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Cinco Perguntas: Política intensa
Âncora do “Jornal da Band”, Ricardo Boechat exalta a ampla cobertura da emissora para as eleições de 2018
14:22   09 de Março, 2018
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GERALDO BESSA
TV PRESS

À frente do “Jornal da Band” desde 2006, Ricardo Boechat ainda acha estranho quando alguém o para na rua e pede para tirar uma foto. “Cria” do jornalismo impresso e com passagens por jornais importantes como “O Estado de São Paulo” e “O Globo”, ele tenta lidar com naturalidade com a fama quase instantânea de quem aparece na televisão diariamente. “Eu fico realmente sem jeito. Mas gosto do carinho. Essa proximidade é sinal de que o trabalho de uma vida deu certo”, analisa o âncora de 65 anos, 46 destes dedicados ao jornalismo.
Argentino naturalizado brasileiro, Boechat também desenvolve um frutífero trabalho no rádio, onde apresenta o Jornal BandnewsFM. Em 2018, tanto no vídeo quanto no dial, o jornalista sabe que trabalhará bastante. Tudo por conta da ampla cobertura que a Band fará das próximas eleições. Além das ocupações atuais, ele fará participações em outras produções da rede, como o “Band Eleições” e o “Canal Livre”. Apaixonado por seu ofício, Boechat também tem outros incentivos para aguentar a pesada rotina de trabalho que encara semanalmente. “Brinco sempre dizendo que já trabalhei muito mais ganhando muito menos. Fora isso, tenho seis filhos. Não posso parar”, ressalta, entre risos.
P - As eleições de 2018 causarão algumas modificações na grade e nos jornalísticos da Band. Como isso irá afetar sua rotina de trabalho?
R - Tudo fica mais intenso. O ano eleitoral é uma tradição na Band. Desde os anos 1980, a emissora se transforma para dar conta do volume de informação que o evento gera. Os primeiros debates já estão marcados, o primeiro no dia 9 de agosto e o segundo em 12 de outubro. São duas datas especiais em torno de um esforço inédito: pela primeira vez, todos os veículos da rede estarão em sintonia de comunicação. Serão diversas ações voltadas para as eleições. A minha vida fica bem atribulada (risos). Digamos que vou respirar esse assunto nos próximos meses.
P - Como será sua atuação no novíssimo “Band Eleições” e na reformulação do “Canal Livre”?
R - Eu e toda a equipe de jornalismo da Band estamos totalmente dedicados a esses dois projetos. Sem esquecer do “Jornal da Band” que eu já apresento. São duas iniciativas da emissora para reverberar os principais acontecimentos pré-eleitorais. Vamos conversar com os candidatos, debater as propostas e também ouvir o telespectador. É um outro jeito de se lidar com as eleições. Muito mais próximo e aprofundado.
P - Você passou muitos anos no jornalismo impresso antes de estrear como âncora de telejornal. O que a televisão representa na sua carreira?
R - Sou um produto da mídia impressa. Passei grande parte da minha vida profissional trabalhando em redações de veículos como “O Globo”, o antigo “Jornal do Brasil”, e “O Estado de São Paulo”. A televisão assim como o rádio estão no meu cotidiano há menos de 15 anos. Claro que antes eu já tinha feito pequenas coisas na tevê, mas não de forma tão relevante e cotidiana. Acho que além de estar mais vinculado com a linguagem das novas gerações, a tevê me dá escala, público e visibilidade. Alcanço milhões de pessoas todas as noites.
P - A visibilidade da televisão acaba fazendo com que os jornalistas se tornem pessoas públicas. Como você lida com o “status” de celebridade que vem com essa popularidade?
R - Isso é inevitável. Apresentadores e, às vezes, até os repórteres de um telejornal acabam misturados nesse ambiente das notícias sobre quem aparece na tevê. Você cobre o cotidiano e alguém cobre o seu. Não me sinto interessante como personagem pelo simples fato de que não criei um. O que eu sou no ar sou na minha vida pessoal. Não me coloco em dois momentos distintos. Me sinto muito grato quando as pessoas se aproximam e pedem uma foto, mas não caio nesta de ser “celebridade”.
P - Você vem sendo chamado para dublar animações como “Zootopia”, da Disney, e documentários sobre natureza. Como é sair da rotina de jornalista e encarar essa outra função?
R - Eu adoro. Tenho 46 anos de profissão e, mesmo fazendo de forma amadora, sem as inúmeras técnicas dos dubladores profissionais, encaro como uma experiência nova e muito prazerosa. Adoraria que me chamassem para mais coisas do gênero. É um barato dublar personagens de animação, ter de estudar as cenas, intenções e entonações de cada frase. Não é nada fácil, mas fiz com alegria e a repercussão foi bem interessante.

“Jornal da Band” – Band – de segunda a sexta, às 19h20.
“Canal Livre” – Band – Domingos, às 23h55.
“Band Eleições” – Band – estreia prevista para abril.

 
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