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Programa da Ceplac quer revitalizar lavoura de cacau na região de Alta Floresta
Novo programa de incentivo a cacauicultura está sendo implantado nos municípios
13:01   02 de Abril, 2018
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José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A exemplo da lavoura de café que está sendo revitalizada na região de Alta Floresta através do programa Pro- Café, o programa Nova Tecnologia da Cacauicultura, que está sendo implantado pela Ceplac em Mato Grosso, tem como objetivo incentivar os agricultores da Agricultura Familiar, a investirem novamente na lavoura de cacau nos municípios da região.
O superintendente da Ceplac em Mato Grosso, Cacildo Viana da Silva, que esteve em Alta Floresta na semana passada, disse que todos os municípios da região norte serão contemplados com o programa. Conforme ele, o objetivo é colocar em Mato Grosso, 10 mil mudas de cultivarias de cacau clonado, de alta produtividade, que produz por hectares, no mínimo, de 2.500 a 3 mil quilos.
“A meta é resgatar o cultivo do cacau usando a tecnologia e beneficiar a Agricultura Familiar. O cacau é uma boa alternativa para o agricultor ampliar a sua renda e melhora a qualidade de vida”, frisa Cacildo.
Nesta primeira etapa, segundo ele, estão sendo montadas em Alta Floresta duas vitrines tecnológicas, sendo uma na fazendo Jequitibá e outra na Estação Experimental da Ceplac. 
Serão produzidas 6 mil mudas clonadas e serão entregues 300 mudas para cada produtor que aderir ao programa, para a produção de hastes. 
Atualmente em Mato Grosso há apenas 1.200 hectares de cacau sendo cultivados. De acordo com Cacildo, a Ceplac quer chegar a 10 mil hectares em 2 anos, sendo que mil hectares devem ser plantados somente em Alta Floresta.
O superintendente explica que, se um agricultor plantar uma hectare de cacau clonado, produzirá, no mínimo, 2.500 quilos por ano. Com o preço de R$ 10 reais o quilo, o agricultor teria uma renda de R$ 25 mil por hectare.
Todavia, conforme ele, o agricultor poderá plantar também uma hectare de café, que também está recebendo incentivos do governo estadual pelo programa Pró-Café, e ampliar sua renda para 55 mil por ano, somente com estas duas atividades.  Ele ressalva, no entanto, que para produzir, o café precisa ser irrigado.
“Parece pouco, mas se dividir por 12 meses, chega-se a uma renda bruta de R$ 4.500. O cacau é uma excelente alternativa de renda para o produtor e vamos trabalhar para disseminar este projeto na região, para mostrar para o produtor, que usando apenas uma hectare de sua propriedade com o cacau e uma de café, ele aumentará sua renda entre 55 a 100 mil por ano”, disse Cacildo.

 
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