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De volta à Globo, Anajú Dorigon fala sobre sua personagem em “Orgulho e Paixão”
13:29   13 de Abril, 2018 - Fonte: Carta z
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por Anna Bittencourt
TV Press

Aos 23 anos, Anajú Dorigon revela uma maturidade incomum na sua idade. A paulistana de Campinas começou a carreira muito cedo: aos três anos já estrelava comerciais de tevê. Talvez, venha daí tanta sabedoria para falar sobre seus passos dentro da tevê. Após estrear como a vilã Jade na temporada de 2014 de “Malhação” - um dos mais bem sucedidos anos do folhetim infantojuvenil -, a atriz não encontrou bons papéis na Globo. Por isso, no ano passado, foi atrás de novos caminhos e migrou de emissora. Em “Belaventura”, ela deu vida à mocinha Dulce e repetiu a parceria de “Malhação” com Helena Fernandes. Convidada para viver a sonhadora Cecília em “Orgulho e Paixão”, ela não hesitou em voltar para a casa que a revelou. “Estamos sempre em movimento e acredito que o que realmente importa é o quanto colocamos nossos corações no que estamos fazendo”, afirma.
Na trama de Marcos Bernstein, Cecília é filha da matriarca Ofélia e vive confortavelmente ao lado de suas irmãs Elisabeta, Jane, Mariana e Lídia, vividas por Nathalia Dill, Pâmela Tomé, Chandelly Braz e Bruna Griphão. “Imagina eu, filha única, com esse tanto de irmã. Está sendo a melhor coisa do mundo”, celebra, animada. Ambientada em 1910, a história é inspirada nos livros de Jane Austen, que já no Século XVII escrevia sobre as mulheres, suas forças, suas fraquezas e suas relações. “Ela era incrível. Uma mulher à frente do seu tempo. Para mim é uma honra estar fazendo uma personagem pensada por aquela cabeça”, diz. De suas irmãs, Cecília é a que tem o lado lúdico mais aflorado. É fã de literatura e está sempre acompanhada de um livro e de seus óculos. “Ela mexe muito com o criativo, com a fantasia. Acho que é importante resgatar esses valores que foram muito perdidos com o advento do celular”, reflete.
Além de ler os livros de Austen e outros tantos, Anajú fez um extenso trabalho de preparação para viver Cecília. “Tive de me encaixar na forma de falar, nos trejeitos, em como andar…”, enumera. Por isso, o figurino foi peça fundamental para que ela encontrasse os ares da época. “Fico pensando em um monte de coisa para construir e quando coloco as roupas, tudo se torna real”, afirma. Segundo ela, é importante viver uma mocinha tão apaixonada pela literatura e tão sonhadora para “limpar” o registro que as pessoas tinham de Jade, sua primeira personagem na Globo. “Acho que é normal essa associação e ela vai vir sempre, já que ‘Malhação’ foi minha porta de entrada. Por isso acho tão fundamental entrar no clima da personagem”, diz.
Segundo ela, também foi fundamental o contato com as atrizes que interpretam suas irmãs em “Orgulho e Paixão”. Para as cenas do folhetim das seis, elas viajaram para cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Foi absolutamente necessário. Construiu nossa relação de dentro para fora. A gente se uniu, se conheceu, se entendeu e isso com certeza reflete nas câmaras”, opina. Cecília também passa por uma grande transformação ao sair de casa após se casar com Rômulo, interpretado por Marcos Pitombo. “Na nova família, ela vai descobrir coisas que vão fazer com que ela sofra muito. Mas estou muito animada porque nunca fiz nada que tenha tanto suspense e mistério”, antecipa.

 
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