Jornal MT Norte
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Chama acesa
Daniel Bork investe em humor, viagens e interatividade, mas mantém as receitas como as estrelas do “Cozinha do Bork”, da Band
14:03   06 de Julho, 2018
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Foto: Foto: Jorge Rodrigues Jorge | CZN

por Geraldo Bessa
TV Press

Na programação da Band desde 2001, Daniel Bork acredita que os apresentadores da manhã são os verdadeiros trabalhadores da televisão. “Não temos o glamour do horário nobre. Todo mundo levanta cedo e começa a produzir os programas com horas de antecedência até entrar no ar. E a gente ainda briga por uma audiência mais limitada”, brinca o cozinheiro, atualmente, à frente do diário “Cozinha do Bork”. A nova produção é vista por Bork como um símbolo de seu amadurecimento no vídeo. Ao lado da jornalista Luitha Miraglia e da ex-participante do “reality” “Masterchef” Jiang Pu, ele experimenta um formato mais descontraído, mas não se esquece da estrela principal de qualquer programa culinário: a receita. “Tem gente que enrola tanto que se esquece de fazer o básico: passar ingredientes e procedimentos de forma clara para que o telespectador consiga reproduzir em casa”, ressalta.
Natural de São Paulo, aos 64 anos Bork vê com bons olhos o avanço tecnológico da televisão. Em especial, a interação com o público nas redes sociais. “A internet era muito ruim quando comecei. A gente tinha de dar tempo para as pessoas correrem para pegar o caderninho. Hoje, está tudo nas redes sociais ou no site da emissora”, explica, entre risos, relembrando os tempos do “Receita Minuto”, sua primeira investida na tevê. Ao longo dos últimos 17 anos, ele também esteve à frente dos matutinos “Bem Família” e “Dia Dia”. “Fiquei nove anos no ‘Dia Dia’. Estava sentindo vontade de mudar e fiquei feliz que a Band tenha captado isso”, valoriza.
P - Depois de quase uma década à frente do “Dia Dia”, você estreou o “Cozinha do Bork” há cerca de três meses. Qual o saldo dessa mudança?
R - Foi uma alteração de rota bem-vinda e necessária. Acho que a gente conseguiu chegar a um formato muito divertido. O programa vai além do serviço e quer também entreter o espectador desse horário com algumas risadas, curiosidades, música e muita interação. Geralmente, nosso telespectador é aquele que fica sozinho em casa. Então, queremos ser uma boa companhia para ele. Acho que estamos no caminho certo.
P - A programação da Band ganhou um viés mais família em 2018. Como foi o processo de idealização e ajuste do programa a esse novo esquema da emissora?
R - Tudo começou no fim do ano passado. Tivemos uns quatro meses para trazer novas pessoas à equipe e apresentar as propostas à direção. Logo que o André Aguera assumiu o departamento artístico da Band, ele me chamou para conversar e disse que queria mudar o foco do programa. O “Dia Dia” precisava dessa “sacudida”. Ele que nos deu o conceito e o novo nome do programa. Aí corremos atrás e montamos os detalhes.
P - O que mais o agrada no novo formato?
R - As companhias. É muito bom estar ao lado da Luitha Miraglia e da Jiang Pu. A primeira me ajuda a conversar com quem está em casa. Acho que ela agrega frescor ao programa. Tem um jeito informal que nos ajuda a ficar mais próximos de quem nos assiste. E a Jiang é meu braço direito na cozinha. Ela se destacou no “Masterchef” por conta de seu jeitinho meio e grande talento para cozinhar. No programa, ela tem mais uma chance de mostrar isso.
P - Sua primeira experiência no vídeo foi à frente do “Receita Minuto”, exibido pela Band em 2001. Como você avalia o atual “boom” de programas tendo a gastronomia como protagonista?
R - Acho interessante e todo mundo ganha com essa concorrência saudável. Sempre tive como concorrentes os programas de variedades que davam espaço para a culinária. Agora, existem diversos games, “realities” e produções que falam com públicos mais segmentados. Assisto a alguns programas de vez em quando e acho que muitos se esquecem do principal.
P - O que falta?
R - A receita em si. Não adianta ter um bonitão passeando pelo mundo ou uma apresentadora cheia de charme se o telespectador não consegue entender de fato como lidar com as informações para fazer a receita de forma possível e realista. Meu programa se abriu para outros formatos, mas é a boa e velha receita bem passada que nos guia. Não sou bonito, não sou charmoso, mas sei passar a receita e o telespectador consegue fazer aquele frango assado delicioso em casa. Sou tipo a “vovó de antigamente” e tenho orgulho disso.

“Cozinha do Bork” - Band - de segunda a sexta, às 8h50.

 
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