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Câncer de Pele atinge 188 mil brasileiros
11:43   03 de Dezembro, 2014

Autoexame é uma prática também saudável para se prevenir contra o câncer de pele, doença que atinge 188 mil brasileiros ao ano.


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este tipo de câncer ataca cerca de 188 mil brasileiros ao ano e a mais grave forma de câncer de pele, o melanoma, pode levar à morte a partir de uma simples e pequena pinta.

Com as altas temperaturas atraem as pessoas para as praias e atividades ao ar livre. Mas o convívio nesse ambiente saudável de contato com o sol exige um cuidado especial para proteger a pele e evitar o surgimento da doença.

A exposição exagerada ao sol é o principal fator que pode comprometer definitivamente a nossa saúde. Porém, o problema pode ser facilmente evitado se alguns cuidados forem

observados.

Há dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das células basais ou das escamosas, e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina. Os não-melanoma representam 95% do total dos casos de câncer de pele e os dois tipos mais comuns são o basocelular (carcinoma de células basais) e o espinocelular (carcinoma de células escamosas).

O carcinoma basocelular ou de células basais tem origem nas células basais da epiderme e representam 75% dos casos de câncer de pele. É mais comum em pessoas de meia-idade e idosos e geralmente aparece em áreas muito expostas ao sol, como o rosto e o pescoço. Como o hábito de tomar sol e ir à praia por longos períodos se popularizou nas últimas décadas, esse tipo de câncer tem aparecido em pessoas cada vez mais jovens.

O carcinoma basocelular se desenvolve lentamente e dificilmente se espalha para outras áreas do corpo, mas exige tratamento mesmo assim. E, entre 35% e 50% das pessoas que tiveram esse câncer de pele vão ter outro num prazo de 5 anos após o diagnóstico. Isso significa que quem já teve câncer de pele tem de fazer um acompanhamento permanente.

Tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, com 6.130 casos previstos no Brasil em 2013 segundo o INCA, o melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença.

O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, quando se trata de melanoma, a “pinta” ou o “sinal” em geral mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento. Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita.

Aliás, mesmo sem nenhum sinal suspeito, uma visita ao dermatologista ao menos uma vez por ano deve ser feita. Essas lesões podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente. Além disso, uma lesão considerada “normal” para você, pode ser suspeita para o médico.

De acordo com a Dr. Maria Tereza Feital “se o diagnóstico for feito na sua fase inicial, favorece sua retirada sem deixar cicatrizes, além de evitar que através de sua evolução o quadro se torne muito extenso e deformante no paciente”. O aposentado, Paulo Braz acredita na importância de se realizar campanhas como essas para informar a população formas de identificar e prevenir o câncer de pele, uma doença tão recorrente na sociedade.

PROTEJA-SE-  Além de óculos de sol, use chapéus e bonés de abas largas e proteja as partes mais expostas. Não são raros os melanomas que surgem como pequenas pintas nos pés ou nas costas.
• Evite ficar sob o sol entre as 10 e 16 horas, quando a irradiação de ultravioleta é maior.
• Conheça o histórico de problemas de pele na sua família. Ele pode indicar a necessidade de cuidados especiais.
• Abuse do protetor solar em todas as partes do corpo. Repita a aplicação diversas vezes e não apenas no início da atividade. E lembre-se: protetor solar bloqueia somente até 55% dos raios ultravioleta que danificam a pele.

ALERTAS- Os principais sinais de alerta são pintas ou lesões novas que surgem na pele. Por isso, um autoexame rotineiro é fundamental.

TRATAMENTO- Quando o melanoma é identificado precocemente, faz-se cirurgia no local. Mas se o melanoma se espalha para outras partes do corpo, o tratamento pode ser realizado com medicamentos de última geração.

 

 

 
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