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Coração de mãe
À frente do “As Matrioskas”, Glenda Kozlowski desbrava a Rússia, país-sede da Copa do Mundo
13:49   08 de Junho, 2018 - Fonte: CAROLINE BORGES TV PRESS
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Foto: DIVULGAÇÃO

POR CAROLINE BORGES
TV PRESS

O jornalismo esportivo sempre usufruiu do estilo informal para promover uma abordagem leve e despojada às notícias. Em “As Matrioskas”, por exemplo, Glenda Kozlowski recorreu à sua sensibilidade para conversar com Nadine, Vera e Ane, mães dos jogadores Neymar, Gabriel Jesus e Fernandinho, respectivamente. A jornalista, que perdeu a mãe aos 19 anos, se envolveu com as histórias narradas ao longo dos quinze dias de viagem pela Rússia, país-sede da Copa do Mundo de 2018. Gravado em novembro do ano passado, a produção acompanhou a jornalista e as mães em diversos pontos turísticos de Moscou e São Petersburgo. “Foi uma montanha russa de emoções. Tivemos nossos momentos de choro e emoção, lembranças e afagos. Em todo lugar acontecida algo divertido, alguém falava alguma coisa engraçada. Na van, enquanto estávamos a caminho das locações, era sempre muito legal. Colocávamos música, cantávamos, dançávamos. Sempre com muito bom humor”, lembra. 
Na Globo desde 1996, Glenda antes de ser jornalista, surfava na modalidade “bodyboarding” e conquistou cinco campeonatos nacionais e quatro mundiais. Em 1991, fez uma ponta no filme “Os Trapalhões e a Árvore da Juventude”. A chance no longa acabou abrindo portas para apresentar o programa “360 Graus”, do antigo canal Top Sport, hoje SporTV. Com um passado fortemente ligado ao esporte, Glenda ressalta a visita ao Estádio Olímpico de Moscou, Lujniki, onde será a abertura e o encerramento da competição, como um dos momentos mais emocionantes da viagem. “Lembrei demais da Olimpíada de 1980. Foi um evento emblemático para mim porque me despertou para o esporte. Foi ali que eu me imaginei como atleta olímpica, ganhando medalha.... Acabei não fazendo um esporte olímpico, mas fui muito bem-sucedida no esporte que eu escolhi”, valoriza a jornalista, que já apresentou produções como o “Esporte Espetacular” e o “Globo Mar” e, em breve, viaja para cobrir sua quarta Copa do Mundo.
P – Na Copa de 2014, você já havia comandado um quadro do “Esporte Espetacular” com as mães dos jogadores. Essa temática é especial de alguma forma para você?
R – Boa lembrança. Deve ser. É uma temática que eu gosto muito. Talvez porque, quando eu fui atleta, a minha mãe era muito importante para mim. Sempre foi a minha maior incentivadora. E quem conhece mesmo os atletas são as mães. Elas sabem de cada detalhe, cada segredo. E você acaba entendendo melhor quem é aquele atleta depois de conhecer todas as suas histórias.
P – Como foi o período de pré-produção do programa?
R - Trabalhamos nesse projeto por mais de um ano antes da viagem. Foi muito bem cuidado, planejado e elaborado. Não é fácil colocar de pé uma superprodução, em um país tão distante do nosso. Para mim, foi uma pré-produção com muita leitura e estudo. São histórias e fases de um país que já enfrentou todo tipo de mudança e guerras. Gravar na Rússia foi desafiador pela língua, pela história do país e pelo contexto todo da Rússia com relação ao mundo. Ao mesmo tempo, foi um privilégio poder entrar em lugares incríveis e de forma exclusiva.
P – Como assim?
R – A ida ao Teatro Bolshoi, por exemplo. Ficamos em um lugar privilegiado, naquele teatro histórico e deslumbrante. Visitamos um Bunker da época da Guerra Fria. Aprendemos a pintar bonecas matrioskas em uma aula particular. Visitamos uma família russa, ouvimos como era a vida na época da antiga União Soviética e ainda experimentamos a culinária moscovita na casa deles. A Praça Vermelha pela história que a gente leu nos livros e viu na tevê, o marco do socialismo, da União Soviética. Lá tem o túmulo do Lênin, é um lugar muito emblemático para a história do mundo contemporâneo. A Catedral de São Basílio, uma das construções mais lindas e diferentes que eu já vi. É muito interessante por dentro também, com as paredes pintadas, é espetacular, inacreditável. Foi demais, tem muita coisa legal.
P – “As Matrioskas” foi exibido primeiro no GNT, um canal que não tem como foco o esporte, mas sim o comportamento feminino. Como foi selecionar as pautas e assuntos do programa por esse novo viés?
R – Passamos quinze dias na Rússia, em Moscou e São Petersburgo. Já saímos daqui com um roteiro pensado, tanto para a Globo, quanto para o GNT, pensando no perfil de cada espaço. Não foi um trabalho difícil porque produzimos muito material nesse período. Tínhamos histórias superinteressantes para contar.
P – Estamos a menos de um mês para o início da Copa do Mundo da Rússia. Como está sendo sua preparação para a cobertura do mundial?
R – Estou estudando muito sobre a Rússia e sobre as seleções para a Copa do Mundo. Minha missão será ancorar o “Hora 1” e o “Jornal da Globo” de lá, sempre perto de onde a Seleção Brasileira estará. É um trabalho delicioso, que eu amo fazer.

“As Matrioskas” – Globo – Sábado, às 15h.

 
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