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JVC agora é uma Escola Plena
JVC é uma das 39 escolas Plenas de Mato Grosso e a primeira do município, escolhida para a nova proposta de Educação do Governo Estadual
14:02   23 de Fevereiro, 2018
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Reportagem
Mato Grosso do Norte

A Escola  Jayme Veríssimo de Campos Júnior- JVC Jr.- situada no bairro Cidade Alta no município de Alta Floresta, passou por uma nova reestruturação para atender as normas de sua inserção na Escola Plena, nova metodologia de Educação que está sendo implantada em Mato Grosso pelo Governo Estadual.
As Escolas Plenas começaram a ser implantadas no Estado em 2016. Em 2018 o município de Alta Floresta foi inserido no projeto através da escola JVC Jr., que iniciou o ano letivo no dia 15 de fevereiro, atendendo a 210  estudantes  em período integral. Em Mato Grosso, são 39 Escolas Plenas, mas a proposta do governo é  ampliar gradativamente este número. 
O diretor da escola  JVC Jr., Celso Antônio Moreira, explica que a Escola Plena funciona das 7 às 16.30 horas e que os estudantes  têm  aulas da base curricular comum e diversificada, que contempla estudos orientados , avaliações semanais, disciplina eletiva, a qual o estudante faz a escolha  dentre as opções ofertadas, e práticas experimentais  com atividades interdisciplinares, de forma diferenciada  das escolas de ensino regular  os estudantes  fazem as refeições na escola:  lanche da manhã,  almoço e o lanche da tarde.
“As Escolas Plenas funcionam em período integral e ofertam aos estudantes, um conteúdo pedagógico diversificado, voltado ao projeto de vida de cada estudante. Nas diretrizes das Escolas Plenas, constam atividades e práticas inovadoras no processo de ensino-aprendizagem, como forma de melhorar a qualidade da educação, bem como estimular a participação da comunidade escolar na elaboração do projeto pedagógico”, explica Celso.
Além da metodologia, a logística da escola JVC Jr. também está passando por um processo de mudança. Segundo o diretor, a escola teve pouco tempo para se preparar para esta mudança e a transformação está  acontecendo  de forma gradual, mas com muita efetividade. A direção foi comunicada em novembro e em apenas três meses se adequou para receber os estudantes. 
Mesmo ainda estando em uma fase inicial, a perspectiva da equipe pedagógica da Escola Plena JVC Jr. é de positivismo e entusiasmo com esta nova metodologia de Educação. 
Conforme o coordenador Márcio Hrycyk, o objetivo é garantir que os estudantes possam ter acesso a uma educação integral  de excelência, mesmo na rede pública de Educação. Ele explica que foram priorizados os alunos que já estudavam na escola. 
“A primeira etapa de matriculas foi para nossos alunos, depois abrimos para a o bairro  Cidade Alta, depois para os demais bairros  do  município e na sequência para outras cidades da região. Mas sem teste seletivo,  basta que o aluno queira estudar em tempo integral”, explica Márcio. 
A orientadora de área da Ciência da Natureza  e   Matemática, Simone José, professora há 28 anos, acredita no sucesso da escola plena e em sua eficácia  para formar cidadãos  preparados para enfrentar as demais etapas de suas vidas estudantis, bem como estarem formados com as competências  para o séc. XXI.  
Para ela, com um número menor de  matrículas ,  e  funcionando  de forma integrada, os professores poderão dar mais atenção para os estudantes, resultando em uma educação com qualidade e responsabilidade de todos os envolvidos no processo educacional. Ela frisa que antes, a escola  JVC Jr. funcionava com 800 estudantes, hoje são poucos mais de 200 e o limite nesta nova proposta, é máximo 300 alunos.
 Outro ponto que ela  explica é que no primeiro ano, a escola não precisa ter necessariamente 300 alunos, , esta meta poderá ser alcançada com dois ou três anos.
A escolha dos professores para lecionar na Escola Plena foi feita através de teste seletivo. Todavia, Simone explica que só fez o teste quem realmente acredita na ideia e defende a Escola Plena. 
 “Só vieram  trabalhar na escola aqueles professores que realmente querem , acreditam e defendem a Escola Plena, o trabalho integrado e colaborativo. Na Escola Plena, a preocupação com o estudante é com sua formação para a vida e não só com o Português, Matemática e outras disciplinas. O professor que fez a seleção, já estava ciente disso”, disse Simone. 
Ela observa que o professor da Escola Plena tem que ser exclusivo. Não pode lecionar em outra escola estadual ou municipal. A carga horária do professor é de 40 horas semanais. Quem não tem disponibilidade para ficar à disposição das 7 às 16:30 horas não pode lecionar da escola. 
Mesmo assim, cinquenta 50 por cento dos professores da Escola Plena são provenientes da própria escola JVC Jr. Os demais que não tinham disponibilidade foram remanejados para outras escolas do município.
“Nossos professores, após passarem  pela banca, estão entre os melhores do município,  podemos afirmar isto com toda segurança. Vieram professores da Unemat, do IFMT, do Secitec, são profissionais com mestrado e doutorado e todos ficarão as 40 horas a disposição da escola e dos estudantes sempre que eles precisarem”, disse coordenador Márcio.
Na perspectiva da equipe do JVC Jr. os alunos da Escola Plena são protagonistas de uma nova fase na Educação pública de Mato Grosso e terão a oportunidade de se prepararem para serem profissionais qualificados no futuro. “Acreditamos que será um ganho para a qualidade da Educação no Estado e município. Observando as outras escolas em Mato Grosso e no Brasil, o índice de aprovação é de 96%, com estudantes muito bem colocados no Enem”, avaliam os coordenadores.

 
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