Jornal MT Norte
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Vereador é favorável que vice assuma
Dida Pires diz que grupo do prefeito está brigando entre si e secretários temem ser exonerados
12:36   02 de Março, 2018
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José Vieira do Nascimento 
Editor de MT Norte

O vereador Dida Pires (PPS) vê com preocupação a crise política no âmbito da administração municipal. Para ele, o momento é delicado e é preciso que o prefeito Asiel Bezerra (PMDB) se posicione, fale para a câmara municipal e a população, se vai se licenciar e quando isto irá ocorrer. E se ficar, terá que fazer mudanças urgentes na gestão. 
Com base em sua experiência de 5 mandatos consecutivos, o parlamentar avalia que o município não pode continuar nesta situação de desgovernabilidade e de instabilidade política. Segundo o vereador, o grupo político do prefeito está brigando entre si e aprofundando a crise na administração. 
“O prefeito Asiel iria se licenciar no dia 1 º de fevereiro. A sua base enlouqueceu e o pressionou até que o fez mudar de ideia. Se o prefeito precisa sair por problema de saúde, acho que ele deve se licenciar. Independente da capacidade de gestão da vice-prefeita, se ela tiver boa vontade, conseguirá administrar o município. Sabemos que é o marido dela quem vai mandar, mas a Câmara Municipal vai ajudar e os vereadores estarão atentos”, disse.
Conforme Dida Pires, o que está acontecendo é um racha dentro do grupo político do prefeito, com secretários e vereadores da base com medo que a vice-prefeita assuma e consiga melhorar a administração e o prefeito prolongue a sua volta à prefeitura.
Ele relembra que o vereador Dr. Charles, que é do partido da vice-prefeita, disse na tribuna da Câmara que o DR. Asiel não deve entregar a prefeitura aos lobos. Todavia, o parlamentar considera que não existe armação por parte da vice-prefeita, e que ele a apoiará se ela assumir a administração. 
“Não existe armação! Se ela assumir, acredito que fará as mudanças necessárias na administração. Tem secretários que levaram o prefeito ao fracasso, mas apesar de estarem sem clima, não saem da administração, mesmo sabendo que causam desconforto ao prefeito. Quando ficaram sabendo do pedido de licença do prefeito, enlouqueceram, porque vivem falando que vão sair do cargo, mas na verdade não querem sair. E se a vice-prefeita Marinéia assumir, estarão fora no mesmo dia. Ela também tem problemas com o vereador Charles por questões partidárias, assim como com outros vereadores da base do prefeito, que tem resistência com relação a à ela por causa de seu marido. Mas não vejo desta forma. Se ela tiver boas intenções, vou colaborar e o município poderá sair da situação em que se encontra”, frisa. 
Na opinião do vereador, o que a vice-prefeita terá que fazer, caso assuma, é resolver as problemáticas da cidade, como a coleta de lixo, recuperar as ruas e definir prioridades na administração, o que hoje, segundo ele, não está acontecendo.
Dida Pires afirma que a situação chegou a um ponto que vereadores da base do Executivo dizem que se o prefeito enviar seu pedido de licença para a Câmara Municipal, caso seja por um período de 90 dias, vão fazer uma averiguação para ver se realmente é necessário três meses de licença. E podem votar contra o pedido, que depende da aprovação da Câmara. 
No entanto, assegura que independente de qualquer situação, o prefeito deve definir as prioridades na administração e ter o controle dos gastos. Ele cita o exemplo de uma licitação para a construção de pontos de ônibus, no valor de cerca de R$ 140 mil.
“Não sou contra construir os pontos de ônibus, mas num momento que os caminhões do lixo pararam por causa de peças no valor de R$ 10 mil e falta peças para as máquinas da obras, qual deveria ser a prioridade da prefeitura?”, questiona o vereador.
Conforme ele, o prefeito Asiel Bezerra terá que autorizar os gastos de cada item que a prefeitura for comprar, mesmo que seja uma caneta.
“Cada secretário faz o que quer. Um reforma uma sala, outros compram moveis, outros autorizam determinados serviços e o prefeito não tem conhecimento. Se não houver controle e prioridades, irá continuar esta situação no município”, disse Dida.

 
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