Jornal MT Norte
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ENTREVISTA: Francisco Militão
SEM CENSURA
12:46   26 de Janeiro, 2018
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Natural de Maringá (PR) o empresário e produtor rural Francisco Militão, de 56 anos, filiado ao PDT, exerceu dois mandatos consecutivos de vereador em Alta Floresta, no período de 2005 a 2012, mas decidiu sair da cena política e não quis mais se candidatar. 
É morador de Alta Floresta há 32 anos e avalia que nos 8 anos que se dedicou à política, deu sua parcela de contribuição e não pensa, pelo menos por enquanto, em ser candidato novamente. Nesta semana ele concedeu a seguinte entrevista para o Sem Censura, coluna publicada por Mato Grosso do Norte. 
Sente saudade da época em que foi vereador?
Militão - Sinto saúde de contribuir com a cidade e com a região em que a gente vive. A saudade está apenas neste ponto: em poder contribuir mais e mostrar para a população algo que às vezes é anseio da própria sociedade. Mas não pelo cargo ou por dizer que é vereador. Mas apenas da oportunidade de poder trabalhar pela comunidade. 
Valeu a pena ser vereador por dois mandatos?
Militão - Tenho certeza que valeu à pena! Mas é importante que a comunidade tenha em mente que a renovação da política existe. Não podemos fazer da política uma profissão. Seria importante que não se pudesse ter muitas reeleições como acontece hoje. Eu fui vereador, dei a minha contribuição e abri espaço para outros também serem. As pessoas tem ideias diferentes e isto é renovação. As novas ideias contribuem para novas conquistas e modernidade.
Na sua época, a Câmara era melhor ou pior do que agora? 
Militão - Não vejo como melhor ou pior. Cada uma tem suas características. Na minha época, trabalhávamos com o executivo, mas de forma independente, para não haver dependência e interferência. Os poderes devem trabalhar de forma harmônica, mas independente. A Câmara atual tem a sua característica. E o que vejo hoje é que muitas reivindicações do população, o poder Legislativo não está respondendo. E isto acontece pela interferência do poder executivo. Neste ponto avalio que a Câmara deveria ouvir mais a população, porque os vereadores representam a vontade da população. E poderia até em harmonia com o poder executivo, defender essas ideias. Atualmente se houve muito, mas se responde muito pouco.  
Pensa em voltar à política?
Militão - Neste momento acredito que não. Tem que ter renovaçãono no processo político. Mas o futuro não nos pertence e não descarto apoiar alguém que tenha o perfil que acreditamos e defendemos.
Você acha que a ex-prefeita Maria Izaura foi melhor do que o prefeito Asiel? 
Militão - Cada um tem a sua característica. A Izaura teve uma característica muito forte. Ela foi muito transparente em sua administração. Implementou algumas coisas, que aliás é obrigação, que é pagar salário e fornecedores em dia e defender os recursos públicos de forma muito forte. Essa foi a bandeira que ela defendeu até no final. Hoje, vejo que a questão política é muito forte, há empreguismo e o poder executivo às vezes é obrigado a fazer mesmo não querendo. Como os recursos são poucos, muitas vezes não se consegue fazer o básico, que é pagar salários e fornecedores, criar novas oportunidades e se cria um ambiente que não é produtivo. A atual administração peca neste ponto. Mas cabe a cada um fazer a sua própria avaliação.
Daria uma nota ao prefeito Asiel Bezerra?
Militão - Não. Não tenho a pretensão de dar nota. Mas acho que falta ao Dr. Asiel algumas respostas. Sempre ele é chamado para esclarecer dúvidas sobre licitações, dar respostas e não faz. No final do ano passado algo me chamou muita atenção numa votação sobre o Código Tributário. As entidades e empresários foram para o poder legislativo e houve uma negociação para aquele projeto não ser votado naquele momento. O prefeito saiu da reunião, deu entrevista e fez o compromisso que o projeto não seria votado naquele momento para ser melhor discutido com a sociedade. Alguns instantes depois, a Câmara se reuniu de forma extraordinária e votou o projeto. Falta para ele poder de mando. Às vezes ele fala uma coisa e aquilo não acontece. (Reportagem/ Mato Grosso do Norte)

 

 
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