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Sindicato vai entrar com ação contra resultados de perícias
Presidente diz que medida é necessária, mas tem casos em que os servidores realmente tem problemas graves de saúde
11:34   06 de Dezembro, 2017

José Vieira do Nascimento
Editor de Mato Grosso do Norte

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guarantã do Norte, Jean Carlos Amorim, afirmou à Mato Grosso do Norte, que a perícia médica adotada pela prefeitura municipal para a aprovação de atestado médico, é necessária e na sua opinião, tem que existir para evirar que pessoas de má fé se aproveitem da situação.
Mas afirmou que o médico perito, Dr. Hiury Dutra de Souza, não teve ponderação. Segundo ele, quase todos os servidores que passaram pelo exame tiveram que voltar ao trabalho. No entanto, tem casos de pessoas que realmente tem problemas sérios de saúde que não poderiam ter retornado.
“O Sindicato acompanha o servidor e sabemos da situação. O perito menciona o laudo, mas não acata o exame do médico especialista. E há exames com imagens. Por isso, tem alguns casos que vamos entrar com uma ação judicial. Os casos em que há os laudos do especialista que compravam, vamos ficar do lado do servidor. Se o perito quiser, pode contestar o laudo”, enfatiza Jean.
O sindicalista reitera que é a favor das perícias, mas contra a forma como o perito agiu com relação a determinados casos. “Tem casos que eu concordo, mas há outros que houve exageros. Não interferimos no trabalho dele. Mas conhecemos o servidor em seu dia- a dia. O perito só os viu no dia dos exames. Faltou o lado humano. Por isso, nos casos que sabemos das condições do servidor, vamos entrar com o recurso. O perito não tem e formação de todos os casos”, pontua. 

O secretário de Governo e Articulação Institucional, Eugênio Caffone, disse que 46 servidores foram periciados. Destes, o perito concedeu licença para 8. Para três foi sugerido desvio de função. Dois foram encaminhados para aposentadoria e 33 foi determinado o retorno ao trabalho.
Para o secretário, a medida visa valorizar o servidor. 
“É uma questão de justiça para quem realmente precisa. Temservidor que estava há 6 meses de atestado que teve que voltar a trabalhar. É complicado, mas a situação estava prejudicando a prefeitura e o serviço prestado à sociedade.  A medida é para moralizar e valorizar o serviço público”, declarou Caffone. 

 
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