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CINCO PERGUNTAS: Lá e cá
Daniel Adjafre fala como pretende misturar a trama medieval de “Deus Salve o Rei” com elementos atuais
12:55   12 de Janeiro, 2018

 

por Anna Bittencourt

TV Press

Daniel Adjafre afirma ainda se assustar com a rápida ascensão de sua carreira como autor e roteirista. Responsável pelo texto de “Deus Salve o Rei”, que estreia na próxima terça, ele é formado em Engenharia Mecânica. O interesse por cinema, teatro e televisão, no entanto, sempre existiu. “Mas não tinha ideia que seguiria como profissão”, jura ele, que começou fazendo um curso de roteiro com aulas de dramaturgia em Fortaleza, no Ceará. Já no Rio de Janeiro, entrou para o time da Globo após um concurso e encontrou no “Zorra Total” seu primeiro trabalho. Depois, projetos como “Casos & Acasos” e “S.O.S Emergência” trilharam seu caminho até a teledramaturgia. Convidado por Lícia Manzo, ele colaborou em tramas como “A Vida da Gente” e “Sete Vidas”. A produção que substitui “Pega Pega” no horário das 19h é seu primeiro trabalho solo como autor de novelas.

A história de “Deus Salve o Rei” começa em Montemor. O reino vive em paz com o povo de Artena, até que as escolhas da corte vão influenciando a história. Afonso, papel de Rômulo Estrela, é um homem honrado e justo, pronto para assumir o trono de Montemor. Só que, ao se apaixonar pela plebeia Amália, interpretada por Marina Ruy Barbosa, decide abdicar ao trono, deixando o commando para seu irmão, o irresponsável e inconsequente Rodolfo, de Johnny Massaro. Bruna Marquezine interpretará Catarina, princesa herdeira do trono de Artena, que fará tudo para conquistar o Príncipe Afonso. “É uma trama medieval que tem como ponto de partida dois príncipes que não querem o trono”, resume.

P – Como surgiu a ideia de “Deus Salve o Rei”?

R – O Fabrício (Mamberti, diretor) veio falar comigo. Ele tinha na cabeça uma coisa medieval e eu fiquei muito instigado. Nunca tinha pensado em nada desse tipo. Começamos a pensar no que fazer, que tipo de história contar. Porque é um gênero já muito marcado. Tem uma série de códigos, filmes e séries de reis e príncipes que estão no nosso imaginário. Então pensei que deveríamos ter um elemento original. E daí surgiu a Amália, uma mulher contemporânea que trabalha e sustenta a família. E desenvolvemos o resto todo pensando no contexto de Montemor e nessa necessidade de trazer elementos novos.

P – Que tipo de contemporaneidade você pensou para uma novela medieval?

R – Não é o foco, mas fazemos uma brincadeira com códigos contemporâneos com o objetivo de conseguir uma comunicação mais rápida e efetiva com o público. É importante que o telespectador consiga se colocar no lugar daqueles personagens, sejam reis, rainhas, princesas ou plebeus. No entanto, essas questões são tratadas de forma mais genérica, sem fazer menção a um momento específico de um país ou de uma época.

P – E como você define a trama?

R – É uma novela que trata das escolhas que as pessoas fazem. É uma história que tem já, na essência, um elemento muito dramático e muito cômico: são dois irmãos, um com medo de ser rei e outro abdicando ao trono por amor a uma plebeia. O Afonso abre mão do destino que estava determinado para ele, uma escolha difícil, para tentar outro caminho, o que tem inúmeras consequências na vida dele e de seu reino. Muitas surpresas e reviravoltas estão previstas a partir disso ao longo da trama. Em alguns momentos, a predestinação à coroa volta a pesar, não simplesmente pelo fato de ter nascido primogênito numa família de nobres. É um drama com muitos elementos de comédia, que trabalham de forma harmoniosa.

P – Como o humor está inserido na novela?

R – A comédia surge de forma mais integrada ao drama, sem que tenhamos um “rompimento” muito forte na transição de um gênero para outro. E o que se destaca é o humor de situação. Os personagens cômicos também têm problemas reais, conflitos, dúvidas. Isso dá uma maior credibilidade a esses personagens, mais empatia.

P – Estão previstas muitas participações para “Deus Salve o Rei”. Qual é o seu objetivo com isso?

R – Em minha opinião, isso vai movimentar a trama de uma forma diferente. Temos um elenco enxuto, mas com muitas participações previstas. Com isso, é natural que várias histórias aconteçam a todo instante e sempre com relação com os personagens centrais. É um recurso bastante utilizado em tramas menores, como séries e seriados.

 

Deus Salve o Rei” – Globo – Estreia terça, dia 9, às 19h20.

 

 

 

 

 
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