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Gleba Jacaminho II | Após 22 anos, moradores esperam receber documentos de propriedades
Depois de muita luta, conseguimos que o georreferenciamento e o CAR
12:28   09 de Julho, 2018
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Reportagem
Mato Grosso do Norte

Apesar das dificuldades enfrentadas pelas famílias de agricultores que moram no campo e sobrevivem da Agricultura Familiar, o presidente da Associação dos Assentados da Jacaminho II, que agrega cerca de 80 famílias que moram na região da localidade conhecida como Pista do Cabeça, em Alta Floresta, o agricultor Élio Tasso, acredita em dias melhores com o recebimento do título definitivo das propriedades, previsto para acontecer até no final deste ano.
Seu Élio mora com a família em sua propriedade, na comunidade São Mateus, e relata que os moradores do assentamento Gleba Jacaminho II enfrentam grandes dificuldades, principalmente no tocante as estradas de acesso que são um problema constante. 
“As ponte e bueiros estão sempre caindo e as estradas estão sempre em péssimas condições. Precisamos de uma atenção maior do poder público”, disse.
O agricultor reclama também de outros serviços como o atendimento na área de Saúde e a Educação. “Agora está vindo médico uma vez por semana no Posto de Saúde. Mas nem sempre foi assim. Às vezes fica de 5 a 6 meses sem vir um médico atender a população. Sobre a Educação, os ônibus que fazem o transporte escolar aqui tem que ser melhores para a segurança de nossos alunos. E a qualificação de nossos professores tem que melhorar. O setor público deve dar condições para os professores ter uma melhor condições de ensinar os alunos e que eles também possam fazer treinamentos e se qualificarem”, enfatiza.
Um dos exemplo citado pelo agricultor e seus filhos Jauri e Elcir Tasso, foi uma luta de 22 anos para conseguir encaminhar a documentão para receber o título definitivo das propriedades. Élio relembra que o assentamento Gleba Jacaminho II foi implantado em 1996, mas sempre permaneceu relegado ao esquecimento pelos representantes políticos. Somente agora, após muita cobrança, a prefeitura de Alta Floresta fez o Georreferenciamento e o CAR- Cadastro Ambiental Rural- de parte das propriedades.

“Foi uma grande cobrança que tive que fazer para conseguir. E nossa esperança é que até no final do ano, recebamos os títulos de nossas propriedades. Nossa expectativa é que as coisas melhorem com este documento, porque passaremos a ser de fato donos de nossas terras e poderemos ir em busca de liberação de crédito para os agricultores familiares. Nossa esperança é grande, é uma conquista muito importante para a comunidade”, comenta Élio.
Sobre a administração municipal, Élio observa que o prefeito Asiel Bezerra tem lhe dado atenção em suas cobranças feitas em nome da comunidade. Todavia, diz que as coisas demoram muito a acontecer.
“Mesmo assim agradeço. Depois de muitas cobranças, consegui que fossem feitos o Georreferenciamento e o CAR”, disse.
O agricultor diz que a principal fonte de renda das famílias da gleba Jacaminho é a produção de leite. Segundo ele, através da associação, os produtores foram contemplados com um resfriador onde o leite fica depositado até que um caminhão tanque do laticínio Marajoara, passe [a cada dois dias] para recolher a produção.
A média de produção por agricultor é de 40 a 50 litros por família. O preço pago pelo litro de leite, neste mês, foi de R$ 1,00. Até no mês de junho, o preço do litro pago pelo laticínio era de apenas, R$ 0.80.
O presidente da Associação dos Assentados da Jacaminho II, avalia que as famílias assentadas devem ser mais unidas e se organizar mais, para lutarem juntas pelos benefícios comum. 

 
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