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Sobre a invasão na área do aeroporto
Esta questão é de interesse coletivo e da cidade e deve ser tratada de acordo com o que diz a lei
14:03   23 de Fevereiro, 2018
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O risco de o aeroporto de Alta Floresta ser excluído da lista dos que serão privatizados e ainda sofrer uma interdição, por causa da invasão em sua área de segurança, é real e imediato. Percebe-se que não há uma preocupação por parte do poder público em buscar uma solução para este problema, que está na iminência de causar consequências irreparáveis ao município.
A invasão ocorreu há anos e fez-se vista grossa para um crime que merece ser tratado conforme os rigores da lei. Todavia, quem tinha a obrigação de defender os interesses da coletividade, optou por negligenciar, ou se omitir.
 Agora, que corre-se contra o tempo, porque o governo federal já está elaborando o edital para fazer o leilão dos aeroportos, a forma escolhida para fazer o enfrentamento a esta demanda, foi a formação de uma comissão. 
Mas até que ponto haverá resolutividade e eficiência diante de uma questão que exige uma solução urgente? 
Infelizmente, encontraram um eufemismo para disfarçar o discurso, que a prefeitura não tem poder sobre a érea invadida porque a mesma pertence ao governo federal. Entretanto, quem tem que defender o município é o Executivo municipal. O governo estadual e federal estão se lixando se o aeroporto de Alta Floresta ficar de fora do leilão. Quem sofrerá as consequência é a população e a cidade que será diretamente afetada.

Os representantes públicos do município, que permaneceram de braços cruzados, poderiam ter evitado que a situação chegasse a tal ponto. Invés de ter cedido as chantagens dos invasores, que só saem se forem contemplados com outra área, a prefeitura deveria ter feito um levantamento das famílias que realmente são carentes, separando-as dos grileiros que usam o espaço para criar porcos e vacas, notificar e dar um prazo para deixarem o local. 
E ainda está em tempo para esta medida ser tomada, para não perdermos o investimento. 
Bom lembrar que esta não é uma questão política, que tem que ser tratada com habilidade para não magoar as pessoas envolvidas e perder-se votos nas eleições. Esta questão é de interesse coletivo e da cidade e deve ser tratada de acordo com o que diz a lei. Via de regra, apesar da bandalheira que se transformou este país, invasão de área pública ainda é um ato criminoso. 
Lamentável que por causa de um pequeno grupo de pessoas, a cidade e a população, sejam crucialmente atingidas. Isto é inaceitável!

José Vieira do Nascimento é diretor e editor responsável de Mato Grosso do Norte - Email: mtnorte@terra.com.br

 
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