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Presidente da ALMT diz que deixou sociedade de empresa em 2012 após descobrir esquema de propina no Detran
Para o MPE, empresa foi usada para lavagem de dinheiro público. Eduardo Botelho (PSB), e o deputado Mauro Savi são investigados por suposta participação no esquema.
00:41   21 de Fevereiro, 2018
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Por André Souza, G1 MT

 

presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (PSB), afirmou, nesta terça-feira (20), que deixou, em 2012, a sociedade da empresa Santos Treinamento depois de descobrir um esquema de propina com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). A empresa, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), foi usada para lavagem de dinheiro público.

A suposta fraude é investigada na Operação Bereré, deflagrada na segunda-feira (19).

São investigados, além do presidente da ALMT, o deputado estadual Mauro Savi (PSB), o ex-deputado federal Pedro Henry e o ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o Dóia. Botelho e Savi são apontados pelo MPE como chefes do esquema.

Mauro Savi diz que irá prestar todos os esclarecimentos à Justiça. Botelho, que se elegeu em 2014 e iniciou o mandando no Legislativo estadual em 2015, negou as acusações.

Ele alega que deixou a sociedade da Santos Treinamento, em julho de 2012.

“Quando entrou o governo Silval houve uma pressão muito grande e parte da empresa foi passada para um representante dele. Nesse momento, soube que havia pagamento de propina, me senti mal com isso e deixei a empresa”, afirmou.

A participação na empresa como investidor foi classificada por Botelho como um 'erro'.

“Foi um erro que cometi na minha vida e isso vem me atormentando até hoje e está causando transtornos para mim e para minha família”, declarou.

A Santos Treinamento, de acordo com inquérito do MPE, recebeu “vultuosos montantes” da EIG Mercados Ltda (atual FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltds), contratada para a prestação de serviços no Detran-MT.

A empresa, entretanto, não tinha nenhum empregado ativo no quadro de funcionários e nunca apresentou despesas com aluguel, energia elétrica, água, telefone, contador, impostos e outros gastos.

Operação Bereré

Operação Bereré cumpriu mandados em Cuiabá, Sorriso, a 420 km de Cuiabá, e Brasília, pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil, contra desvio de verba do Detran.

oram cumpridos mandados na casa de Eduardo Botelho, na casa e no gabinete do deputado Mauro Savi, na casa do ex-deputado federal Pedro Henry e nas casas de servidores públicos e empresários.

O esquema é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Defaz) em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

 

 
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