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Audiência Pública debate crise da Saúde na região
Falta de gestão do governo é apontada como umas das causas da crise na saúde, na região
12:17   19 de Março, 2018
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José Vieira do Nascimento
Editor MT do Norte

A audiência pública realizada na noite de Sexta-feira, 16, na Câmara Municipal de Alta Floresta, para debater sobre as demandas e crise do setor de Saúde, foi considerada um sucesso pelos organizadores. O plenário da Câmara ficou lotado pelo público, constituído por moradores das cidades de Alta Floresta, Carlinda, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde. 
O presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, Emerson Machado (MDB) considerou o evento um sucesso e acredita que a ação surtirá o efeito almejado, de chamar a atenção do governador Pedro Taques (PSDB) para a profunda crise a região está passando no setor de saúde, com danosas consequências, para a população mais carente.
“Nosso objetivo não é falar mal do governo, mas através da força da união de todos, buscar uma solução para esta crise, que causa sofrimento para a população, principalmente para os mais pobres, que são os que mais precisam”, comentou.
O parlamentar lamentou que haviam lugares vazios na mesa de honra, que foram reservados para as autoridades que não compareceram, e pontuou que a união dos vereadores dos 6 municípios da região, pode fazer a diferença nesta causa.

“Temos que lutar juntos pelo que a região precisa. Hoje percebemos que o governo não prioriza a saúde. Entre 2015, 2016 e 2018, o governo estadual deixou de repassar para a Atenção Básica de Alta Floresta, mais de R$ 1,5 milhão. É o povo quem está sofrendo com esta situação e temos que lutar para sensibilizar o governo a priorizar a saúde. Lembrando que os repasses são previstos na constituição”, disse.
Ele sugeriu que o promotor de justiça, Dr. Luciano Martins da Silval, que participou da audiência, faça o bloqueio nas contas do governo estadual, do valor devido na saúde, aos 6 municípios da região de Alta Floresta.
Emerson também sugeriu que os vereadores da região, caso o governo não resolva o problema da saúde, faça um movimento pacífico em Cuiabá, para despertar a atenção sobre o drama que a população está vivendo.
“Se for 3 vereadores lá, não conseguiremos nada. Mas se formos uns 40 nesta manifestação, iremos despertar a atenção da imprensa e o governador terá que apresentar uma solução para a crise no setor de saúde que estamos enfrentando”, enfatizou.
O presidente da Câmara Municipal de Nova Monte Verde, Chico Sevallo (MDB), afirmou que espera resultado da audiência e reiterou que é preciso união entre as lideranças dos 6 municípios, para cobrar uma solução do governo. “Desde 2017 estamos cobrando do governador as ações para molhar a saúde, mas nada é feito. Esperamos que esta iniciativa tenha sequência para se chegar a solução que a população precisa com relação a saúde”, disse.
A prefeita de Carlinda, Carmen Martines (DEM), atribui a crise na saúde a falta de gestão do governo. Ela defende que as cobranças continuem para que o governador seja obrigado a solucionar o problema da saúde na região. 
O promotor Dr. Luciano Martins da Silva, disse em seu pronunciamento, que a crise na saúde se agravou nos últimos meses em Alta Floresta. Para ele, o agravamento da crise ocorre em parte pela falta de recursos em função do atraso nos repasses do governo, e pela falta de capacidade de gestão.
“O Ministério Público ajuda no que for preciso, mas a judicialização da saúde não resolve. É apenas um paliativo. O que irá resolver é uma gestão competente. Quem sofre com a paralisação do hospital são os mais carentes. Se não for atendido no hospital, não tem dinheiro para pagar um médico. Tem que organizar um plano de trabalho. Fazemos a nossa parte e estamos à disposição, mas a situação não se resolve apenas com bloqueio. Temos que buscar uma solução definitiva”, ressaltou.
Todavia, Dr. Luciano pediu para que seja encaminhado para ele, documentos com os valores que o governo estadual deve para os municípios com relação a Atenção Básica, para que ele possa tomar as providências. “Quando tiver com a documentação, vou tomar as providências”, assegurou.

 
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