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Campanha contra a influenza já vacinou 61% do público alvo em Mato Grosso
A campanha segue até 1º de junho e a expectativa é de que a imunização chegue a 90% dos grupos prioritários
13:33   25 de Maio, 2018
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Sandra Carvalho
SES-MT 

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza 2018 já alcançou 61% do grupo prioritário em Mato Grosso, estimado em 666.364 pessoas. A expectativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) é de que até o dia 1º de junho, último dia da campanha, o estado registre os 90% de cobertura preconizados pelo Ministério da Saúde.
Os professores do Ensino Médio e Superior foram os que mais compareceram aos postos de saúde. De acordo com a primeira parcial do Setor de Imunização da SES, de uma população estimada de 40.768 professores, 83,83% já foram vacinados.
Também já tiveram alcance considerável aqueles pertencentes ao grupo de trabalhadores da saúde (79,04%), puérperas (77,26%) e idosos (72,99%). Por outro lado, pouco mais da metade das crianças (52,29%) e gestantes (53,41%) atenderam o chamado da campanha contra a influenza. O índice de alcance mais baixo é da população indígena (9,8%).
De acordo com o último informe epidemiológico, divulgado dia 19 de maio, já foram confirmadas sete mortes por influenza em Mato Grosso em 2018. Vinte e seis óbitos ainda estão sendo investigados, totalizando 33 casos de mortes suspeitas.
Das sete mortes confirmadas, uma foi por influenza A não subtipado; três por influenza A H1N1; duas por influenza A/H3 Sazonal; e uma por influenza B. Foram registradas ainda 16 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Público prioritário- A campanha nacional de vacinação contra a gripe influenza é destinada prioritariamente para pessoas com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os profissionais de saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais e a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.
Orientações - Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus no período compreendido entre 2 dias antes do início dos sintomas até 5 dias após os mesmos. A transmissão mais comum é a direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, tossir e espirrar. Pode-se transmitir a doença pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções do doente.
Sinais e sintomas - Febre  com duração em torno de três dias, dor de cabeça, dor nos músculos, calafrios, prostração, tosse seca, dor de garganta, espirros e coriza, pele quente e úmida, olhos hiperemiados e lacrimejantes, garganta seca, rouquidão e sensação de queimor retroesternal ao tossir, aumento dos linfonodos cervicais, diarreia, fraqueza e náuseas.
Prevenção - Lavar as mãos com frequência, em especial ao retornar para casa, antes de preparar e/ou consumir qualquer alimento, antes de qualquer serviço, depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro; lavar os brinquedos das crianças mesmo quando não estiverem visivelmente sujos; restringir contato de familiares portadores de doenças crônicas e gestantes com o doente; utilização de máscara pelo doente; evitar aglomerações de pessoas e ambientes fechados, em especial na época de epidemia; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 dias após o início dos sintomas); vacinação contra influenza para a prevenção da doença e suas consequências. A lavagem das mãos deve ser feita com utilização de sabão, lavando inclusive os espaços entre os dedos e os pulsos, durante no mínimo uns 15 segundos, enxaguando e secando com toalha limpa.

 
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