Jornal MT Norte
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Gás de Cozinha, combustível e água mineral estão faltando em Alta Floresta
Gás de cozinha está em falta em Alta Floresta desde sexta-feira
12:37   30 de Maio, 2018
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Edemar Luiz Savariz
Especial para MT Norte

Desde que a greve dos caminhoneiros teve início em todo o país, nesta terça-feira (29) ainda eram registrados protestos em pelo menos 22 estados e no Distrito Federal. Foram registrados manifestações em Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
Os efeitos da greve é sentida pela população de Alta Floresta. Além da falta de combustível em todos os postos, o alta-florestense tem que conviver também com a falta de gás de cozinha e outros produtos básicos.
Os mercados garantem que tem estoques de alimentos suficientes para atender a demanda por mais 14 dias. Porém, alguns registram falta de frutas e legumes que vem de outras localidades, mas produtos da região como saladas, alface, almeirão, cheiro verde, entre outros, estão tendo normalmente nas prateleiras dos supermercados.
O município não registrou falta de medicamentos e as farmácias estão abastecidas atendendo normalmente a população. O que os donos de farmácias reclamam é em relação ao atraso no pedido dos medicamentos. Antes dos bloqueios dos caminhoneiros, os medicamentos levavam um dia para chegar no município, agora estão levando de dois a três dias.
O produto que está em falta, desde segunda feira (28) em todos os lugares do município é água mineral galão de 20 litros.Garrafa de 1,5 litros ainda é encontrada. Outro produto essencial é o gás de cozinha, este está em falta desde a última sexta-feira (25), mesmo dia que veio a faltar gasolina e etanol.

Nesta terça-feira um caminhão tanque chegou no município trazendo combustível e uma grande fila se formou, se estendendo por mais de um quilômetro. O preço cobrado por litro da gasolina era de R$ 5,10 e acabou ainda no período da manhã.
SAÚDE – O setor de saúde, a partir de hoje é a mais prejudicado. O Hospital Regional Albert Sabin, após reunir com corpo administrativo, comunicou a imprensa que não estará mais marcando cirurgias eletivas até que a situação da greve dos caminhoneiros se resolva no estado e país.
O diretor do hospital, José Marcos, disse que as cirurgias marcadas para esta semana, será feita normalmente. “O material que temos vamos priorizar os atendimentos de urgência e emergência. Não podemos correr o risco de ficar sem medicamentos e outros materiais”, disse o diretor.
Para José Marcos, o Hospital Regional tomou essa medida para não correr o risco de ficar sem medicamentos e outros materiais. “Neste momento estamos pensando na população que precisa de atendimento do Hospital, principalmente os casos mais graves”, enfatiza.
“O estado tem feito um cronograma em todos os hospitais, nós do Hospital Regional, estamos repassando diariamente um estudo de como estão os estoques de medica-mentos, gás de cozinha, alimentos e de todos os produtos que o hospital precisa para atender sem prejudicar os pacientes. Segundo este levantamento, ainda temos estoque para atender por mais 20 dias”, finaliza.

 
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