudantil até o convite do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser presidente do Banco Central, logo após ser eleito deputado federal por Goiás em 2002.

Ao falar de seu currículo, o ministro destacou que seus trabalhos sempre foram pautados em "entusiasmo, honestidade e verdade" e que assumir a Fazenda no governo do presidente Michel Temer (PMDB) foi o maior desafio da carreira.

Meirelles mais uma vez afastou envolvimento dos casos de corrupção no Grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, do qual foi presidente do Conselho de Administração. O ministro disse que não participou de nenhuma "confusão" e que não imaginava a ocorrência de escândalos na companhia. "Foi uma surpresa muito grande."

Com informações do Estadão Conteúdo

 
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