Jornal MT Norte
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Maioria da bancada de SC é contra reforma da Previdência
Sete parlamentares são abertamente contrários, enquanto apenas cinco são favoráveis
13:58   05 de Fevereiro, 2018
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 O Congresso Nacional retoma nesta segunda-feira os trabalhos com a pressão do presidente Michel Temer para votação das mudanças no sistema da Previdência. A medida precisa de ao menos 308 votos em dois turnos para seguir ao Senado, por se tratar de uma emenda à Constituição. Porém, se depender dos parlamentares catarinenses, a medida não passa. 

Entre os parlamentares catarinenses, a expectativa é que a maioria da bancada seja contra a reforma, caso a votação ocorra de fato. Levantamento do Diário Catarinense mostra que, entre os deputados do Estado, sete são abertamente contra, enquanto cinco se declaram favoráveis. Entre os indecisos, dois dizem que podem votar contra. 

No domingo,Temer se reuniu com o relator da proposta, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Pelo cronograma apresentado em dezembro pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a discussão da proposta será iniciada nesta semana. A votação está prevista para começar no dia 19 de fevereiro. O próprio governo reconhece que o apoio não avançou entre o fim do ano passado e este ano. Colocou o ministro Carlos Marun para percorrer o país em busca de apoiadores. Ele esteve em Florianópolis, onde participou de reunião na Fiesc. Alguns aliados de Temer já falam abertamente em que o Planalto aceita fazer concessões no projeto. 

Até mesmo deputados que pretendem votar a favor do texto admitem que a possibilidade de êxito é remota. Isso se a votação não for mais uma vez adiada.

Um dos que deverão apoiar o governo na empreitada é o deputado federal Marco Tebaldi, ex-prefeito tucano de Joinville. Ele admite, no entanto, que a reforma foi "mal vendida" e que o governo nunca teve mais que 250 votos, mesmo antes do escândalo com a divulgação dos áudios de Joesley Batista.

— Eu acho que não vai ter condições de votar, mas se o governo botar e correr o risco... Além de tudo, é ano eleitoral, o que dificulta bastante as coisas — opina Tebaldi.

Veterano da política, o ex-governador pepista Esperidião Amin ainda é considerado um indeciso. Ele conta que não pode opinar,  já que "ninguém tem o texto". Segundo ele, novas versões têm sido ventiladas na imprensa, mas não há nada de concreto. A única ressalva de Amin é quanto ao texto aprovado na Comissão Especial em maio passado, ao qual ele votou contra:

— Não falo sobre ideias vagas, mas vai ser muito difícil alguém votar de maneira honesta em meio a essa lambança fisiológica que o governo está fazendo.

Cenário mais tranquilo no Senado

Caso o governo consiga vencer toda a turbulência na Câmara, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem dito que pretende realizar uma tramitação rápida. E o cenário geral tende a ser um pouco mais tranquilo. Exemplo disso vem da própria bancada catarinense. Dos três senadores catarinenses, dois são favoráveis à reforma proposta por Michel Temer e há um indeciso — ninguém, portanto, abre voto contra. 

Para o senador tucano Paulo Bauer, o adiamento da decisão exigirá em um futuro muito breve uma nova discussão a respeito do tema, "com remédios mais amargos tanto para aposentados quanto para trabalhadores".

— Esta não é uma questão partidária, política ou ideológica. É uma matéria matemática, econômica — diz.

 
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