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Vigilância Ambiental não receberá mais pneus
11:30   06 de Dezembro, 2017

Reportagem
Mato Grosso do Norte

O coordenador da Vigilância Ambiental de Alta Floresta, Silvio Cardoso, informou na última segunda-feira, 4, que o município não receberá mais os pneus velhos em seu barracão localizado na Rua B.
Há dois meses a empresa responsável por fazer a retirada dos pneus não está atendendo ao município. A empresa justifica que as empresas que consomem estes pneus só irão atender a partir de fevereiro de 2018. 
Silvio explica que o barracão da Vigilância era provisório e acabou ficando definitivo e no momento está super lotado, por isso não será mais possível receber os pneus. “Temos em nosso barracão certa de três cargas de pneus a serem retiradas. Não somos responsáveis por manter este barracão, é simplesmente um acordo que fizemos para resolver um problema, mas como não estamos conseguindo carregar e despachar estes pneus para Cuiabá, estamos sem espaço no barracão e por esse motivo, a partir de hoje a Vigilância Ambiental não irá mais receber estes pneus porque não temos onde colocar”, explica.
O coordenador explica que o município é considerado um Eco Ponto e serve de referência a outros municípios quanto a destinação adequada dos pneus, mas o município em si não tem a obrigatoriedade de manter o barracão. “O ideal seria viabilizar um local em parceria com os comerciantes do ramo, pois quando o consumidor adquire um pneu novo o comerciante é obrigado a dar a destinação adequada ao velho. Como o barracão era para ser provisório é pequeno, não temos mais condições de receber os pneus, não é porque não queremos. Mas se recebermos vou começar a ter um problema aqui”, disse.
Silvio ainda explica que todos os pneus que estão no barracão são encaminhados para Cuiabá para o picadouro ou para a Votorantim Cimentos, que vai direto para caldeira para fazer a alimentação e queimação destes pneus. Eles não são reciclados.
PNEU - O pneu não é composto de materiais tão nocivos a ponto prejudicar o meio ambiente. No entanto, o formato do produto é bem propício para a proliferação de doenças, como a dengue. Além disso, somente no Brasil, 45 milhões de pneus são produzidos por ano e muitos pneus acabam sendo jogados em rios, o que aumenta a calha dos mesmos, podendo causar transbordamentos.

 
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