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Virão mais investimentos, com certeza, e todos nós cresceremos com a cidade que amamos. Ou não a amamos?
13:04   16 de Abril, 2018
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Um crescer para fora

Estou pensando em fazer um curso da língua e da tecnologia japonesa para tornar-me ao menos um bom verdureiro. Sou um admirador seleto da cultura daquele povo que conseguiu se reerguer, em tempo recorde, um país pós Hiroshima/Nagasaki.

Ensaiei alguma coisa, quando criança, com meu amigo Paulo Kobayashi, o Taqueu. Éramos amigos de escola e de cerca, onde um pé de tomate, ou “tomato”, como ele dizia,  o verdadeiro nome do fruto na língua nipônica, divisava nossas proezas.

Mas a visão japonesa não é crescer só (ou) plantando tomate. Ela enxerga no campo e na cidade, seja plantando, seja edificando (se junta a semente real à tecnologia virtual) e assim se levanta e se expande para o mundo.

Lá e não só lá. Suíça, Alemanha, Noruega europeizando o mundo. O verbo transitivo direto (europeizar), mais direto que nunca. Uns nascem para colonizar, outros para serem colonizados e... Basta!

Nas cidades, em uníssonos, gritam pelo crescimento. O que não impede que cresçam com pensamentos individuais como muitas de nossas cidades irmãs. Eu disse Sinop?

Em tempos idos éramos levados por interesses de uma colonizadora que dizia não a tudo e nós acreditávamos que, na disputa para tornarmos a capital de um novo estado, sairíamos na frente em relação à Sinop. Não saímos e não saiu um novo estado, mas, cidades se ergueram, se modernizaram, se impuseram e nós nos contentamos em ficar com um lugarzinho no último vagão do trem da história.

Isso por quê? E o porquê de tudo isso? Queríamos crescer, porém o pensamento presou-se sempre em crescer para dentro quando devíamos, e devemos, crescer para fora.

Não é de hoje esse pensamento de que grupo tal vai crescer, ainda mais, às nossas custas, ao invés de pensarmos que também cresceremos. Eles crescerão às nossas custas e nós também cresceremos - à custa deles – vamos pensar assim!?

Veio um empreendimento imobiliário de alto nível. Ouvi dizer que só para ricos, milionários. E ele chegou, um tal de Hamoa. Veio outro, na área educacional, o IFMT. Outra grande faculdade está a caminho. A perspectiva para que ali possa se tornar um centro político/administrativo, sei lá. Virão mais investimentos, com certeza, e todos nós cresceremos com a cidade que amamos. Ou não a amamos?  

 
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