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'IBGE está impedindo implantação do curso de Medicina em Alta Floresta’
José Antonio Tobias, diretor da Faculdade de Alta Floresta, afirma que IBGE há décadas divulga inveridicamente população
13:23   05 de Janeiro, 2018

José Vieira do Nascimento
Editor de Mato Grosso do Norte

O erro que o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- vem cometendo há uma década na contagem da população de Alta Floresta vem causando um grande prejuízo no processo de crescimento do município. Agora, poderá atrasar a implantação do curso de Medicina da Faculdade de Alta Floresta. 
O diretor da Faculdade de Alta Floresta, professor Dr.  José Antônio Tobias, afirmou que o governo federal, no final do ano passado, passou a exigir que o curso de Medicina só pode ser implantado em municípios com população a partir de 65 mil habitantes. Antes, a exigência era de 50 mil. 
Oficialmente, de acordo com o IBGE, Alta Floresta tem uma população de 50 mil e 189 habitantes. Todavia este número vem sendo contestado pelo município, que apresenta dados reais de uma população superior a 65 mil moradores.
“O número de habitantes de Alta Floresta divulgado pelo IBGE é desleal e inverídico. Baseado no número de eleitores e outros dados científicos, todos sabem, inclusive o IBGE, que Alta Floresta tem uma população calculada em 90 mil habitantes”, assevera o diretor da Faculdade de Alta Floresta. 
Conforme dados atualizados da prefeitura de Alta Floresta, feitos pelos agentes de saúde, somente no perímetro urbano, o município tem 57. 268 mil habitantes. Na zona rural de Alta Floresta, o número mínimo de habitantes é de 8 mil moradores. 
O levantamento foi realizado no final de 2017 pelo município para a atualização do Plano Diretor. Estes dados tem um caráter oficial porque são eles que alimentam o banco de dados da secretaria de Saúde do Município, junto ao Ministério da Saúde.  São informações feitas com metodologias confiáveis e atualizadas anualmente.  

“Todos nós sabemos que Alta Floresta hoje tem uma população de cerca de 90 mil habitantes. Infelizmente, o IBGE é contra Alta Floresta e há anos vem atrapalhando o município, sempre impedindo o nosso progresso. O IBGE sempre nos impediu de solicitar curso de Medicina”, protesta Tobias. 
Para o professor, alguém no IBGE vem manipulando os resultados das estatísticas para prejudicar Alta Floresta. Ele frisa que o IBGE passou a ter escritório na cidade há pouco tempo. Antes, estava apenas sediado em Sinop.
Tobias enfatiza que a Faculdade de Alta Floresta fez tudo o que era necessário para a implantação do curso, mas agora, com a mudança na Legislação, não pode entrar com o pedido junto ao MEC.
“Estamos com tudo pronto, mas não podemos pedir o curso de medicina porque ficamos amarrados com a exigência do governo. Mas a nossa luta continua e o curso vai ser implantado. Nossa luta com o IBGE vem de muito. Antes era 50 mil habitantes. Quando atingimos este número, mudaram a regra e aumentou para 65 mil”, pontua o diretor da Faculdade de Alta Floresta.
Ele disse que a direção da Faculdade enviou um oficio ao deputado federal Valtenir Pereira, para que ele faça gestão junto ao ministério da Educação, para que seja considerado Alta Floresta como polo regional.
“Alta Floresta é um polo que agrega muitos municípios, com população de mais 300 mil moradores e solicitamos ao deputado que leve estas informações ao Ministério da Educação para que o curso de Medicina possa ser implantado”, comenta.
O curso de medicina em Alta Floresta, segundo o professor Tobias, é de fundamental importância para o norte de Mato Grosso e atenderia todo o Brasil Central, principalmente os Estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas.
“O curso de medicina só tem em Sinop. Depois, só em Santarém no Pará. Sua implantação em Alta Floresta atenderá a três estados, além de todo o nortão de Mato Grosso. Nossa luta continua e iremos superar mais esta dificuldade. Eu e o povo de Alta Floresta lutamos há 19 anos pelo cursos de Medicina e caso seja preciso, lutaremos por mais 19 anos”, enfatiza.

 
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