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Vereador Dida Pires diz que falta prioridades à administração
A prefeitura iniciou o ano de 2018 no mesmo ritmo que vinha em 2017, com folha salarial atrasada
13:01   12 de Fevereiro, 2018
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José Vieira do Nascimento
editor de Mato Grosso do Norte

A falta de planejamento, de definições de prioridades e ausência do prefeito no centro das decisões, segundo o vereador Dida Pires (PPS), são falhas que devem ser corrigidas com urgência na administração municipal de Alta Floresta, para o governo municipal não descambar de vez no limo do fracasso. 

O vereador, que concedeu entrevista à Mato Grosso do Norte na semana passada, disse que está preocupado com os rumos que a administração municipal está tomando.  E que teme pelo pior, caso o prefeito Asiel Bezerra, não tome as medidas cabíveis para corrigir estas distorções. 

Em recente audiência que teve com o prefeito, Dida, que está no quinto mandato, afirmou que fez diversos alertas à Asiel Bezerra, no sentido de motivar o prefeito a se despertar a tempo de tomar as decisões para ajustar a administração, antes que seja tarde demais.

“O prefeito ainda tem tempo de consertar as falhas. A princípio, ele tem que começar a mandar na prefeitura e se afastar de oportunistas que só trazem desgaste a sua imagem. Está tendo uma inversão de papeis. É o prefeito que tem que coordenar a administração, tomar as decisões auxiliados pelos seus secretários. E não o contrário. Este modelo que foi adotado na administração não está sendo aceito pela sociedade e o prefeito passa uma imagem de quem não tem o controle da administração, que não tem poder e fica o desgaste. Isto é o povo quem está falando! Me preocupa muito esta situação, porque queremos que a sociedade seja bem atendida e que a administração vá bem”, analisa o vereador. 

Segundo o parlamentar, a prefeitura iniciou o ano de 2018 no mesmo ritmo que vinha em 2017, com folha salarial atrasada e as licitações que devem ser tratadas com urgência, travadas. Na avaliação do parlamentar, falta planejamento e a definição de prioridades no âmbito da administração. 

Outro problema, de acordo com ele, é que apesar da situação de dificuldades reclamadas, a prefeitura vem fazendo contratações, atendendo a pedidos de vereadores e secretários. 

“Eu não indiquei ninguém para ser contratado pela prefeitura. O prefeito não pode continuar cedendo às pressões de vereadores e secretários para contratar mais gente com a prefeitura com folha atrasada. As contratações devem ser feitas conforme a necessidade”, enfatiza.

De acordo com o vereador, as prioridades da administração devem ser a folha de pagamento em dia, transporte escolar, iluminação pública, a recuperação das vias públicas, remédios nas unidade de saúde e atendimento, compra de pelo menos 2 caminhões para a coleta do lixo e a e a renovação da frota de maquinários para a prefeitura ter condições de continuar com o programa de asfalto e atender as demandas do setor de logística.

“À prefeitura não consegue fazer as coisas simples e essenciais. Os buracos das ruas não está se resolvendo. A iluminação das ruas é paga pela população e é questão de segurança pública.  Não podemos continuar nesta situação. O prefeito tem que fazer um planejamento e começar a trabalhar com base nas prioridades. Outras prefeitura estão conseguindo, porque Alta Floresta, não?”, questiona.

 Outra questão a ser enfrentada pelo prefeito, segundo o vereador, é com relação ao parque de máquinas da prefeitura. Conforme ele, prefeituras da região com menos recursos do que Alta Floresta, estão conseguindo comprar novos maquinários.

Um grave problema que está acontecendo, segundo ele, é o sucateamento que está havendo na secretaria de Obras. Disse que quando uma máquina ou caminhãoquebra, tira-se peças de outra para colocar na que quebrou. Conforme ele, caminhões novos estão sendo sucateados, com suas pelas sendo retiradas para serem postas em outros. 

“Eu solicitei ao prefeito que mande parar de tirar peças de uma máquina para pôr em outra. O que tem que ser feito é um levantamento para verificar as máquinas e caminhões que podem ser recuperados, comprar as peças e arrumá-los. Os que não tiverem mais condições de uso, a prefeitura deve fazer um leilão e vendê-los. Se continuar com esta prática, daqui a pouco só teremos sucatas”, analisa. 

 A aquisição de novas maquinas, na opinião de Dida Pires, permitirá que a prefeitura atenda a reinvindicação da população de fazer asfalto comunitário. “A população está querendo fazer asfalto, mas a prefeitura não tem condições de fazer a parceria porque não tem máquinas”, pontua.

 
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