Jornal MT Norte
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ARTIGO: JOGOS E BRINCADEIRAS UMA IMPORTANTE FERRAMENTA NO ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
O brincar é uma atividade humana, criadora na qual imaginação, fantasiar e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças
12:40   05 de Janeiro, 2018
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Aline Gracieli Da Cruz Juliete de Souza Ferreira 
 
PEDAGOGIA 
 
Railane Lopes da Silva Samanta de Morais da Silva 
 
 
 
RESUMO              O atual artigo cita-se à gravidade do brincar detém a aprendizagem  e desenvolvimento infantil, um plano que abranja a ludicidade na área da docência na educação infantil, com a sala de maternal l é de suma importância, os educadores vêm buscando cada vez mais essa pratica em suas aulas, como objetivo de trabalhar os setes eixos norteadores da educação infantil de forma lúdica envolvendo brincadeiras, jogos, histórias e faz de conta, adequar momentos de desconcentração de modo que possam despir-se imaginar e criar, oportunizar situações de aprendizagem e desenvolvimento através de brincadeiras, histórias, jogos e brinquedos. O referencial teórico em múltiplos autores sendo um deles Vygotsky. Serão trabalhadas 10 atividades de forma que o aluno possa se anunciar através delas como: faz de conta, histórias, massinha de modelar, confecção de brinquedos, jogos e circuito. O mediador que coloca em seu planejamento atividades lúdicas e brincadeiras esta fornecendo para aprendizagem de seus alunos e de forma prazerosa. 
 
 
Palavras-chave: Criança, Brincadeira, Jogo, Infância, Ludicidade. 
 
 
 
 
 
 
 
PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
            O presente artigo nasce do empenho em melhor envolver o conceito da educação infantil como espaço privilegiar da aprendizagem aonde constitui  assimilar o aprender com o brincar, buscam-se nos livros e artigos científicos referências de diversos autores que trazem discussões teóricas sobre o tema, considerar com um projeto onde as atividades serão voltadas as brincadeiras e jogos onde os alunos possam sentir prazer em ir a escola e que eles aprendam brincando.             Para a criança, a brincadeira é fundamental e com ela surge a alegria, o prazer, o convívio com as outras crianças e a interação com o meio em que vive. No brinquedo a criança busca a simbologia que permite sua compreensão do mundo e as manifestações de suas experiências vividas que podem ser marcadas por alegrias, angustias e realidades. Foi elaborado para docência educação infantil turma do maternal l, sua duração é de 10 dias, cada dia haverá uma atividade, lúdica diferenciada.             Dessa forma abrange como o brincar é algo eficaz para o desenvolvimento infantil, uma criança que não alcança brincar deve ser objeto de nervosismo. Disponibilizar espaço e tempo para brincadeiras, portanto, significa contribuir para um desenvolvimento saudável. Também é importante que os adultos resgatem sua capacidade de brincar, tornando-se, assim, mais disponível para as crianças enquanto parceiros e incentivadores de brincadeiras. As crianças de hoje em dia já não brica mais como antigamente, em grupos, onde se socializavam, movimentavam, aprendiam e resolvia conflitos que surgiam entre eles, as brincadeiras hoje são outas, com equipamentos tecnológicos que os pequenos ganham cada vez mais cedo tirando a infância dos mesmos que ficam em casa, em frente a computadores, tabletes, TVs, celulares etc. Suas brincadeiras se tornam virtuais.             Sendo a escola um espaço privilegiado para a aprendizagem ainda mais quando se trata de educação infantil, levando em considerações que as crianças sempre aprendem brincando é de suma importância que os docentes 
PEDAGOGIA 
 
insiram em suas praticas mais brincadeiras e jogos fazendo com que os pequenos aprendam com o lúdico, de forma prazerosa.             À recomendação de criança e meninice , automaticamente surge em mentes educação infantil onde é a principal etapa da educação básica ela tem como fim o desenvolvimento absoluto das crianças ate cinco anos de idade e é nessa fase que as crianças nas brincadeiras imaginam, fantasiam, extravasam, imitam, se comunicam, descobre novos valores, sentimentos, costumes, gastam as energias, ocorrendo também o acréscimo da autonomia, da identidade e a interação com outras pessoas.             O artigo tem como objetivo, trabalhar os setes eixos norteadores da educação infantil de forma lúdica envolvendo brincadeiras, jogos, histórias e faz de conta, proporcionando momentos de desconcentração de modo que possam fantasiar imaginar e criar, oportunizar situações de aprendizagem e desenvolvimento através de brincadeiras, jogos, histórias e brinquedos porem de forma prazerosa, nas atividades as crianças vão poder, imaginar, fantasiar, ouvir história, e ate mesmo construir o próprio brinquedo não serão apenas atividades livres os alunos será avaliado em vários aspectos, interação, desempenho, criatividade, entre outros, os bambolês, cordas, sucatas, sal, trigo, caixa de areia e livros de literatura infantil.   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PEDAGOGIA 
 
 
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA               A criança é qualquer individualizo, ou seja, um ser único, ela encontrando-se em fase de desenvolvimento é adequado de descobrir, o mundo a o seu redor, agir e interagir, isso com habilidades, limitações e potencialidades. Entretanto a infância é uma etapa muito importante na vida da criança, considerada a idade das brincadeiras, brincando a criança cria, e recria, interage e se diverte o brincar é importante para os pequenos. 
 
           Conceito de brincadeira, de kishimoto(2005,p.21) 
 
A brincadeira é uma ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica. Pode-se dizer que é o lúdico em ação. Desta forma, brinquedo e brincadeira relacionamse diretamente com a criança e não se confundem com o jogo. 
 
Através das brincadeiras as crianças desenvolvem o cognitivo, aprende a seguir regras, desperta a curiosidade, percepção, concentração entre outros, nas brincadeiras aos pequenos representam em que estão inseridos.   De acordo com Vygotsky (198, p 35): 
 
O brincar é uma atividade humana, criadora na qual imaginação, fantasiar e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. 
                Para cunha (1994) “brincar é uma característica primordial na vida das crianças, porque é bom, é gostoso e da felicidade”. Além disso, ser feliz e estar pré-disposto a ser bondoso, a amar o próximo e a partilhar fraternidade, são os outros pontos positivos dessa pratica, também estimula autoconfiança e a autonomia, fazendo com que a criança perceba a si próprio e ao outro é um meio instigador para o desenvolvimento e construção sociocultural. Nesse sentido a brincadeira assume o papel de uma atividade. Para que as crianças exercitem sua capacidade de criar é necessário que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhe são oferecidas, sejam elas na escola, ou em casa, voltadas a brincadeira ou aprendizagem. O brincar faz parte  da cultura da criança. É algo que parte do seu cotidiano e se define 
PEDAGOGIA 
 
como espontâneo, é prazeroso e sem comprometimento.             Com baseamento no referencial curricular nacional para a educação infantil,(RCNEI), Brasil, (1998): 
 
A criança é um ser social que nasce com capacidades afetivas, emocionais e cognitivas. Tem desejo de estarem próximas às pessoas e é capaz de interagir e aprender com elas de forma que possa compreender e influenciar seu ambiente. Ampliando suas relações sociais, interações e formas de comunicação as crianças sentem-se cada vez mais seguras para se expressar(p.21). 
 
            Através da brincadeira, a criança inicialmente faz imitações e, mais tarde pela imaginação transforma objetos e formas de conduta em funções fundamentais, resultando ai um novo aprendizado. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas e não dos incentivos fornecidos objetos externos. Para dirigir um carro, na brincadeira, a criança precisa imaginar ações que nunca pode ter visto, mas que pela imaginação ela cria e inventa. Ao brincar a criança se socializa com as demais, tem o domínio da linguagem simbólica, ou seja, da imaginação. No ato de brincar, as crianças fazem sinais gestos, recriam os objetos e ações do cotidiano em que vivem a menina que brinca de faz de conta de casinha, repete os atos em que vê a mãe fazendo comida, troca a boneca ou acontece de imitar a professora em suas brincadeiras, já os meninos muitas vezes fazem igual ao pai na profissão em que tem, geralmente reproduzem os acontecimentos que os rodeiam. O brincar é uma das melhores aperfeiçoa de uma criança se crescer, porém é muito admirável que os brinquedos permaneçam adequados a idade da criança que ira utilizar, caso isso não aconteça poderá acontecer acidentes, engolir peças ou o brinquedo não chamar a atenção se a idade for acima do indicado. Crianças de 0 a 5 meses: chocalho, mordedores, brinquedos musicais, brinquedo para berço, bolas coloridas para serem agarradas com as duas mãos. De 6 meses a um ano: brinquedos de borracha, brinquedos flutuantes, imitações de moveis exe.: telefone de brinquedo, casinha de boneca, etc. De 1 a 2 anos: brinquedos que estimulam a visão, a audição e o tato, 
PEDAGOGIA 
 
exe.: ursos de pelúcia, bonecas de tecido e brinquedos com cores vivas e não tóxicos. De 2 a 3 anos: brinquedos para empilharem e encaixarem, bolas, etc. De 3 a 4 anos: carrinhos, fantoche, fantasias, bolhas de sabão, massas para modelar, brinquedos musicais, e blocos de varias formas e tamanho. Nesta fase as crianças gostam de ouvir historias alegres, gostam de ver livros com ilustrações e muito colorido. De 4 a 6 anos: É a fase do imaginário, sua criatividade de criar historia esta se desenvolvendo. Os brinquedos dessa fase devem auxilia-la a entrar num mundo de fantasias, por exe.: casinhas de bonecas, estradinhas para carrinhos, etc., e instrumentos eletrônicos. Nessa idade a criança tem medo de escuro e de alguns bichos, para superar esses medos é recomendado dormir com bonecas ou ursinhos de pelúcia com a função de superar essa fase. 6 anos de idade: jogos de tabuleiro, videogame, bolas de gude, pipas, carrinhos, etc., nessa idade a criança gosta de participar de brincadeiras compartilhadas e viver e sociedade.  Barthes (1972, p.40) afirma que os brinquedos representam o mundo adulto e são ‘’reproduções em miniaturas dos objetos humanos como se a criança fosse apenas um homem pequeno, a quem só se podem dar objetos proporcionais ao seu tamanho’’. Como na antiguidade que a criança  era considerada, como alguém que precisasse de um cuidado especial ou de uma educação especifica, era tratada igual aos adultos, só lhe faltava ainda o treinamento para as atividades necessárias para sobrevivência. Dessa forma, eram consideradas como um adulto em miniatura, hoje já se vê a criança como centro da família dando mais importância aos seus desejos e anseios.      O brincar tem função socializadora e integradora. A sociedade moderna cada vez mais tem sofrido transformação em relação ao brincar e ao espaço que se tem para brincar. Com tanta tecnologia tabletes, vídeos games, computadores, celulares as brincadeiras vão tomando novos rumos, antigamente brincavam nas ruas em grupos de muitas crianças, se movimentavam, socializam, na atualidade suas brincadeiras se tornam virtuais, elas ficam paradas a frentes de computadores ou TVs, se tornando sedentárias e individualistas.             Quando uma criança fica muito tempo em frente a uma TV, acaba sendo manipulado pela mídia nos intervalos dos horários de programação infantil, definem as regras do brincar, divulgando brinquedos, para as meninas 
PEDAGOGIA 
 
bonecas como a Barbie a boneca mais vendida no mundo que tem um padrão de beleza ela é magra, loira, cheia de acessórios, levando- as a um cenário de sonho e fantasia. Já os brinquedos e artigos infantis é um dos campos comerciais que mais crescem no Brasil, onde tem um marketing grande, em suas propagandas as crianças são levadas pela embalagem, cores, texturas, etc. Porém a escola pode usar a televisão como ferramenta pedagógica e orientar sobre os conteúdos divulgados por ela.              Ai entra o papel da escola de resgatar as brincadeiras antigas, que talvez a criança não tivesse a oportunidade de conhecer, não teve que a apresentassem, os pais por estarem cada vez mais ocupadas tendo que trabalhar os dois pai e mãe para dar conta das despesas da casa, não encontrando tempo para seus próprios filhos, por causa da correria e cansaços do dia a dia preferem algo mais pratico que não fazem bagunça como é o caso do celular, vídeo game, computadores e televisão. Bem como lembra fortuna(2003): 
 
É necessário que o educador insira o brincar em um projeto educativo, o que supõe intencionalidade, ou seja, ter objetivos e consciência da importância de sua ação em relação ao desenvolvimento e á aprendizagem infantis. 
 
Brincando a criança aprende, por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a educação infantil. A escola acaba sendo a principal fonte transmissora de cultura, onde ainda existe espaço para as crianças brincarem, tendo os profissionais de educação de ensinar e resgatar as brincadeiras populares, mas não é só isso, o jogo também deve fazer parte do cotidiano das crianças.   Considerando Piaget (1974) apud Friedman (1992) “ a criança se desenvolve de forma integral nos aspecto cognitivos, físico-motores, afetivos, morais, sociais e linguísticos’’. Esse processo de desenvolvimento se dá a partir da criança vai conhecendo o mundo e agindo sobre ela. Nessa interação sujeito objeto, a criança vai assimilando determinadas informações, segundo o seu estágio de desenvolvimento.   Segundo Froebel (1873) apud Dutoit (2004): “Brincar é a maior 
PEDAGOGIA 
 
expressão do desenvolvimento humano na infância e, por si só, é a expressão livre do que esta dentro da alma da criança”. Foi o primeiro educador a enfatizar o uso do brinquedo e da atividade lúdica, aconselham a utilizações de histórias, mitos, lendas, contos de fadas e fabulas, assim como as excursões e o contato com a natureza.     Na atualidade o direito da criança de brincar vem sendo declarado, sendo ele citado na Constituição Brasileira de 1988, na ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, na LDB- Lei de Diretrizes e base da Educação Nacional, nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação infantil de 1998 e no PNE Plano Nacional da Educação de 2001. Como fala a respeito do “furto ao lúdico’’ Marcellino (2003): 
 
Nas camadas de menor poder aquisitivo um numero considerável d crianças tem, desde cedo, obrigações familiares e ate mesmo de profissionais devido ás necessidades financeiras das famílias, complementando ou mesmo mantendo o orçamento doméstico... em outras camadas há também inúmeras casos de crianças que apesar de não serem premiadas pela necessidade econômicas, tem desde muito cedo, uma serie de obrigações, frutos de “ investimento’’ feitos pelos pais, para que , no futuro sejam os adultos requeridos pelo padrão da sua classe social (MARCELLINO, 2003, p. 37) 
 
 
 
Muitas das crianças citadas acima por Marcellino perdem o direito de brincar contribuindo para o desaparecimento da melhor safe da vida a infância, sendo assim cabe a escola que é onde a criança passa parte do dia resgatar as brincadeiras e o lúdico colocando no processo de ensino – aprendizagem atividades mais prazerosas com movimentos, jogos, cantigas, etc.   O brincar ajuda na aprendizagem arranjando com que as crianças inventem opiniões, ideias, em que se possam levantar explorar e reinventar os conhecimentos. Refletem sobre sua realidade e a cultura em que vivem. Mas algumas crianças e alguns contextos escolares infantis nem sempre oportunizam o brincadeira de forma adequada, pois alguns fatores impedem que isso aconteça como, o trabalho infantil e a falta de espaço adequado nas instituições de ensino para essa faixa etária. Destaca-se também o papel do professor da educação infantil como guardião do brincar. A respeito do espaço apropriado para as brincadeiras nos ambientes escolares destacam-se as brinquedotecas, sendo ela um dos maiores 
PEDAGOGIA 
 
instrumentos pedagógicos educativos na interação e vivenciados das crianças da educação infantil, dentro desse ambiente, podem ser notados que as crianças exploram um mundo mágico e contribui para o desenvolvimento emocional, intelectual e motora, ela foi criada com o intuito de dar oportunidades para as crianças, brincar, criar e recriar o mundo que cerca, assim a criança pode ter mais liberdade liberando sua afetividade e tendo suas fantasias aceitas. Ao nos referimos em brinquedoteca como descreve Ramalho (2000, p.76) “local de estímulos para brincar livremente, por algumas horas do dia”. No brincar a criança desenha seu próprio mundo, sua rua, sua casa e sua família ele percorre o caminho que levou ate a educação infantil, também é nesse espaço que as crianças fazem os relatos de experiências vividas em caso sejam boas ou ruins.  Quando o professor leva os alunos na brinquedoteca caso a escola tenha, já que no Brasil são poucas privilegiadas com esse espaço, a maioria tem espaço para brincadeiras, mas não se encaixam nos padrões que o a ser alcançados e avaliar o desenvolvimento do aluno, Piaget afirma: ‘os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual (PIAGET apud ALMEIDA 1974, p.25)’. É nesse espaço também que as crianças despertam suas habilidades e potencialidades de forma natural, sem serem forçadas a realizar algo sem interesse, ou vontade. A brinquedoteca é um lugar para desenvolver atividades lúdicas, no entanto não é apenas diversão o educador precisa ter planejamento à aula anteriormente, algumas atividades podem ser livres outras direcionadas, mas todas planejadas. É na brincadeira que a criança inicia sua integração social, aprendendo a viver com sua família, com as pessoas que cercam. Brincando, situa-se frente ao mundo, havendo a necessidade de se estimular a criança a pensar para brincar utilizando o que há ao seu redor como: papeis coloridos, caixas de papelão, sucatas atraentes, tampas de panelas, etc. Suas vivencias e sentimentos respeitados fazem dela um ser único, singular, caracterizando assim seu eu interior, valorizando-se sua própria maneira de estar no mundo, a brincadeira é um meio facilitador da aprendizagem, interação, inclusão, e respeito à diversidade. 
PEDAGOGIA 
 
            Depositamos nas crianças a esperança de um mundo melhor, sendo que através do brincar, podemos orientar sobre a importância da preservação do meio ambiente, conscientizando e proporcionando alegria, quando acrescentamos o ensino com conscientização, preservação, o aprendizado fica mais completo, como brincar com brinquedos reciclados, uma forma divertida de orientar.             Segundo o artigo 9 os eixos norteadores das praticas pedagógicas relata a respeito das interações e a brincadeira, não se pode pensar no brincar sem a interação. Interação com a professora: o brincar interativo com a professora é essencial para o conhecimento do mundo social e para dar maior riqueza, complexidade e qualidade as brincadeiras. Interação com as crianças: o brincar outras crianças garante a produção, conservação e recriação do repertorio lúdico infantil. Interação com os brinquedos e materiais: é essencial para o conhecimento para o mundo dos objetos. A diversidade de formas, texturas, cores, tamanhos, espessura, cheiros e outras especificidades do objeto. Interação entre criança e ambiente: a organização do ambiente facilita ou dificulta a realização das brincadeiras e das interações entre as crianças e o adulto. As relações entre a instituição, a família e a criança: a relação entre a instituição e a família possibilita o conhecimento e a inclusão da cultura popular que inclui os brinquedos e brincadeiras que a criança conhece no projeto pedagógico. Nota-se que nas brincadeiras as crianças se interagem com tudo o que os rodeiam seja a professora outras crianças, brinquedos, família, e o ambiente.             Existem inúmeras possibilidades de praticas pedagógicas para ser realizadas dentro da sala de aula para que os alunos não apenas brinquem com brinquedos reciclados, mas também confeccione o seu próprio não é apenas lazer, estimulação da criatividade ou outros aspectos relevantes na criança, ou ainda um bom gerenciamento do lixo, ao ter essa pratica exercemos uma ação direta no meio ambiente e, consequentemente, na economia, no comportamento humano e na cultura de nosso país, que ainda não tem a pratica habitual da reciclagem. Estamos orientando e conscientizando para a Educação Ambiental e os resultados serão grandes, pois haverá mudança nos valores e comportamento das crianças, como alunos e pessoas em sociedade.  
PEDAGOGIA 
 
            Todo brinquedo confeccionado com material reciclável tende a despertar nas crianças novos interesses, desenvolve grandiosamente a criatividade, mostrando as possibilidades de transformar objetos e também a destreza manual na confecção dos brinquedos. Pode ser em grupo, ensinando a interação social e a dividir espaço. Essa atividade é recebida com muita euforia nas aulas, há muitas possibilidades para criação, as cores, formas, objetos, fazendo a criatividade se desenvolver mais ainda.              Não apenas confeccionar brinquedos, mas utiliza objetos que para criança ainda tem utilidade, por exemplo, toda criança gosta de usar a roupas da mãe, acessórios, o sapatos grandes, bonés, chapéu, diversas fantasias, coisa que para o adulto talvez não tenha mais utilidade, quando fazem isso estão entrando no mundo de faz de conta, são papai e mamãe, medico, bombeiro, princesa, professor, monstro e assim por diante.              Numa situação imaginaria como o ‘faz de conta’ é definida pelo significado (tijolo em carro) e não com um objeto concreto. O objeto concreto serve como representação de uma realidade ausente. Essa situação ajudara a criança a desvincular se das situações concreta. No faz de conta as crianças imitam as atividades dos adultos e transformam todas as referências (desenhos, filmes, atividades do dia a dia) que têm em brincadeiras de fantasia. É princesa para um lado, herói de outro e assim por diante.                 É importante que as crianças brinquem de faz de conta, pois há quatro áreas do desenvolvimento que são estimuladas por ele sendo: intelectual-, desenvolvendo habilidades como resolução de problemas, negociação, criatividade, organização e planejamento, retenção de tradições, costumes e cultura familiares, aplicação de conhecimento na pratica e ate matemática. Físico: estimulo de coordenação motora e coordenação espacial. Social: entendimento dos papeis sociais, visão do seu lugar na família, compartilhar, colocar-se no lugar do outro, cooperação, controle da impulsividade, reconhecer os pontos fortes do outro, com despontamentos. Emocional: aumento da autoestima, orgulho próprio, desenvolvimento da sensação de segurança e proteção, desenvolvimento da independência.              Para Vygotsky as brincadeiras se constituem também como uma zona de desenvolvimento proximal na criança influenciado no seu desenvolvimento. Vygotsky (1998) definiu a zona de desenvolvimento proximal (ZPD) como: 
PEDAGOGIA 
 
        
 (...) a distancia entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob orientação de um adulto ou em colaboração com os companheiros mais capazes (p. 97). 
                A criança tem uma imaginação aguçada para realizar seus desejos por algo que não tem, ela da vida aos objetos comum que se tem em casa, seja qual for ele, com panelas faz uma bateria, garrafas faz espadas, pedrinhas faz comida e assim por diante, segundo Benjamin (1984),       “ a criança quer puxar alguma coisa, torna-se cavalo, quer brincar com areia e torna-se padeiro, quer esconder-se, torna-se ladrão ou guarda e alguns instrumentos do brincar arcaico desprezam toda a mascara imaginaria ( na época, possivelmente vinculados a rituais): a bola, o arco, a roda de penas e o papagaio, autênticos brinquedos, tanto mais autênticos quanto menos o parecem ao adulto.”(pp. 76-77)                   Quando a criança brinca ela pode mudar as funções dos objetos de forma que uma pessoa na fase adulta nunca ousou fazer, faz um bolo com areia, da vida a um cabo de vassoura transformando-a em um cavalo, faz comida com folhas e assim por diante.             Segundo o autor a (ZPD) age impulsionando a criança para além do estágio de desenvolvimento que já atingiu. Ao brincar a criança se apresenta além do esperado para sua idade e mais além do seu comportamento habitual.             Para o autor, o brincar libera a criança das limitações do mundo real, permitindo que ela crie situações imaginarias, ele concebe a imaginação como Vygotsky (1998).              (...) um processo psicológico novo para a criança em desenvolvimento; representa uma forma especificamente humana de atividade consciente, não está presente na consciência muito pequena e esta totalmente ausente em animais. Como todas as funções da consciência, ela surge originalidade da ação e na interação com o outro (p. 106). 
 
            Conforme a afirmação de Vygotsky (1984), os elementos fundamentais das brincadeiras são: a situação imaginaria, imitando inicialmente o papel do adulto no qual ela observou. Trazendo regras de comportamentos culturais. Em outro momento se afasta da imitação e crias suas próprias regras e combinados. 
PEDAGOGIA 
 
            O brincar com regras e normas, de acordo com Almeida (2005,p.5): A brincadeira se caracteriza por alguma estruturação e pela utilização de regras. A brincadeira é uma atividade que pode ser tanto coletiva quando individual. Na brincadeira e existente de regras não limita ação lúdica, a criança pode modifica-las, ausentar se quando desejar, incluir novos membros, modificar as próprias regras, enfim existe maior liberdade de ação para as crianças, ao mesmo tempo é uma ação simbólica essencialmente social, que depende das expectativas e convenções presentes na cultura. Por exemplo, quando duas crianças brincam de ser um bebê e uma mãe, elas fazem uso da imaginação, mas, ao mesmo tempo, não pedem se comportar de qualquer forma; devem sim obedecer às regras do comportamento esperado para um bebê e uma mãe, dentro de sua cultura. Caso não façam, ocorre risco de não serem compreendidas pelo companheiro de brincadeira.                  Na brincadeira e nos jogos tais concepções se notam nas crianças se é um politico e social (sujeito do seu próprio desenvolvimento), se tem autonomia ( com capacidade e liberdade para resolver próprios conflitos e tomar decisões) se é critica e criativa (de forma que questiona, observa é curiosa e inventiva), participativa (orienta no sentido de cooperação e recíproca).             Ao ensinar com respeito nas atividades e ênfase as individualidades de cada criança no contexto lúdico é mail fácil de prevenir os fracassos escolares mantendo assim uma relação saudável e prazerosa com a aprendizagem desde a educação infantil, as brincadeiras auxiliam nesse contexto, pois além de favorecerem o prazer pelo aprender possibilita uma flexibilidade nas atividades, de forma que aprendem sem perceber, aprender brincando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PEDAGOGIA 
 
3. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE ENSINO 
3.1 Tema e linha de pesquisa             Realizar um artigo que contemple os sete eixos norteadores sem atividades escritas, mas com, jogos, historias, faz de conta, é importante ainda mais quando se trata de educação infantil, onde a imaginação e a fantasia fluem trabalhar dessa forma é prazeroso para os pequenos com atividades livres dirigidas. Pensar em criança, infância e educação requerem muito esforço e muita reflexão. A escolha desse tema, fez com que refletisse na profissional que quero ser, qual pratica seguir, ao elaborar esse artigo foi necessário uma revisão de todas as disciplinas estudadas desde inicio do curso, onde pude voltar nos conteúdos anteriores revê-los foi importante pelo fato de que irei usar todos os conhecimentos que o curso me proporcionou como base teórica usarei em minhas praticas pedagógicas não somente teoria, mas também a pratica quando partimos para os estágios o que me fez crescer e para finalizar elaborar esse projeto que foi de suma importância refletir sobre a ludicidade como fonte de aprendizagem. 
 
3.2 Justificativa             Induzindo em importância que o brincar é uma linguagem natural das crianças, foi de suma importância elaborar um artigo que valoriza a brincadeira, os jogos fazendo com que os pequenos aprendam de forma lúdica, com as brincadeiras e jogos as crianças vão tomando conta da realidade aprendendo resolver problemas e conflitos que vão aparecendo ao longo da vida. O artigo tem como base esclarecer a importância do brincar no contexto da etapa educacional denominada Educação infantil, (Maternal I) mostrando que o lúdico é considerado como importante fator no processo de ensino e aprendizagem.             Para educar a criança na creche é preciso relacionar educação e cuidado, cuidado e brincadeira, essa tarefa depende do projeto curricular, pesquisando cada faixa etária de como a criança aprende e se desenvolve, e selecionar as brincadeiras e brinquedos que corresponde à fase em que o aluno esta.              A brincadeira preenche necessidades da criança que, satisfeita, determinam seu avanço de um estagio do desenvolvimento para outro, porque todo avanço esta conectado com uma mudança acentuada nas motivações, 
PEDAGOGIA 
 
tendências e incentivos. A ação, numa situação imaginaria, ensina a criança a dirigir seu comportamento não somente pela percepção imediata dos objetos ou pela situação que a afeta de imediato, mas também pelo significado dessa situação.              As escolas sabendo da importância veem a responsabilidade do brincar, muitas vezes são criticadas até mesmo pelos pais que falam que escola não é lugar de brincadeiras e se levam os filhos para lá é para aprenderem e não brincar, pois eles desconhecem o direito das crianças de brincar, tal direito esse já foi citado no plano de educação de 2001, na ECA Estatuto da Criança e do Adolescente, LDB 9394/96 e até mesmo na Constituição Brasileira de 1988, mas sabemos de praticas que roubam das crianças esse direito como o trabalho infantil, a agenda lotada etc. A brincadeira é algo natural de toda criança vai além da fantasia o movimento cognitivo, motor, emocional de forma que aprende a dividir, a seguir a regras, resolver conflitos, etc. 
 
3.3 Problematização Ao logo da minha formação acadêmica tenho percebido a importância do brincar, o que me preocupa hoje em dia são as tecnologias que restringem as brincadeiras, fazendo com que as crianças fiquem horas e horas na frente do computador ou mesmo da televisão. Fica ocupado em vencer os obstáculos, disputar corridas, tudo isso sem a criança sair do lugar. O brincar e o jogar são indispensáveis para a saúde física, intelectual e sempre tiveram presente em qualquer povo desde os tempos mais remotos. Através deles a criança desenvolve a linguagem, pensamento, a socialização a iniciativa e a autoestima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios, assim como nossos pais e avós, com certeza irão ter uma historia pra contar e uma brincadeira a ensinar.  
3.4 Objetivos 
 
Objetivo geral                - Pesquisar a espeito da contribuição dos jogos e brincadeiras na Educação infantil, e como isso reflete na vida da criança, como os jogos e 
PEDAGOGIA 
 
brinquedos contribuem com o seu desenvolvimento mental e físico.  
 
Objetivo especifico                  - Trabalhar os setes eixos norteadores da educação infantil de forma lúdica envolvendo brincadeiras, histórias, jogos e faz de conta.    - Proporcionar momentos de descontração de modo que possam fantasiar imaginar e criar.                - Oportunizar situações de aprendizagem e desenvolvimento através de brincadeiras, jogos, histórias e brinquedos. 
 
 
3.5 Conteúdos            Massinha de modelar            Pescaria de números             Boliche de cores            Circuito            Faz de conta            Caixinha de areia             Bingo das formas geométricas            O que há no saco            Quebra cabeça            Oficina de brinquedos  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PEDAGOGIA 
 
 
3.9 Avaliação A avaliação será continua no decorrer do artigo de forma individual, será observado se o aluno: compartilha os brinquedos, participa das atividades, jogos e outros materiais, sabe brincar e trabalhar em grupo sabe esperar sua vez, sabe ouvir com atenção, segue regras, consegue resolver os conflitos que iram surgir, serão avaliados igualmente o desempenhar, capacidade criadora e socialização de cada um.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
PEDAGOGIA 
 
            O professor em sua docente exerce grande influência na promoção da imaginação no contexto escolar através das brincadeiras, a escola por sua vez tem o papel fundamental no sentido de mediar os conhecimentos que as crianças já têm, introduzindo o lúdico, possibilitando a criança apropriar se de conhecimentos e habilidades no âmbito da linguagem, cognição, valores e sociabilidade. Finalmente reflete-se sobre a brincadeira no contexto pedagógico vivenciado pelas crianças em instituições de educação infantil.             A partir dos conteúdos presentes no artigo se podem notar vários aspectos nas crianças tais como se é um ser politico e social, se tem autonomia, se é critica, criativa e participativa com auxilio do artigo o educador, percebem os desejos, dificuldades e potencialidades. Então concluo que as brincadeiras além de promover ricas aprendizagens nas diversas áreas de forma prazerosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 REFERÊNCIAS 
 
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PEDAGOGIA 
 
ALMEIDA, Paulo Nunes. Educação Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo, SP: Loyola, 1995. 
BEILAMIM, Walter. (2002). Rua de mão única. São Paulo: Brasiliense. 
BEIJAMIN, Walter. (1984). Reflexões: a criança. O brinquedo e a educação. São Paulo: Summus. 
CUNHA, Nylse Helena Silva, Brinquedoteca: Um mergulho no Brincar. São Paulo: ED 3. Cortez 2001. 
CUNHA, Nylse Helena Silva, Brinquedoteca: espaço criado para atender as necessidades lúdicas e afetivas. 
CUNHA, Nylse Helena Silva. Brinquedos, desafios e descobertas: brinquedos para a educação infantil. Petrópolis: Vozes, 2005.  
BRASIL. Ministério da educação e do desporto. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. 
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FREDMANN, Adriana. A arte de brincar. São Paulo: Scritta, 1998. 
http://www.pedagogia.com.br/artigos/brinquedos sucata/     
http://www.google.com.br/search?g=brinquedos+de+sucatas&tbm=isch&    
http://revitaescola.abril.com.br/educacao-infantil/7-a6-anos/brincadeiras-faz-deconta  
http://www2.unopar.br/bibdigi/biblioteca digital.html  
http://www.scielo.br/pdf/paideia/v16n34a05.pdf 
PEDAGOGIA 
 
http://www.pedagogia.com.br/artigos/brinquedos sucata/ 
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira- Thomson Learning. (2002). 
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. (Org.). Jogos brinquedos, brincadeira e a educação. 8. Ed. São Paulo: Cortez 2001. 
VYGOTSKY, Lev Semenovich. História del desarollo das funciones psíquicas superiores. La Habana: Ed. Cientifico técnica. (1987). 
VYGOTSKY, Lev Semenovich. (1984). Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes. 
VYGOTSKY, Lev Semenovich. (1984). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes. 
 
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer e educação. São Paulo: Papirus, 2003. 
 
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: sucata vira brinquedo. Porto Alegre: Artes médicas, 1995. 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
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