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Hospital Regional fechará Pronto Atendimento a partir do dia 7 de maio
Câmara deve convocar reunião com a prefeita e o secretário de saúde para discutir a situação
13:51   27 de Abril, 2018
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Assessoria
Câmara de Vereadores

O Hospital Regional de Alta Floresta Albert Sabin não vai mais atender demanda livre a partir do dia 7 de maio, ou seja, o Pronto Atendimento 24 horas será definitivamente fechado. Este comunicado foi feito oficialmente pelo diretor da unidade hospitalar José Marcos Santos da Silva e equipe, durante uma reunião solicitada pelo próprio diretor, no final da manhã de terça-feira, 24, com os vereadores após a Sessão Ordinária.
De acordo com o diretor do HRAF, a notificação do Governo do Estado feita por meio de uma portaria que se arrasta desde junho de 2017, determina a suspensão definitiva do atendimento 24 horas para que a unidade possa manter apenas o atendimento de urgência e emergência.
Atualmente o hospital mantem atendimentos de média complexidade e também atende a atenção básica, que conforme preconizado é de responsabilidade do município. A partir do dia 7 de maio o Hospital Regional não vai atender pacientes sem encaminhamento, o que significa que os pacientes terão que passar obrigatoriamente por uma unidade de saúde para conseguir encaminhamento.
Conforme informou José Marcos dos Santos, o Hospital Regional está com uma demanda de 85% de pacientes de Alta Floresta, quando na realidade 50% da demanda deveria ser destinada para os outros cinco municípios (Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta) que também fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde. Dos 100 pacientes atendidos por dia apenas 15 dão entrada em condições de internação. Dos 2.500 pacientes atendidos em janeiro de 2018 apenas 31 receberam atendimento de urgência e emergência.

Outra situação apresentada pela direção do HRAF foi quanto a notificação do Conselho Regional de Enfermagem proibindo os profissionais de dispensarem pacientes, ou seja, fazer a triagem, que é de responsabilidade do profissional médico.
O presidente Emerson Machado recebeu a informação com preocupação principalmente porque na sua avaliação a população está sendo mal atendida, e mais ainda porque o Governo do Estado não faz os repasses para que o município possa manter os atendimentos da Atenção Básica. “Vamos marcar uma reunião com a prefeita e vereadores e com a administração do Hospital Regional, vamos debater e procurar os nossos direitos porque o governo está deixando o município à mercê e se for preciso vamos à capital cobrar o governador”, disse Emerson.

 
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