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Janeiro Roxo :Alta Floresta registrou 120 casos de hanseníase no ano de 2017
O Brasil ocupa o segundo lugar em casos de portadores da doença
11:53   26 de Janeiro, 2018
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Colaboração
Patrícia Dancini Holouka  

Janeiro é mês de mais uma campanha voltada para a saúde da população: é o Janeiro Roxo comemorado no último domingo de janeiro, mês de conscientização sobre a Hanseníase. 
“O objetivo é alertar a sociedade civil sobre os sinais e sintomas da hanseníase e a incentivar a procura pelos serviços de saúde que são oferecidos gratuitamente e mobilizar os profissionais de saúde quanto à busca ativa de casos novos e exame de contatos, visando interromper a cadeia de transmissão de forma precoce e oportuna”, ressalta o coordenador do Centro de referência de Hanseníase   e Fisioterapeuta, André Brito de Alta Floresta MT.

Para ajudar a combater a doença e conscientizar a população, o Centro de Referência de hanseníase, conforme o Coordenador André Brito, recebeu apoio do poder Judiciário, Comarca de Alta Floresta, através de um projeto aprovado pela juíza Dra. Janice Schneider Mesquita, da Vara do Trabalho. 
“Com o parecer favorável da juíza, 31 mil reais serão revertidos em equipamentos para a área de fisioterapia para todos portadores de hanseníase do município de Alta Floresta.  Será uma grande ajuda para os pacientes e vai contribuir com a recuperação. Agradecemos a juíza Dra. Janice Schneider, pelo seu apoio”, disse. 
A hanseníase é uma das doenças mais antigas já registradas na literatura. Com mais de 200.000 novos casos diagnosticados a cada ano no mundo. O Brasil ocupa o segundo lugar em casos de portadores da doença.
De acordo com dados da base do SINAN/ SES de 2017 para agravo de hanseníase, que encerra em 31 de março de 2018, até o momento constam na base estadual 3.239 casos novos de hanseníase. Destes, 174 casos ocorreram em menores de 15 anos. Houve um aumento de aproximadamente 700 casos novos em relação ao ano de 2016.
Os dados parciais também informam que em 2017, a proporção de cura na coorte (classificação de indivíduos que tem um problema comum) foi 74,2% e a proporção de abandono foi de 6,9%. 
A cidade de Alta Floresta fechou o ano de 2017 com 120 casos da doença e iniciou o ano com 5 novos casos até a metade do mês de Janeiro 2018.

 

 
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